RADAR DA AÇÃO

PETR3 Petrobras

PetróleoDividendo de cicloOrdinária (com voto)
Relações com Investidores ↗
Move o preço:BrentDólarPolítica de preçosGeração de caixa
FechamentoR$ 53,41
No dia-1,09%
DY 12mver no RI
snapshot · 18/09/2026

Snapshot do fechamento, atualizado a cada fechamento. O conteúdo abaixo é de contexto e não envelhece.

A ordinária da Petrobras (PETR3) dá direito a voto e responde à mesma combinação de petróleo, câmbio e política que move a preferencial (PETR4). Entender essas peças ajuda a separar o ruído do que de fato muda o cenário.

O papel no Radar

O papel no fechamento de 18/09/2026dados da B3

A PETR3 caiu 1,09% no pregão de 18/09, 0,68 ponto percentual abaixo do Ibovespa, e fechou a R$ 53,41, com giro de R$ 837,5 milhões, 1,5 vez a média dos últimos 20 pregões. Em 20 pregões, acumula alta de 8,1% e está 5,7% abaixo da máxima de 52 semanas (R$ 56,65, em 15/09/2026).

Fechamento
R$ 53,41
-1,09% no dia
Contra o Ibovespa
-0,68 p.p.
diferença no dia
Contra o setor
-0,65 p.p.
Petróleo e Energia, média de -0,44%
Giro
R$ 837,5 mi
1,5 vez a média de 20 pregões · 8º de 85
5 pregões
-2,0%
20 pregões
+8,1%
No ano
+64,0%
desde 30/12/2025
Da máxima de 52 sem.
-5,7%
máxima de R$ 56,65 em 15/09/2026
Onde está na faixa de 52 semanas
mín. R$ 30,96 (21/10/2025)máx. R$ 56,65 (15/09/2026)

Proventos com data pela frente

JCP de R$ 0,35048636 por ação (bruto) em cada parcela: data-com encerrada em 01/06/2026, parcela restante em 21/09/2026.

JCP + Dividendo de R$ 1,34814262 por ação (65% JCP, 35% dividendo): data-com encerrada em 21/08/2026, pagamento em 23/11/2026 e 21/12/2026.

Valor por ação como no documento da companhia; a regra de imposto e a agenda completa estão na agenda de proventos.

Na tese do Radar

Leitura de 18/09. Para as produtoras, o petróleo caro aumenta a receita e as coloca entre as que o cenário favorece; para as distribuidoras, pesa a margem e a política de preço e de tributo dos combustíveis. Em ano de eleição, o risco é de interferência no preço. Ler a tese inteira.

Fechamento, variação e giro do pregão de 18/09/2026; histórico oficial da B3 (arquivo COTAHIST), com preços sem ajuste por proventos. Conteúdo informativo, não é recomendação.

Última notícia sobre PETR3 · de 18/09/2026 · conferido em 18/09/2026

Ordinária cai mais que a preferencial com o barril no terceiro ajuste seguido em queda

Fato

O Brent ajustou a US$ 103,87, queda de 0,91%, no terceiro pregão seguido de recuo, e o petróleo americano ajustou a US$ 100,30, queda de 1,58%. A ação fechou a R$ 53,41 no pregão de 18/09, queda de 1,09%.

O que muda

A preferencial PETR4 caiu 0,23% no mesmo pregão, com o maior giro do dia entre as 85. A segunda parcela do juro sobre capital do primeiro trimestre, de R$ 0,35048636 por ação, é paga em 21/09.

A leitura do Radar

Interpretação do Radar, sem chamada de preço: diferença entre as duas classes, com o mesmo barril e sem fato próprio de nenhuma delas, fala de fluxo num dia de vencimento de opções, e não de leitura nova sobre a companhia.

Fonte: Apuração do ajuste do petróleo de 18/09/2026 e pregão da B3 no fechamento de 18/09 · 18/09/2026. Conteúdo informativo, não é recomendação.

