RADAR DA AÇÃO

VALE3 Vale

MineraçãoReceita em dólar
Relações com Investidores ↗
Move o preço:Minério de ferroChinaDólarDemanda de aço
FechamentoR$ 73,37
No dia-1,53%
DY 12m7,6%
snapshot · 18/09/2026

Snapshot do fechamento, atualizado a cada fechamento. O conteúdo abaixo é de contexto e não envelhece.

A Vale é uma das maiores mineradoras do mundo e tem peso enorme no Ibovespa. O que manda no preço de VALE3 está, em boa parte, do outro lado do planeta, na China.

Radar de Risco · 18/09/2026: risco normal, faixa da semana de R$ 70,43 a R$ 76,31. Leitura informativa do que o preço das opções da B3 indica, não é recomendação.

O papel no Radar

O papel no fechamento de 18/09/2026dados da B3

A VALE3 caiu 1,53% no pregão de 18/09, 1,12 ponto percentual abaixo do Ibovespa, e fechou a R$ 73,37, com giro de R$ 2,25 bilhões, 1,3 vez a média dos últimos 20 pregões. Em 20 pregões, acumula queda de 0,9% e está 19,9% abaixo da máxima de 52 semanas (R$ 91,62, em 12/02/2026).

Fechamento
R$ 73,37
-1,53% no dia
Contra o Ibovespa
-1,12 p.p.
diferença no dia
Contra o setor
+1,48 p.p.
Mineração e Siderurgia, média de -3,01%
Giro
R$ 2,25 bi
1,3 vez a média de 20 pregões · 2º de 85
5 pregões
-6,2%
20 pregões
-0,9%
No ano
+2,0%
desde 30/12/2025
Da máxima de 52 sem.
-19,9%
máxima de R$ 91,62 em 12/02/2026
Onde está na faixa de 52 semanas
mín. R$ 56,54 (26/09/2025)máx. R$ 91,62 (12/02/2026)

O que as opções precificam

Nível de risco normal: a proteção está no preço habitual para o quanto a ação costuma balançar (a oscilação que as opções embutem equivale a 1,08 vez a histórica). A faixa que o mercado paga para ver vai de R$ 70,43 a R$ 76,31, 4,0% para cada lado, até 25/09/2026. Nível e faixa medem o tamanho do movimento, sem dizer a direção. Ver o Radar de Risco.

Na tese do Radar

Leitura de 18/09. O setor está entre os sensíveis nos dois sentidos: o minério sobe com as usinas chinesas estocando antes do feriado, mas a demanda de fundo da China segue fraca, e o teste vem quando a bolsa de Dalian reabrir. Ler a tese inteira.

Fechamento, variação e giro do pregão de 18/09/2026; histórico oficial da B3 (arquivo COTAHIST), com preços sem ajuste por proventos. Conteúdo informativo, não é recomendação.

Última notícia sobre VALE3 · de 18/09/2026 · conferido em 18/09/2026

Mineradora cai com o segundo maior giro do dia no pregão em que o minério sobe em Dalian

Fato

A ação fechou a R$ 73,37 no pregão de 18/09, queda de 1,53%. O contrato de minério de ferro mais negociado em Dalian fechou a sessão diurna a 715,5 iuanes por tonelada, alta de 0,70%, na terceira alta seguida.

O que muda

Segundo a agência Reuters, a queda acompanhou o movimento das mineradoras lá fora. O bloco de mineração e siderurgia fechou com média de queda de 3,01%, o pior entre os vinte setores acompanhados, com a CSN (CSNA3) em queda de 6,40%.

A leitura do Radar

Interpretação do Radar, sem chamada de preço: minério subindo na China e mineradora caindo aqui no mesmo dia mostram que a tonelada deixou de ser a única variável da conta, e o custo de levar a carga pesou no setor a semana inteira.

Fonte: Apuração do minério em Dalian de 18/09/2026 e pregão da B3 no fechamento de 18/09 · 18/09/2026. Conteúdo informativo, não é recomendação.

