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NATU3 Natura

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Move o preço:ConsumoReestruturação e AvonCâmbioConsultoras e digital

Conteúdo de contexto: explica o que move a ação e não envelhece. Datas e valores de proventos mudam; confirme no RI da empresa. O snapshot de cotação é atualizado periodicamente.

A Natura é uma das maiores empresas de cosméticos e beleza do Brasil, conhecida pelo modelo de venda direta, aquele em que consultoras revendem os produtos em suas redes de relacionamento. A ação tem uma história marcante: depois de tentar virar um grupo global de marcas, comprando empresas no exterior, a companhia concluiu que a aposta não deu o retorno esperado e iniciou uma grande reestruturação para voltar às origens, concentrando-se nas marcas Natura e Avon na América Latina. Por isso, a tese da NATU3 hoje gira em torno dessa virada: a simplificação do negócio, a integração com a Avon e a retomada do crescimento. Entender essa reestruturação e o modelo de venda direta é o que destrava a leitura do papel.

Por Redação Radar Ibov · Última revisão: 11 de agosto de 2026 · Conteúdo informativo e jornalístico, não é recomendação.

O papel no Radar

O papel no fechamento de 07/10/2026dados da B3

A NATU3 caiu 9,03% no pregão de 07/10, 8,29 pontos percentuais abaixo do Ibovespa, e fechou a R$ 7,35, com giro de R$ 197,6 milhões, 2,6 vezes a média dos últimos 20 pregões. Em 20 pregões, acumula queda de 16,5% e está 34,1% abaixo da máxima de 52 semanas (R$ 11,15, em 07/05/2026).

Fechamento
R$ 7,35
-9,03% no dia
Contra o Ibovespa
-8,29 p.p.
diferença no dia
Contra o setor
-8,28 p.p.
Consumo e Varejo, média de -0,75%
Giro
R$ 197,6 mi
2,6 vezes a média de 20 pregões · 53º de 85
5 pregões
+8,9%
20 pregões
-16,5%
No ano
-1,3%
desde 30/12/2025
Da máxima de 52 sem.
-34,1%
máxima de R$ 11,15 em 07/05/2026
Onde está na faixa de 52 semanas
mín. R$ 6,42 (29/09/2026)máx. R$ 11,15 (07/05/2026)

Na tese do Radar

Leitura de 05/10. O setor está entre os que o cenário pressiona: depende de crédito barato para o consumidor e de juro longo em queda, dois vetores travados até a eleição. Ler a tese inteira.

Fechamento, variação e giro do pregão de 07/10/2026; histórico oficial da B3 (arquivo COTAHIST), com preços sem ajuste por proventos. Conteúdo informativo, não é recomendação.

Notícias sobre NATU3 · conferido em 08/10/2026

O que move o papel

Depois de vender as marcas compradas no exterior, a Natura concentrou o negócio na própria Natura e na Avon da América Latina: o que move a ação é a integração das duas, a recuperação de margem e a venda por consultoras, com menos complexidade e mais foco no caixa.

Sem fato relevante próprio na varredura de 08/10/2026. Quando a companhia divulgar resultado, provento, fato relevante ou comunicado, ele entra aqui com a leitura do Radar. Conteúdo informativo, não é recomendação.

CotaçãoR$ 7,35
No dia-9,03%
DY 12mver no RI
snapshot · 07/10/2026

O que é a Natura e o que você compra com a NATU3

A NATU3 é a ação da Natura, uma das maiores empresas de cosméticos, perfumaria e produtos de beleza do Brasil e da América Latina. A companhia é dona de marcas muito conhecidas do público, com destaque para a própria Natura e para a Avon, e é especialmente associada ao modelo de venda direta, em que uma grande rede de consultoras revende os produtos. Mais do que vender cosméticos, a empresa tem uma marca forte, ligada à sustentabilidade e ao uso de ingredientes da biodiversidade brasileira. O ponto central do momento atual é que a Natura passou por uma transformação profunda: depois de uma fase de expansão internacional que não deu certo, ela se reorganizou para focar no seu núcleo. Em essência, ao comprar NATU3, o investidor adquire uma fatia de uma gigante de beleza em reestruturação, exposta ao consumo e em processo de retomar o crescimento de forma mais enxuta.

A troca de ticker: de NTCO3 para NATU3

Um ponto que costuma gerar dúvida é a mudança no código da ação. Por anos, a empresa foi negociada como NTCO3, sob a estrutura de uma holding chamada Natura &Co, criada justamente para abrigar as marcas globais que a companhia havia adquirido. Em meados de 2025, como parte da simplificação do negócio, essa holding foi incorporada pela Natura, e a ação voltou a ser negociada sob o código NATU3, o mesmo usado na estreia da empresa em bolsa, em 2004. Para o investidor, é importante entender que NATU3 e NTCO3 são a mesma empresa: quem tinha NTCO3 passou a ter NATU3, sem mudança no valor do investimento por causa apenas da troca de código. A volta ao código de origem é simbólica e reflete a essência da estratégia atual: deixar para trás o projeto de grupo global e voltar a colocar a marca Natura no centro do negócio.

