RADAR DA AÇÃO

MGLU3 Magazine Luiza

VarejoComércio eletrônicoSensível ao juro
Relações com Investidores ↗
Move o preço:Juro (Selic e crédito)Renda e consumoConcorrência no e-commerceMargem e ecossistema

Conteúdo de contexto: explica o que move a ação e não envelhece. Dados de dividendo conferidos na data indicada; o DY muda com o preço.

O Magazine Luiza é uma das maiores varejistas do Brasil, que saiu do varejo de móveis e eletrodomésticos para se tornar uma plataforma digital, com loja física, comércio eletrônico próprio, marketplace e um ecossistema de logística, serviços financeiros e publicidade. É um dos papéis mais sensíveis ao juro da bolsa, com uma história marcante de alta e de queda, e a tese hoje é de retomada de rentabilidade, não de dividendo.

FechamentoR$ 9,71
No dia+5,09%
DY 12mver no RI
snapshot · 07/10/2026
Radar de Risco · 07/10/2026: risco normal, ou seja, proteção no padrão da própria ação. Pelo preço das opções da B3, o mercado trabalha com a ação terminando a semana, na sexta, 09/10, entre R$ 8,78 e R$ 10,64, até 9,6% para cada lado. Como ler o Radar de Risco. Leitura informativa do que o preço das opções da B3 indica, não é recomendação.

O papel no Radar

O papel no fechamento de 07/10/2026dados da B3

A MGLU3 subiu 5,09% no pregão de 07/10, 5,83 pontos percentuais acima do Ibovespa, e fechou a R$ 9,71, com giro de R$ 498,0 milhões, 2,1 vezes a média dos últimos 20 pregões. Em 20 pregões, acumula alta de 74,3% e está 14,7% abaixo da máxima de 52 semanas (R$ 11,38, em 04/12/2025).

Fechamento
R$ 9,71
+5,09% no dia
Contra o Ibovespa
+5,83 p.p.
diferença no dia
Contra o setor
+5,84 p.p.
Consumo e Varejo, média de -0,75%
Giro
R$ 498,0 mi
2,1 vezes a média de 20 pregões · 21º de 85
5 pregões
+30,2%
20 pregões
+74,3%
No ano
+8,6%
desde 30/12/2025
Da máxima de 52 sem.
-14,7%
máxima de R$ 11,38 em 04/12/2025
Onde está na faixa de 52 semanas
mín. R$ 3,76 (14/08/2026)máx. R$ 11,38 (04/12/2025)

O que o preço das opções diz

Nível de risco normal: proteção no padrão da própria ação. O preço das opções embute uma oscilação parecida com a que a ação teve nos últimos meses. Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com a ação terminando a semana, até 09/10, entre R$ 8,78 e R$ 10,64, até 9,6% para cada lado. Nível e faixa medem o tamanho do movimento, sem dizer a direção. Ver o Radar de Risco.

Na tese do Radar

Leitura de 05/10. O setor está entre os que o cenário pressiona: depende de crédito barato para o consumidor e de juro longo em queda, dois vetores travados até a eleição. Ler a tese inteira.

Fechamento, variação e giro do pregão de 07/10/2026; histórico oficial da B3 (arquivo COTAHIST), com preços sem ajuste por proventos. Histórico ajustado pela bonificação de 5% em ações, de 30/12/2025, com o fator da B3. Conteúdo informativo, não é recomendação.

Última notícia sobre MGLU3 · de 06/10/2026 · conferido em 08/10/2026

JPMorgan quantifica a sensibilidade do Magazine Luiza a juro: cem pontos-base de Selic valem cerca de um décimo do lucro de 2028

Fato

Segundo o banco, uma redução de cem pontos-base na Selic em relação ao cenário-base aumentaria o lucro projetado do Magazine Luiza para 2028 em aproximadamente um décimo. No mesmo material, a casa elevou a recomendação de ações brasileiras de neutra para compra e citou a companhia entre os nomes preferidos no consumo. A ação fechou a R$ 9,45 no pregão de 05/10, alta de 24,18%.