Antes disso

  • 18/09/2026, Minério em Dalian abre em alta de 0,63% e a China fecha em alta de 1,07% na sessão da madrugada (Apuração de commodities e de mercados asiáticos de 18/09/2026, entre 05h44 e 05h56)
  • 17/09/2026, Relatório sobre frete marítimo separa a mineradora das pares e ela sobe no dia da maior queda do setor (Relatório do Goldman Sachs noticiado em 17/09/2026 pela imprensa financeira)
  • 17/09/2026, Minério em Dalian fica praticamente parado, a 708,50 iuanes por tonelada, com a China fechando em queda (Apuração de 17/09/2026 sobre o minério e o fechamento das bolsas chinesas)
  • 17/09/2026, Minério em Dalian fica praticamente parado, a 708,50 iuanes por tonelada, com a China fechando em queda (Apuração de 17/09/2026 sobre o minério e o fechamento das bolsas chinesas)
  • 16/09/2026, Minério em Dalian sem leitura disponível nesta madrugada, e o índice de 62% de teor seguiu parado (Fontes liberadas consultadas às 06h00 de 16/09/2026)
  • 15/09/2026, Minério cai pela quinta vez seguida e o frete come perto de 40% do preço da tonelada (Despacho da Reuters de 15/09/2026, relatório do Bradesco BBI e análise do BTG Pactual de 14/09/2026)
  • 15/09/2026, O dado chinês de agosto separou fábrica de obra, e a tonelada ficou onde estava (Divulgação do pacote de agosto do escritório de estatística da China e contrato de minério em Dalian)

O que é a Vale e o que ela faz

A Vale é a maior produtora de minério de ferro do mundo e uma das maiores de níquel e cobre. A receita vem majoritariamente em dólar e o destino principal das vendas é a China. O negócio se organiza em duas grandes frentes: a de Soluções de Minério de Ferro, que reúne minério e pelotas e responde pela maior parte do resultado e da geração de caixa, e a de Metais para Transição Energética, que junta níquel e cobre. Por trás disso há uma malha logística enorme, com ferrovias, portos e navios próprios que ligam as minas de Carajás, no Pará, e do Sudeste ao mercado asiático.

O minério de Carajás é de alto teor, o chamado high grade, e isso rende um prêmio de preço quando as siderúrgicas querem produzir aço com menos emissão. Para o trader, a leitura é direta: a Vale é uma máquina de caixa de baixo custo, com um lucro muito sensível a uma única variável, o preço do minério de ferro, e a uma única praça, a China. Entender essas duas peças explica a maior parte do que move a ação.

VALE3, a ação e os pares

A Vale tem uma única classe de ação na bolsa, a VALE3, ordinária e com direito a voto, desde que migrou para o Novo Mercado em 2017 e converteu as antigas preferenciais. Isso a diferencia de empresas como a Petrobras, que mantém ordinária e preferencial separadas. Lá fora, a companhia negocia recibos de ações na Bolsa de Nova York, os ADRs, o que conecta o papel ao fluxo do investidor global e ao dólar.

Um traço importante da Vale é não ter um controlador definido: é uma corporation de capital pulverizado. Isso traz uma camada de risco própria, porque a escolha do executivo-chefe e a direção estratégica já viraram alvo de disputa e de ruído político, algo que o mercado precifica. Entre os pares, a Vale compete globalmente com gigantes como BHP e Rio Tinto, e no Brasil divide o setor com nomes como a CMIN3, da CSN Mineração, além de siderúrgicas como GGBR4 e CSNA3, que consomem minério e produzem aço.

O que move o preço da VALE3

O preço do minério de ferro é o primeiro motor. A referência mais usada é o minério com 62% de teor de ferro, cotado nos portos chineses, na bolsa de Dalian e no índice de Cingapura. Quando o minério sobe, a receita e a margem da Vale acompanham, e como o custo caixa por tonelada, o chamado C1, é dos mais baixos do mundo, boa parte da variação do preço vira margem direta. É isso que deixa o lucro tão alavancado a essa commodity. O mecanismo completo do minério e da Vale está detalhado à parte.