O modelo: a venda direta e as marcas

Para entender a NATU3, é preciso entender como a Natura vende. O modelo histórico e ainda central é a venda direta: a empresa não depende apenas de lojas próprias, mas de uma vasta rede de consultoras, pessoas que revendem os produtos em suas comunidades e relações pessoais. É o conhecido modelo das marcas que se vendem por catálogo e relacionamento, e tanto a Natura quanto a Avon são referências nele no Brasil. A esse canal somam-se as vendas em lojas e, cada vez mais, os canais digitais, que vêm ganhando peso. A força da empresa está na combinação de marcas conhecidas, uma rede ampla de revenda e uma identidade ligada à sustentabilidade. Para o investidor, o desempenho da NATU3 depende diretamente da saúde desse modelo: quantas consultoras estão ativas, quanto cada uma vende e como os canais digital e de varejo evoluem para complementar a venda direta tradicional.

O "sonho grande" e o retorno às origens

Nenhuma parte da história da Natura é mais importante para entender a ação do que a sua fase de ambição global. A partir do início da década de 2010, a empresa partiu para uma expansão internacional agressiva, comprando marcas de beleza no exterior, entre elas a australiana Aesop e a britânica The Body Shop, e, em 2019, unindo-se à Avon. Com isso, chegou a se tornar um dos maiores grupos de cosméticos do mundo, sob o guarda-chuva da holding Natura &Co. O problema é que essa estratégia não entregou o retorno esperado: integrar marcas tão diferentes mostrou-se difícil, e o grupo acumulou uma dívida elevada justamente em um período de juros altos. Diante disso, a partir de 2022, a companhia tomou a decisão de reverter a rota e voltar às origens. Para o investidor, esse é o pano de fundo de tudo: a reestruturação atual é a correção de uma aposta global que não funcionou.

A reestruturação: as vendas de ativos

A correção de rota se traduziu, na prática, na venda das marcas adquiridas no exterior. A Natura se desfez da Aesop e da The Body Shop, e, em seguida, vendeu também a operação internacional da Avon, além de outras unidades fora da sua região central, concentrando o negócio na Avon e na Natura dentro da América Latina. Essas vendas tiveram dois efeitos importantes para o investidor. O primeiro é financeiro: os recursos obtidos ajudaram a reduzir a dívida da companhia, aliviando a pressão dos juros elevados sobre o balanço. O segundo é estratégico: a empresa ficou muito mais simples e focada, deixando de gerir um portfólio disperso de marcas em vários continentes para se concentrar no que conhece melhor e onde é mais forte. Para o investidor, o saldo dessa fase é uma Natura menor em tamanho, porém mais enxuta, menos endividada e com uma estratégia mais clara do que tinha no auge da ambição global.

A integração com a Avon e a simplificação

Com o portfólio enxugado, o centro da tese passou a ser a integração entre as duas marcas que sobraram, Natura e Avon, sobretudo nos principais mercados da América Latina. A lógica é combinar a força das duas, que muitas vezes competiam entre si, para ganhar eficiência, reduzir custos e oferecer um portfólio mais completo às consultoras e aos consumidores. Esse processo envolve unificar estruturas, sistemas e operações, o que é complexo e leva tempo, e a companhia tem conduzido isso em fases. Junto com a integração, a empresa promoveu uma simplificação societária e cortes de custos para se tornar mais leve. Para o investidor, esse é o ponto-chave do momento: a tese da NATU3 depende, em boa medida, da capacidade da empresa de executar bem essa integração e fazer a Avon voltar a contribuir de forma positiva, transformando a reestruturação em crescimento de receita e melhora de rentabilidade de fato.

O canal de consultoras e o digital

Como a venda direta é o coração do negócio, a saúde do canal de consultoras é um dos indicadores mais acompanhados na NATU3. Dois números importam: quantas consultoras estão ativas e quanto cada uma consegue vender, a sua produtividade. Quando esse canal enfraquece, com menos pessoas revendendo ou vendendo menos, a receita sente diretamente. Ao mesmo tempo, a empresa vem investindo na digitalização: tanto em equipar as consultoras com ferramentas digitais, ampliando o seu alcance, quanto em vender diretamente pelos canais online, incluindo iniciativas como as transmissões ao vivo de vendas. As vendas digitais e o varejo têm crescido e ajudam a compensar pressões no canal tradicional. Para o investidor, o ponto a observar é o equilíbrio dessa transição: a Natura precisa modernizar e digitalizar o seu modelo sem perder a força da rede de relacionamento que sempre foi o seu diferencial competitivo.