Antes disso

  • 18/09/2026, Ordinária chega à largada com o barril cedendo mais de 2% na cotação da manhã (Apuração de commodities de 18/09/2026, às 05h49, e divulgação da companhia ao mercado)
  • 17/09/2026, Ordinária acompanha o barril e a companhia assina oito blocos exploratórios na Costa do Marfim (Apuração do ajuste do petróleo de 17/09/2026 e divulgação da companhia ao mercado)
  • 17/09/2026, Ordinária parte da queda de 4,27% do pregão anterior, com o barril cedendo de novo na madrugada (Pregão da B3 de 16/09/2026 e apuração do petróleo de 17/09/2026)
  • 16/09/2026, Ordinária cai mais que a preferencial com o barril devolvendo a alta de terça (Despacho da Reuters de 16/09/2026 sobre o ajuste do petróleo e pregão da B3)
  • 15/09/2026, Ordinária acompanha a preferencial depois do dado de produção de agosto (Boletim preliminar de produção da agência reguladora e relatório do Bradesco BBI, 15/09/2026)
  • 10/09/2026, A ordinária entra no acordo com a PPSA para vender o gás natural da União (Anúncio da PPSA de 10/09 sobre o acordo com a Petrobras, nota da companhia sobre o diesel e pregão da B3 no fechamento de 10/09)

O que é a Petrobras e o que ela faz

A Petrobras é a maior companhia do Brasil em receita e uma petroleira integrada sob controle do Estado, com a União no comando como acionista controladora. A operação se divide em três grandes blocos: a exploração e produção de petróleo e gás, que concentra a maior parte do valor; o refino, o transporte e a comercialização, que transformam o óleo em combustível e o entregam ao mercado; e a área de gás e energia. Na última década, a empresa se desfez de ativos vistos como periféricos e separou a distribuição de combustíveis, hoje uma companhia independente, para concentrar capital naquilo em que é mais competitiva, a produção em águas profundas.

O pré-sal é o coração desse negócio. A maior parte da produção sai de lá, com um custo de extração entre os menores do planeta, e é esse diferencial que sustenta uma geração de caixa robusta mesmo quando o barril não está nas máximas. Com a entrada de novas plataformas na Bacia de Santos, em campos como Búzios e Mero, a produção atingiu recordes recentes, e a companhia segue explorando novas fronteiras, como a margem equatorial, enquanto reserva uma parcela menor de investimento para energias renováveis.

PETR3 e PETR4: a diferença entre as classes

A Petrobras tem duas ações na bolsa, e a PETR3 é a ordinária. Quem compra a ON adquire o direito de voto nas assembleias. A PETR4 é a preferencial, que troca o voto por uma prioridade no recebimento de proventos. Há um detalhe que define o caráter da empresa: o controle pertence à União, que detém a maioria do capital votante, ou seja, das ordinárias. Por isso, na prática, o poder de decisão do minoritário que compra PETR3 é pequeno diante do acionista controlador, e o voto vale mais como direito formal e sinalização do que como capacidade real de mudar o rumo.

No bolso, a diferença entre as duas é menor do que parece, porque a Petrobras paga o mesmo valor por ação ordinária e preferencial, sem distinguir as classes no dividendo. A escolha entre PETR3 e PETR4 gira, então, em torno de liquidez e de voto. A preferencial costuma ser a mais negociada, concentra boa parte do fluxo de fundos e de estrangeiros e tende a reagir mais rápido ao humor externo, até porque os recibos negociados na Bolsa de Nova York, os ADRs, têm forte ligação com ela. A ordinária, menos líquida, atrai quem faz questão do voto ou enxerga vantagem na relação de preço entre as duas, que oscila ao longo do tempo.

O que move o preço da PETR3

O primeiro motor do preço é o petróleo Brent. Como a Petrobras vende óleo e derivados cotados em dólar, um barril mais caro amplia a margem de exportação e de refino e reforça o caixa, embora a relação não seja automática por causa da política de preços. É o mesmo mecanismo que rege todo o setor de petróleo e pares independentes como a PRIO3.

O câmbio é o segundo. Com receita majoritariamente em dólar e dívida também dolarizada, um real mais fraco aumenta a receita em reais e ajuda o resultado, mas encarece o serviço da dívida, que age como contrapeso. No saldo, a conta tende a melhorar com o dólar mais alto, porque a receita pesa mais do que a dívida.

