Dólar sobe e a bolsa fica de lado; elétricas sobem, siderurgia afunda.
O Ibovespa fechou de lado, em leve queda de 0,10%, a 168.278 pontos, a quarta baixa seguida, ainda digerindo a divergência da super quarta. O dólar subiu 1,05%, a R$ 5,18, com o real fraco porque o Copom cortou a Selic enquanto o Fed sinalizou alta. Por baixo do índice parado, o dia foi de extremos: as elétricas (+1,35%) e as exportadoras lideraram (WEGE3 +4,59%, CPLE3 +3,36%, SUZB3 +3,20%), com os seguros (+1,28%) firmes; na contramão, a Braskem desabou 10,27% e a siderurgia despencou (CSNA3 -7,99%, GGBR4 -5,09%), com o consumo também caindo forte (NATU3 -5,11%, RADL3 -5,48%).
Como abriu
A quinta foi o quarto pregão de digestão da super quarta. Sem um gatilho novo, o índice operou de lado o dia todo, enquanto o movimento de verdade aconteceu no câmbio: o dólar subiu mais de 1% e fechou perto de R$ 5,18, com o real pressionado pelo estreitamento do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.
O que moveu o dia
O dia separou vencedores e perdedores. O dólar forte impulsionou as exportadoras, com a WEG (+4,59%) e a Suzano (+3,20%) entre as maiores altas, e o corte da Selic valorizou o dividendo das elétricas, melhor setor do dia (+1,35%, com CPLE3 +3,36% e ISAE4 +2,91%); seguros (+1,28%) e saneamento (CSMG3 +2,49%) também subiram. Do outro lado, a Braskem desabou 10,27% pelo segundo dia, a siderurgia despencou (CSNA3 -7,99%, GOAU4 -5,17%, GGBR4 -5,09%, USIM5 -4,81%) e o consumo foi castigado pelo câmbio e pelo juro (NATU3 -5,11%, MGLU3 -5,06%, RADL3 -5,48%, LREN3 -3,18%).
As três camadas do dia
O Ibovespa fechou em queda de 0,10% (a 168.278 pontos), a quarta baixa leve seguida, e o BOVA11 subiu 0,15% (R$ 165,38). O dólar subiu 1,05%, a R$ 5,18. Na ponta de cima: WEGE3 (+4,59%), CPLE3 (+3,36%), SUZB3 (+3,20%) e ISAE4 (+2,91%). Na ponta de baixo: BRKM5 (-10,27%), CSNA3 (-7,99%), RADL3 (-5,48%) e GOAU4 (-5,17%).
A divergência de juros (Copom cortando, Fed sinalizando alta) seguiu pressionando o real e travando a bolsa. O dólar forte ajuda as exportadoras e a Selic menor valoriza o dividendo das elétricas; a siderurgia, ligada à China, e o consumo, sensível a câmbio e juro, ficaram do lado perdedor.
Quatro quedas leves seguidas mostram uma bolsa sem convicção, à espera de um novo gatilho, com o câmbio concentrando o movimento do dia. É interpretação, não garantia.
Maiores altas e baixas
| Maiores altas (geral) | WEGE3 +4,59% · CPLE3 +3,36% · SUZB3 +3,20% |
| Maiores baixas (geral) | BRKM5 -10,27% · CSNA3 -7,99% · RADL3 -5,48% |
| Entre os 20 mais líquidos | WEGE3 +4,59% · SUZB3 +3,20% · CPLE3 +3,36% |
Os números do fechamento
| Ibovespa | -0,10% · ~168.278 pts |
| BOVA11 | +0,15% · R$ 165,38 |
| Dólar | +1,05% · R$ 5,18 |
| Petróleo (Brent BRN1!) | perto de US$ 79 · mínima de 3 meses |
| Petrobras | PETR4 +0,73% · PETR3 +0,14% |
| Vale | VALE3 +0,20% · R$ 79,94 |
| Destaque positivo | WEGE3 +4,59% · elétricas +1,35% · seguros +1,28% |
| Destaque negativo | BRKM5 -10,27% · CSNA3 -7,99% · RADL3 -5,48% |
| Mundo | Dólar em alta · NYSE fechada amanhã · acordo assina 19/06 |
O que fica no radar
O âncora de amanhã, sexta, 19, é mais leve: a Bolsa de NY fica fechada (feriado de Juneteenth) e o acordo EUA-Irã tem assinatura marcada na Suíça. No micro, o ITUB4 passa a negociar ex-direitos do JCP a partir de amanhã. Com o Fed mais duro e o Copom cauteloso, o dólar e a curva de juros seguem no centro das atenções.