O que muda

A sensibilidade é tão alta porque a conta financeira pesa duas vezes no varejo de bens duráveis: a companhia financia o estoque com capital de giro indexado e financia o cliente no crediário, onde a inadimplência projetada e o custo de captação entram na mesma linha. Juro menor melhora as duas pontas ao mesmo tempo, e é isso que faz o papel andar mais do que o setor em dia de curva em queda.

A leitura do Radar

Interpretação do Radar: o número do banco é uma elasticidade, não uma previsão de lucro, e ele só vale se o corte acontecer. A Selic está em 13,75% desde 16/09 e o que caiu no último pregão foi o juro longo de mercado, que não é decisão de Copom.

Fonte: Relatório do JPMorgan divulgado em 05/10/2026; a casa não informa a data de elaboração do relatório · 06/10/2026. Conteúdo informativo, não é recomendação.

Antes disso

  • 28/09/2026, A S&P reafirmou o rating brAA- da companhia, com perspectiva estável (Relatório da S&P Global Ratings, 25/09/2026)
  • 25/09/2026, Anvisa revoga a medida preventiva de dezembro de 2021 que proibia a venda de medicamentos na plataforma (Decisão da Anvisa que revoga a medida preventiva em vigor desde dezembro de 2021, 23/09/2026)
  • 24/09/2026, Anvisa revoga a medida preventiva de dezembro de 2021 que proibia a venda de medicamentos na plataforma (Decisão da Anvisa que revoga a medida preventiva em vigor desde dezembro de 2021, 23/09/2026)
  • 16/09/2026, Maior alta do dia, com o varejo subindo junto e o juro longo caindo antes do corte (Despacho da Reuters de 16/09/2026 e pregão da B3)
  • 09/09/2026, Cai 4,46% em 09/09, a segunda maior queda, com a ponta longa da curva abrindo (Pregão da B3, ajustes dos contratos de juro futuro e grades de opções de 09/09)

O que é a MGLU3

MGLU3 é a ação ordinária do Magazine Luiza, o Magalu, negociada no Novo Mercado da B3, o segmento de mais alta governança. Comprar o papel é se associar a uma das maiores varejistas do país, controlada pela família fundadora, que nasceu como rede de lojas de móveis e eletrodomésticos e se transformou em uma plataforma digital, com loja física, comércio eletrônico e marketplace integrados. A empresa se define como uma companhia de tecnologia com alma de varejo, e ao redor da venda construiu um ecossistema de serviços. É um negócio essencialmente doméstico, muito ligado ao consumo, ao crédito e à renda do brasileiro, e por isso uma das ações mais cíclicas e sensíveis ao juro do Ibovespa.

O que a Magalu faz

A operação do Magalu tem três camadas. A primeira é a venda com estoque próprio, chamada de 1P, em que a empresa compra e revende os produtos, em geral de maior valor, como eletrodomésticos e eletrônicos, com mais controle de serviço e de entrega. A segunda é o marketplace, o 3P, em que vendedores parceiros anunciam na plataforma e o Magalu cobra uma comissão sobre cada venda, ampliando muito a variedade sem precisar comprar o estoque. A terceira é o ecossistema de serviços construído ao redor da plataforma: a frente financeira, com meios de pagamento e crédito ao consumo; a logística, que armazena e entrega tanto para o próprio Magalu quanto para terceiros; a publicidade, que vende espaço de anúncio dentro da plataforma; e até a computação em nuvem. A lógica é usar a base de clientes, a escala de compras e a malha logística para faturar além da simples revenda, em frentes de margem melhor.

De varejista de eletrodoméstico a plataforma

Para entender a MGLU3 é preciso entender a transformação que a empresa atravessa. Por décadas, o Magalu foi essencialmente uma rede de lojas de bens duráveis, um varejo de margem fina e muito dependente do crédito ao consumidor. A partir da digitalização, passou a se reposicionar como plataforma, integrando as lojas físicas ao comércio eletrônico, abrindo o marketplace para terceiros e construindo as frentes de logística, pagamentos, crédito e publicidade. O objetivo dessa diversificação é claro: reduzir a dependência da venda de eletrodoméstico, que é cíclica e pouco rentável, e ganhar receitas de serviços, que têm margem maior e tendem a sofrer menos com os solavancos da economia. É uma transição ambiciosa e ainda em curso, e boa parte do valor do papel depende de quão bem a empresa transforma escala de varejo em lucro de plataforma.

