RADAR DA AÇÃO

PETR4 Petrobras

PetróleoDividendo de ciclo
Relações com Investidores ↗
Move o preço:BrentDólarPolítica de preçosGeração de caixa
FechamentoR$ 48,50
No dia-0,23%
DY 12m7,6%
snapshot · 18/09/2026

Snapshot do fechamento, atualizado a cada fechamento. O conteúdo abaixo é de contexto e não envelhece.

A preferencial da Petrobras é uma das ações mais negociadas do país e responde a uma combinação de petróleo, câmbio e política. Entender essas peças ajuda a separar o ruído do que de fato muda o cenário.

Radar de Risco · 18/09/2026: risco alto, faixa da semana de R$ 46,21 a R$ 50,79. Evento na janela: paga a segunda parcela do juro sobre capital em 21/09. Leitura informativa do que o preço das opções da B3 indica, não é recomendação.

O papel no Radar

O papel no fechamento de 18/09/2026dados da B3

A PETR4 caiu 0,23% no pregão de 18/09, 0,18 ponto percentual acima do Ibovespa, e fechou a R$ 48,50, com giro de R$ 2,56 bilhões, 1,2 vez a média dos últimos 20 pregões. Em 20 pregões, acumula alta de 9,4% e está 4,3% abaixo da máxima de 52 semanas (R$ 50,70, em 15/09/2026). Foi a terceira queda seguida.

Fechamento
R$ 48,50
-0,23% no dia
Contra o Ibovespa
+0,18 p.p.
diferença no dia
Contra o setor
+0,21 p.p.
Petróleo e Energia, média de -0,44%
Giro
R$ 2,56 bi
1,2 vez a média de 20 pregões · 1º de 85
5 pregões
-1,0%
20 pregões
+9,4%
No ano
+57,4%
desde 30/12/2025
Da máxima de 52 sem.
-4,3%
máxima de R$ 50,70 em 15/09/2026
Onde está na faixa de 52 semanas
mín. R$ 29,31 (17/10/2025)máx. R$ 50,70 (15/09/2026)

Proventos com data pela frente

JCP de R$ 0,35048636 por ação (bruto) em cada parcela: data-com encerrada em 01/06/2026, parcela restante em 21/09/2026.

JCP + Dividendo de R$ 1,34814262 por ação (65% JCP, 35% dividendo): data-com encerrada em 21/08/2026, pagamento em 23/11/2026 e 21/12/2026.

Valor por ação como no documento da companhia; a regra de imposto e a agenda completa estão na agenda de proventos.

O que as opções precificam

Nível de risco alto: a proteção está cara perto do que a ação costuma balançar (a oscilação que as opções embutem equivale a 1,43 vez a histórica). A faixa que o mercado paga para ver vai de R$ 46,21 a R$ 50,79, 4,7% para cada lado, até 25/09/2026. Nível e faixa medem o tamanho do movimento, sem dizer a direção. Ver o Radar de Risco.

Na tese do Radar

Leitura de 18/09. Para as produtoras, o petróleo caro aumenta a receita e as coloca entre as que o cenário favorece; para as distribuidoras, pesa a margem e a política de preço e de tributo dos combustíveis. Em ano de eleição, o risco é de interferência no preço. Ler a tese inteira.

Fechamento, variação e giro do pregão de 18/09/2026; histórico oficial da B3 (arquivo COTAHIST), com preços sem ajuste por proventos. Conteúdo informativo, não é recomendação.

Última notícia sobre PETR4 · de 18/09/2026 · conferido em 18/09/2026

Barril ajusta em queda pelo terceiro pregão seguido e a preferencial cai menos que o índice

Fato

O Brent ajustou a US$ 103,87, queda de 0,91% contra o ajuste do dia anterior, e o petróleo americano ajustou a US$ 100,30, queda de 1,58%, no terceiro pregão seguido de recuo. A ação fechou a R$ 48,50 no pregão de 18/09, queda de 0,23%.

O que muda

A pressão sobre o barril veio da expectativa de que a Arábia Saudita restabeleça em poucos dias cerca de metade da capacidade do oleoduto Leste-Oeste, atingido por um ataque na semana anterior. A segunda parcela do juro sobre capital do primeiro trimestre, de R$ 0,35048636 por ação, é paga em 21/09, de rodada com data-com já encerrada.

A leitura do Radar

Interpretação do Radar, sem chamada de preço: o Brent acumula queda de 4,49% em três ajustes seguidos, e a preferencial fez quase todo o seu ajuste no primeiro deles, em 16/09. Quando a ação para de acompanhar a commodity, a queda esperada já estava no preço.

Fonte: Apuração do ajuste do petróleo de 18/09/2026 e pregão da B3 no fechamento de 18/09 · 18/09/2026. Conteúdo informativo, não é recomendação.