A China é o segundo motor, e na prática é o mesmo visto de outro ângulo. O país concentra a maior fatia do consumo mundial de minério de ferro, então a saúde do setor imobiliário e da construção por lá, somada aos pacotes de estímulo do governo, define a demanda por aço e, por tabela, pelo minério. Quando Pequim desacelera ou o imobiliário trava, o minério recua e a Vale sente no resultado.

O câmbio é o terceiro: a receita é em dólar e parte dos custos é em reais, então um real mais fraco engorda a margem medida em reais. Há ainda o prêmio de qualidade, já que o minério de alto teor de Carajás ganha um adicional de preço quando as siderúrgicas buscam reduzir emissão, e perde força quando o mercado está fraco e esse prêmio encolhe. Pelo lado da oferta, nova produção de minério de alto teor, como o megaprojeto de Simandou, na Guiné, que entra em operação de forma gradual, pode pressionar o preço e disputar o prêmio da Vale, um risco que o mercado acompanha de perto. Por fim, os metais para transição energética, cobre e níquel: o cobre é uma tese de crescimento ligada à eletrificação, enquanto o níquel é mais volátil e sofreu com o excesso de oferta vindo da Indonésia. Essa divisão ajuda a diluir a dependência do minério, mas ainda pesa pouco perto dele.

Dividendos e proventos da VALE3

A política de remuneração mínima prevê distribuir o equivalente a 30% do EBITDA ajustado menos o investimento corrente, em geral em duas rodadas por ano atreladas aos resultados, uma no começo do ano e outra no segundo semestre. O EBITDA ajustado é a principal medida de geração de caixa da empresa. Além do dividendo, a recompra de ações é uma peça central da forma como a Vale devolve capital ao acionista: a companhia tende a priorizar recompra quando o minério está mais fraco e a estudar dividendo extraordinário quando o caixa sobra e a dívida líquida cai bem abaixo da meta.

Como a base de tudo é a geração de caixa, o retorno oscila com o ciclo: o dividend yield sobe quando o minério está alto e recua quando enfraquece, e em anos mais magros a empresa pode trocar parte do dividendo por recompra. É renda de ciclo, e é por isso que a Vale não entra no mapa das pagadoras perenes. O valor de cada rodada depende do minério, do câmbio e do investimento do período, e o número datado aparece no snapshot do topo desta página.

Os riscos da VALE3

A China e o seu setor imobiliário são a maior fonte de risco de demanda: uma desaceleração estrutural por lá derruba o minério e o resultado da Vale. Junto vem o ciclo do minério, em que um preço em queda corta receita, margem e dividendo ao mesmo tempo. Há também os passivos dos rompimentos de barragem de Mariana, em 2015, e de Brumadinho, em 2019, que deixaram obrigações de reparação estendidas por muitos anos, consomem caixa de forma dedicada, a ponto de a empresa reportar a geração de caixa separando esses desembolsos, e seguem como um risco reputacional e regulatório, ao lado da segurança de barragens.

Pelo lado da oferta, projetos como Simandou ampliam a oferta global de minério de alto teor e podem pressionar preço e prêmio. A divisão de metais ainda enfrenta um níquel fraco por excesso de oferta, e a demanda de aço de longo prazo é uma incerteza estrutural. Some-se a isso a governança, já que a ausência de um controlador definido faz da escolha do executivo-chefe e da estratégia um campo sujeito a disputa e ruído político, e o câmbio, porque um real forte reduz a margem medida em reais. É um conjunto de riscos que o papel carrega o tempo todo.

O que observar nos resultados trimestrais

A cada balanço, divulgado em geral por volta de fevereiro, maio, agosto e outubro, o trader acompanha algumas linhas que resumem a saúde do papel: a produção e os embarques de minério em milhões de toneladas; o preço realizado, comparado à referência do minério de 62%; o C1, o custo caixa por tonelada; o EBITDA ajustado, que é a base do dividendo; a geração de caixa livre; a dívida líquida expandida, comparada à meta da companhia; e o desempenho de cobre e níquel. Junto vem o desembolso ligado a Mariana e Brumadinho, o anúncio de dividendo e o status do programa de recompra. Como a remuneração mínima é uma fração do EBITDA, essa linha costuma ditar o tamanho do próximo provento.