O que move o preço da MGLU3

O preço da MGLU3 é movido, acima de tudo, pelo juro, e por dois caminhos ao mesmo tempo. O primeiro é financeiro: por ter sido por muito tempo uma ação de crescimento, com o valor ancorado em resultados futuros, ela funciona como um ativo de longa duração, que cai quando a Selic sobe e dispara quando o mercado aposta em queda. O segundo é operacional: juro alto encarece o crédito que financia a compra de eletrodoméstico, segura o consumo de bens duráveis e ainda aumenta a inadimplência e o custo da dívida da própria empresa, comprimindo o resultado. Por isso a Magalu é um dos termômetros mais sensíveis do ciclo de juro na bolsa. Somam-se a isso a renda e o emprego, que ditam o consumo, a evolução da margem e da rentabilidade, o crescimento do marketplace e do ecossistema, e a concorrência. A próxima seção conta a história de alta e de queda do papel.

A montanha-russa: por que a ação subiu e caiu tanto

Poucas ações brasileiras tiveram uma trajetória tão extrema quanto a MGLU3. Durante os anos de juro baixo e digitalização acelerada, ela foi uma das maiores valorizações da bolsa, multiplicando de valor à medida que o mercado pagava caro pela promessa de crescimento. Quando o ciclo virou, com a Selic subindo forte e o consumo de bens duráveis enfraquecendo, o movimento se inverteu com a mesma intensidade, e o papel devolveu boa parte do ganho, em uma das quedas mais marcantes do período. Foi o caso-símbolo de como uma ação de crescimento de alta duração sofre quando o juro sobe. No meio dessa travessia, a empresa fez um grupamento de dez para uma ação em 2024, para reduzir a volatilidade e tirar o papel do nível de centavos, acompanhado de um aumento de capital. Essa história importa porque explica o caráter do ativo: alta sensibilidade ao juro, volatilidade elevada e um histórico de captações que diluíram o acionista.

Dividendos: não é uma ação de renda

Aqui a mensagem precisa ser direta: a MGLU3 não é uma ação de dividendo, e quem busca renda deve olhar para outro lugar. A empresa passou anos com a rentabilidade pressionada, em alguns períodos no prejuízo, e está em uma fase de reconstrução de margem e de geração de caixa, então o pouco que sobra é reinvestido no negócio, e não distribuído. A tese do papel é de retomada operacional e de valorização, ou seja, depende de a empresa voltar a lucrar de forma consistente e de o mercado reprecificar essa recuperação, e não de um fluxo de proventos. Em vez de comparar a Magalu com pagadoras de dividendo, faz mais sentido enxergá-la como uma aposta na virada de rentabilidade e no ciclo de juro. Os eventuais proventos e as datas saem no RI da companhia.

Os riscos da MGLU3

Os riscos da MGLU3 são relevantes e precisam ser ditos com clareza. O primeiro é o juro: por ser sensível à Selic nos dois sentidos, financeiro e operacional, a ação sofre muito em ambientes de juro alto, e essa é a variável que mais manda no papel. O segundo é a concorrência, talvez a mais intensa da bolsa, porque o comércio eletrônico brasileiro é disputado por gigantes nacionais e estrangeiros, alguns dispostos a sacrificar rentabilidade para ganhar participação, o que pressiona preços e margens. O terceiro é a margem fina do varejo somada à execução da virada de rentabilidade, que precisa se sustentar trimestre após trimestre. Há ainda a sensibilidade ao consumo e ao crédito, com a inadimplência afetando a operação financeira, e um histórico de aumentos de capital que diluíram o acionista, um risco a considerar caso a empresa precise de mais caixa. No conjunto, é um papel de alto risco e alta sensibilidade ao ciclo, mais para quem entende e tolera volatilidade.