Câmbio e a América Latina

Mesmo mais concentrada, a Natura segue sendo uma empresa multinacional dentro da América Latina, e isso traz exposição ao câmbio e às economias da região. Parte relevante das vendas vem de outros países latino-americanos, o que significa que a oscilação das moedas locais afeta a receita e o resultado quando convertidos para reais. Um caso que costuma pesar é o de países com alta inflação e moedas instáveis, como a Argentina, onde a operação enfrenta desafios adicionais, agravados em momentos de integração de marcas. Além disso, parte dos insumos e da operação tem componente em moeda estrangeira. Para o investidor, isso significa que a NATU3 não depende apenas do consumo no Brasil, mas também do desempenho das economias vizinhas e da estabilidade das suas moedas, o que adiciona uma camada de volatilidade aos resultados, especialmente em períodos de turbulência cambial na região.

O que move o preço da NATU3

A NATU3 responde a um conjunto de fatores ligados ao consumo e, principalmente, ao andamento da sua reestruturação. O primeiro é o consumo, já que a venda de cosméticos depende da renda e da disposição das pessoas em gastar com beleza. O segundo, e talvez o mais decisivo no momento, é a execução da virada estratégica: cada sinal de que a integração com a Avon avança e de que o crescimento e a rentabilidade melhoram tende a animar a ação, e o contrário a pressiona. Somam-se o câmbio, sobretudo das moedas latino-americanas, a saúde do canal de consultoras, o avanço do digital e o nível de endividamento, que diminuiu com as vendas de ativos. Por estar em meio a uma transformação, a NATU3 costuma ser uma ação mais sensível a notícias e à percepção sobre o sucesso do plano, com o consumo e a execução da reestruturação como os principais vetores.

Os riscos do case

A NATU3 tem riscos relevantes que precisam ser considerados. O principal é o de execução: a tese depende de a empresa integrar bem a Avon e fazer a reestruturação se converter em crescimento e lucro de forma consistente, o que ainda está em curso e não é garantido. O segundo é o consumo: como vende produtos que não são essenciais, a empresa sofre quando a renda aperta. O terceiro é o câmbio e a exposição a economias instáveis da região, que podem prejudicar os resultados. Somam-se a possível continuidade da queda no número e na produtividade das consultoras, a forte concorrência no setor de beleza e a sensibilidade ao juro, que afeta o consumo e o custo da dívida remanescente. Para o investidor, a NATU3 é um caso de recuperação em andamento: pode haver valor se o plano der certo, mas o risco de execução é a parte central da tese e exige acompanhamento próximo.

Perguntas frequentes sobre a NATU3

O que é a NATU3 e o que ela representa?

NATU3 é a ação da Natura, uma das maiores empresas de cosméticos e beleza do Brasil e da América Latina, dona de marcas como a própria Natura e a Avon. A companhia é conhecida pela venda direta, feita por consultoras. Comprar o papel é se associar a uma gigante de beleza em reestruturação, exposta ao consumo e focada em retomar o crescimento.

Por que o código mudou de NTCO3 para NATU3?

É a mesma empresa. A ação era negociada como NTCO3 sob uma holding criada para abrigar marcas globais. Em 2025, essa holding foi incorporada e a ação voltou ao código NATU3, o mesmo do IPO de 2004. Quem tinha NTCO3 passou a ter NATU3, e a mudança é simbólica da estratégia de voltar a focar na marca Natura.

O que é o modelo de venda direta da Natura?

É o modelo em que a empresa vende seus produtos por meio de uma ampla rede de consultoras, que revendem cosméticos em suas comunidades e relações pessoais, o tradicional modelo por catálogo e relacionamento. A esse canal somam-se as lojas e os canais digitais, que vêm ganhando peso na estratégia da companhia.

Por que a Natura passou por uma grande reestruturação?

Porque a sua aposta de virar um grupo global de cosméticos, comprando marcas no exterior, não deu o retorno esperado e gerou dívida elevada em um período de juros altos. A partir de 2022, a empresa decidiu voltar às origens, vendendo as marcas adquiridas e concentrando o negócio na Natura e na Avon dentro da América Latina.

Qual é o ponto central da tese hoje?

A execução da virada: a integração entre Natura e Avon e a capacidade de transformar a reestruturação em crescimento de receita e melhora de rentabilidade. A empresa ficou mais enxuta e menos endividada após vender ativos, mas o sucesso do plano depende de uma integração complexa, que está em andamento.

Qual é o maior risco da NATU3?

O risco de execução, porque a tese depende de a empresa integrar bem a Avon e fazer a reestruturação virar lucro de forma consistente, o que ainda não está garantido. Somam-se a sensibilidade ao consumo, a exposição ao câmbio e a economias instáveis da região, a saúde do canal de consultoras e a forte concorrência no setor de beleza.

Veja o que move o mercado todo dia no briefing do Radar e os perfis dos principais papéis na aba de Ações. Confira também o mapa de dividendos.

Página de contexto do Radar Ibov. Explica o que move a ação e não constitui recomendação de compra ou venda. Datas e valores de proventos mudam; confirme sempre no RI da companhia e em fontes primárias.