O terceiro motor é o ponto mais sensível, a política de preços de combustíveis, onde nasce o chamado desconto da Petrobras. Em 2017 a empresa adotou a paridade de importação obrigatória, que repassava à bomba as oscilações do mercado internacional; em 2023 essa obrigatoriedade caiu, substituída por uma estratégia comercial que deu à companhia margem para segurar reajustes. Quando o petróleo sobe e a empresa segura o repasse por razão de política pública, ela transfere valor do acionista para o consumidor, e o mercado cobra esse risco na ação, mesmo com o Brent firme. Os dois últimos motores caminham juntos: a geração de caixa, base do dividendo, e a dívida abaixo do teto do plano de negócios, que destrava a distribuição. Quando o investimento cresce, sobra menos caixa e o dividendo encolhe.

Dividendos e proventos da PETR3

A política de remuneração da Petrobras prevê distribuir o equivalente a 45% do fluxo de caixa livre, isto é, o caixa operacional menos os investimentos, desde que a dívida bruta esteja dentro do teto fixado no plano de negócios. Esse percentual já foi maior, e a redução abriu espaço para mais investimento, o que evidencia uma troca direta, porque mais capex significa menos dividendo. Há ainda o piso legal, o dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado, e a companhia costuma combinar dividendo com juros sobre capital próprio, por ser uma forma mais eficiente do ponto de vista tributário.

Como a base de cálculo é o caixa, o pagamento oscila forte com o ciclo do petróleo, e foi altíssimo no auge da commodity, recuando bastante quando o Brent enfraquece e o investimento sobe. É renda de ciclo, não de previsibilidade, e por isso a Petrobras não aparece no mapa das pagadoras perenes. Desde 2026, o JCP tem 17,5% de imposto retido na fonte, e o dividendo tem retenção de 10% sobre o total quando a mesma empresa paga mais de R$ 50 mil no mês à mesma pessoa. O mecanismo não muda: o tamanho do próximo provento depende de Brent, câmbio, investimento e dívida, e os valores de cada rodada estão no RI.

Os riscos da PETR3

O risco político e de controle é o mais característico, e pesa de forma especial sobre a ordinária, porque é justamente no capital votante que a União exerce o comando. Preço de combustível, política de dividendos, ritmo de investimento e compras de ativos podem, em certos momentos, servir a objetivos de política pública que não coincidem com o interesse do acionista minoritário. Logo atrás vem o ciclo do petróleo, já que um Brent em queda corrói ao mesmo tempo a margem, o caixa e o dividendo, os três pilares da tese.

Há também o câmbio, porque um real forte reduz a receita em reais enquanto a dívida segue em dólar; a transição energética, que ameaça a demanda de longo prazo por petróleo e cria risco de ativos encalhados, num cenário de pouco investimento em renováveis; e a execução, com custo, prazo e licenciamento ambiental dos novos projetos, sobretudo nas fronteiras exploratórias. Discussões tributárias e regulatórias, como imposto de exportação e tributação de proventos, fecham o quadro de incertezas que a ação carrega.

O que observar nos resultados trimestrais

A cada balanço, divulgado por volta de fevereiro, maio, agosto e novembro, vale acompanhar as linhas que resumem a saúde do papel: a produção em barris equivalentes por dia e o peso do pré-sal; o preço médio de realização frente ao Brent do período; o custo de extração; o EBITDA ajustado e o lucro; o fluxo de caixa livre, que é a base do dividendo; a dívida bruta comparada ao teto do plano; e o investimento do período. Junto vem o provento anunciado, com data-com, data-ex e data de pagamento. Como a fórmula é uma fração do fluxo de caixa, um EBITDA aquém do esperado bate direto no tamanho do dividendo, e é por isso que o mercado reage tão depressa a essa linha.

Peso no Ibovespa e correlações

PETR3 e PETR4 estão entre os papéis de maior peso do Ibovespa, ao lado da VALE3 e dos grandes bancos, de modo que o que acontece com a Petrobras movimenta o índice, e o que mexe no índice respinga na Petrobras. As duas classes acompanham de perto o Brent e o dólar e reagem a notícia de Brasília mais do que qualquer par privado. A diferença fica na liquidez, porque a preferencial costuma liderar o giro do pregão em dias de choque no petróleo ou de ruído político, enquanto a ordinária se movimenta no mesmo sentido, com volume menor.