Peso no Ibovespa e correlações

A VALE3 é, ao lado da PETR4, um dos papéis de maior peso do Ibovespa, então o que acontece com a Vale move o índice de forma direta, e o que move o índice respinga na ação. O papel tem correlação forte com o preço do minério de ferro, com a China e com o dólar, e costuma ser o termômetro dos dias de commodity no pregão. Para quem opera o índice, tentar ler o Ibovespa sem olhar VALE3 e PETR4 lado a lado é meio caminho andado para errar a direção.

O que acompanhar agora

Em vez de cravar preço, o que vale observar de forma contínua é o preço do minério de ferro e os estoques nos portos chineses; os dados de atividade, construção e crédito na China, além de eventuais pacotes de estímulo; o dólar; o avanço de nova oferta global, como Simandou; e o desempenho de cobre e níquel. São essas variáveis que tendem a mover a ação no médio prazo, e é por elas que o Radar acompanha a mineração e o minério todo dia, amarrando o que se passa na China ao efeito nos nossos papéis.

Perguntas frequentes sobre a VALE3

A VALE3 tem ON e PN?

Não. Desde a migração ao Novo Mercado em 2017, a Vale tem uma única classe de ação, a VALE3, ordinária e com direito a voto. Não há preferencial. Lá fora, a companhia negocia recibos de ações, os ADRs, na Bolsa de Nova York.

A VALE3 paga dividendos? Com que frequência?

Sim. A política mínima prevê distribuir 30% do EBITDA ajustado menos o investimento corrente, em geral em duas rodadas por ano atreladas aos resultados. A empresa também devolve capital via recompra de ações e pode pagar dividendos extraordinários quando o caixa sobra e a dívida cai bem abaixo da meta.

O que faz a VALE3 subir ou cair?

Os principais motores são o preço do minério de ferro, a economia da China, sobretudo a construção e o setor imobiliário, e o dólar. Minério em alta melhora a receita e a margem; uma China desacelerando faz o caminho inverso. O custo baixo da Vale amplia o efeito, porque boa parte da variação do preço vira margem.

Qual o dividend yield da VALE3?

É um dividend yield de ciclo, não fixo. Sobe quando o minério está alto e recua quando enfraquece, e em anos mais magros a empresa pode priorizar a recompra de ações no lugar de dividendo. O número atualizado aparece no snapshot do topo desta página.

Por que a VALE3 cai quando a China desacelera?

Porque a China concentra a maior fatia do consumo mundial de minério de ferro. Menos construção e menos produção de aço por lá significam menos demanda por minério, o que derruba o preço da commodity e, com ele, a receita e a margem da Vale.

O que é o minério 62% e por que importa?

É o minério de ferro com 62% de teor de ferro, a referência de preço mais usada no mercado, cotada nos portos chineses e em índices como o de Cingapura. Funciona como o termômetro que baliza boa parte da receita da Vale, e por isso o trader acompanha essa cotação de perto.

Calendário de proventos

A Vale costuma remunerar em duas rodadas principais por ano, atreladas aos resultados: uma no começo do ano, com data-com e pagamento em geral entre fevereiro e março, e outra no segundo semestre, normalmente anunciada entre julho e agosto e paga por volta de setembro. Eventuais dividendos extraordinários podem aparecer fora desse calendário quando a geração de caixa permite, e a recompra de ações funciona como uma forma adicional de retorno.

Como os valores dependem do preço do minério e do câmbio, eles oscilam de um ano para outro. A data-com e o valor de cada distribuição devem ser confirmados no material oficial da empresa.

Para o mecanismo completo, leia minério de ferro e a Vale. O efeito disso no índice aparece no briefing diário.

Página de contexto do Radar Ibov. Explica o que move a ação e não constitui recomendação de compra ou venda. O snapshot, quando preenchido, reflete o fechamento informado, não cotação em tempo real.