Peso no Ibovespa e correlações

O Magazine Luiza tem peso relevante no Ibovespa e é um dos nomes mais acompanhados do varejo na bolsa, então MGLU3 aparece bastante no noticiário e ajuda a dar o tom do humor com o setor doméstico. A sua correlação mais forte é com o juro: como ativo cíclico e historicamente de crescimento, costuma estar entre os que mais sobem quando o mercado aposta em queda da Selic e entre os que mais caem quando o juro sobe, com amplitude acima da média. É um papel essencialmente doméstico, ligado ao consumo interno, e por isso tende a andar junto de outras varejistas e de nomes sensíveis a juro, como construção, e na direção oposta de exportadoras quando o tema é o juro interno. O câmbio também aparece, já que parte dos produtos vendidos é importada, e um dólar mais caro encarece o estoque. Para a carteira, é uma exposição cíclica, doméstica e de beta alto, que amplifica tanto a alta quanto a queda do mercado.

O que acompanhar agora

O que acompanhar agora, em ordem de importância: primeiro, o ciclo de juro, porque a Selic é, de longe, o que mais mexe com a MGLU3, no humor do mercado e na operação. Segundo, a rentabilidade, ou seja, se a empresa sustenta a recuperação de margem e a geração de caixa trimestre após trimestre, e como evoluem as frentes de maior margem do ecossistema, como a publicidade e os serviços financeiros. Terceiro, a concorrência e a dinâmica de preços no comércio eletrônico, além do consumo e da inadimplência. É contexto para acompanhar o papel, não recomendação de compra ou venda.

Perguntas frequentes sobre a MGLU3

O que é a MGLU3 e o que ela representa?

MGLU3 é a ação ordinária do Magazine Luiza, uma das maiores varejistas do Brasil, listada no Novo Mercado da B3. Comprar o papel é se associar a uma empresa que saiu do varejo de eletrodoméstico para uma plataforma digital, com comércio eletrônico, marketplace e um ecossistema de logística, serviços financeiros e publicidade.

O que move o preço da MGLU3?

Acima de tudo, o juro, por dois caminhos: como ação de longa duração, ela cai quando a Selic sobe e dispara quando cai; e, na operação, o juro alto encarece o crédito ao consumo, segura a venda de bens duráveis e aumenta a inadimplência. Pesam ainda a renda, a margem, o crescimento do marketplace e a concorrência.

A MGLU3 paga dividendos?

Não de forma relevante. A empresa passou anos com a rentabilidade pressionada e está reconstruindo margem e caixa, então reinveste o que sobra em vez de distribuir. Não é uma ação de renda; a tese é de retomada de lucro e de valorização. Eventuais proventos saem no RI.

Por que a ação da Magalu caiu tanto?

Porque era uma ação de crescimento, com valor ancorado em resultados futuros, e esse tipo de papel sofre muito quando o juro sobe. Com a Selic em alta e o consumo de duráveis fraco, a Magalu devolveu boa parte da valorização dos anos de juro baixo. Foi o caso-símbolo de crescimento pressionado por juro alto.

O que foi o grupamento de ações da MGLU3?

Em 2024, o Magalu agrupou as suas ações na proporção de dez para uma, transformando dez papéis antigos em um novo, para reduzir a volatilidade e tirar a ação do nível de centavos. Foi acompanhado de um aumento de capital. O grupamento não muda o valor total investido, apenas a quantidade de ações e o preço por ação.

A MGLU3 é uma ação volátil?

Sim, é uma das ações mais voláteis e sensíveis ao juro da bolsa, com um histórico de altas e quedas fortes. Tende a amplificar os movimentos do mercado, tanto para cima quanto para baixo. É contexto para entender o perfil do papel, não recomendação de compra ou venda.

Calendário de proventos

O Magazine Luiza não tem na distribuição de proventos o seu foco. As eventuais distribuições são pontuais e dependem do resultado, em uma fase em que a prioridade é reconstruir a rentabilidade e o caixa. Para datas e valores, a fonte é o RI da companhia.

Veja o setor no mapa de dividendos e o índice no briefing.

Página de contexto do Radar Ibov. Explica o que move a ação e não constitui recomendação de compra ou venda. Dados de dividendo conferidos na data indicada; confirme valores e datas no RI da companhia.