O que acompanhar agora

Em vez de fixar um preço, o que vale observar de forma contínua é curto de listar e difícil de ignorar: o Brent e o dólar no intradia; qualquer sinal sobre a política de preços de combustíveis e sobre o teto de endividamento; a geração de caixa e o investimento a cada balanço; e o calendário de proventos. São essas variáveis que tendem a mover a ação no médio prazo. Para a ordinária, soma-se um ponto de atenção extra, qualquer pauta de governança ou de assembleia em que o voto entre em jogo.

Perguntas frequentes sobre a PETR3

Qual a diferença entre PETR3 e PETR4?

PETR3 é a ação ordinária, que dá direito a voto em assembleia, enquanto a PETR4 é a preferencial, com prioridade no recebimento de proventos e voto limitado. A Petrobras paga o mesmo valor por ação nas duas, então a decisão costuma ser por liquidez e voto: a PETR4 é mais líquida e concentra o fluxo institucional, e a PETR3 dá o voto, ainda que o controle seja da União.

Vale mais a pena comprar PETR3 ou PETR4?

Depende do objetivo de cada investidor. Em proventos, dá no mesmo, porque o valor por ação é igual nas duas classes. Quem prioriza liquidez e facilidade de entrada e saída costuma olhar a PETR4, e quem faz questão do direito de voto ou enxerga vantagem na relação de preço entre as classes considera a PETR3. Qual comprar é uma decisão pessoal, não uma recomendação.

A PETR3 paga dividendos? Com que frequência?

Sim, e o mesmo valor por ação da preferencial. A política prevê distribuir uma fração do fluxo de caixa livre quando a dívida está abaixo do teto do plano de negócios, com anúncios que acompanham os balanços trimestrais, por volta de fevereiro, maio, agosto e novembro, e pagamentos parcelados nos meses seguintes. O valor varia conforme o petróleo e a geração de caixa.

Por que a PETR3 às vezes cai mesmo com o petróleo em alta?

Porque o preço embute um risco que pares privados não têm, a política. Sendo estatal, há sempre a chance de a empresa segurar o repasse de preços de combustíveis por razão pública, o que transfere valor do acionista para o consumidor. Quando o mercado teme isso, cobra desconto na ação mesmo com o Brent firme. Câmbio e expectativa de dividendo menor também pesam.

O voto da PETR3 dá poder de decisão na Petrobras?

Na prática, pouco. A PETR3 dá direito a voto, mas o controle pertence à União, que detém a maioria do capital votante. O voto do minoritário vale como direito formal e canal de sinalização, e não como capacidade de mudar o rumo da companhia, que segue nas mãos do acionista controlador.

O que faz o preço da PETR3 subir ou cair?

Os principais motores são o preço do petróleo Brent, o câmbio, a política de preços de combustíveis, a geração de caixa e o nível de endividamento, além das decisões de governança, por se tratar de uma estatal. Brent e dólar mexem na receita e na margem, enquanto a política de preços e a governança definem quanto desse resultado chega ao acionista.

Calendário de proventos

Os anúncios de remuneração acompanham os balanços trimestrais, por volta de fevereiro, maio, agosto e novembro, com pagamentos parcelados nos meses seguintes, de modo que, ao longo de um ano, a companhia costuma distribuir proventos em vários meses. Como o valor de cada rodada depende do preço do petróleo e da geração de caixa, ele varia bastante de um período para outro, sendo renda de ciclo, e não um valor fixo previsível. A ordinária e a preferencial recebem o mesmo valor por ação em cada rodada. Para a data-com e o valor exatos de cada provento, a fonte certa é o calendário oficial de relações com investidores da companhia, e a agenda do mês também aparece na página de dividendos do Radar.

Quer o mecanismo completo do setor? Leia o que move PETR3 e PETR4. E veja por que a Petrobras não entra nas perenes no mapa de dividendos.

Página de contexto do Radar Ibov. Explica o que move a ação e não constitui recomendação de compra ou venda. O snapshot, quando preenchido, reflete o fechamento informado, não cotação em tempo real.