Antes disso

  • 18/09/2026, Barril cede pelo terceiro amanhecer seguido e a queda passa de 2% na cotação da manhã (Apuração de commodities de 18/09/2026, às 05h49, e divulgação da companhia ao mercado)
  • 17/09/2026, Barril ajusta em queda pelo segundo dia e a Petrobras assina oito blocos na Costa do Marfim (Apuração do ajuste do petróleo de 17/09/2026 e divulgação da companhia ao mercado)
  • 17/09/2026, Barril cede pelo segundo dia, agora com três fatos datados desmontando a interrupção de oferta (Apuração de 17/09/2026 sobre o petróleo, com Reuters, Yonhap e o ajuste registrado de 16/09)
  • 16/09/2026, Barril devolve a maior parte da alta de terça e a ação fecha abaixo do preço de segunda-feira (Despacho da Reuters de 16/09/2026 sobre o ajuste do petróleo e pregão da B3)
  • 16/09/2026, Barril devolve parte do maior salto desde maio um dia depois de o papel carregar o índice sozinho (Cotações de petróleo apuradas às 06h00 de 16/09/2026 e ajuste de 15/09)
  • 15/09/2026, Produção de agosto vem a 2,92 milhões de barris por dia e supera o que o consenso projetava para 2027 (Boletim preliminar de produção da agência reguladora e relatório do Bradesco BBI, 15/09/2026)
  • 15/09/2026, O barril voltou a subir na madrugada e já está acima do nível em que fechou o pregão anterior (Cotação do Brent na madrugada de 15/09 e comunicados da companhia sobre a subvenção do diesel)
  • 14/09/2026, Recebeu R$ 2,57 bilhões da subvenção do diesel e teve o maior giro do pregão, R$ 1,58 bilhão (Comunicado da companhia de 14/09 e pregão da B3 no fechamento de 14/09)

O que é a Petrobras e o que ela faz

A Petrobras é a maior empresa brasileira em receita e uma petroleira integrada de controle estatal, ou seja, a União é a acionista controladora. O negócio se organiza em três frentes: a exploração e produção de petróleo e gás, onde está a maior parte do valor; o refino, transporte e comercialização, que transforma o óleo em combustíveis e os leva ao mercado; e a área de gás e energia. Ao longo dos últimos anos a companhia vendeu ativos considerados fora do núcleo e separou a distribuição de combustíveis, que hoje é uma empresa independente, a Vibra, para concentrar capital no que faz melhor: produzir petróleo em águas profundas.

O pré-sal é a joia dessa operação. Mais de oitenta por cento da produção da Petrobras vem do pré-sal, com um custo de extração entre os mais baixos do mundo, e é isso que permite à empresa gerar caixa forte mesmo quando o barril está em patamar apenas moderado. A produção bateu recordes recentes com a entrada de novas plataformas na Bacia de Santos, em campos como Búzios e Mero, e a companhia segue testando novas fronteiras exploratórias, como a margem equatorial, ao mesmo tempo em que destina uma fatia menor de investimento a energias renováveis. O petróleo, porém, continua sendo o motor da receita. Para o trader, a tese da Petrobras combina uma empresa operacionalmente robusta, de pré-sal barato e caixa volumoso, com uma camada de risco que pares privados não carregam: o controle estatal.

PETR3 e PETR4: a diferença entre as classes

A Petrobras tem duas classes de ação na bolsa. A PETR3 é a ordinária, que dá direito a voto em assembleia. A PETR4 é a preferencial, com prioridade no recebimento de proventos e voto limitado. Na prática, a companhia paga o mesmo valor por ação ordinária e por preferencial, então a escolha entre as duas é menos sobre dividendo e mais sobre liquidez e voto: a PETR4 costuma ser a mais líquida e concentra boa parte do fluxo institucional e estrangeiro, o que a torna a porta de entrada mais comum no papel, enquanto quem quer votar fica na ordinária.

Lá fora, a empresa tem recibos de ações negociados na Bolsa de Nova York, os ADRs, ligados tanto à ordinária quanto à preferencial. Essa ponte com o investidor global é mais um motivo para a PETR4 reagir rápido ao humor lá de fora e ao dólar, não só ao que acontece no Brasil.

O que move o preço da PETR4

O preço do petróleo Brent é o primeiro motor. A Petrobras vende óleo e derivados cotados em dólar, então um barril mais caro melhora a margem de exportação e de refino e engorda o caixa. A relação não é automática, porém, por causa da política de preços, que entra logo adiante. Esse é o mesmo mecanismo que move todo o setor de petróleo e pares independentes como a PRIO3.

O câmbio é o segundo. Como a receita é majoritariamente em dólar e a dívida também é dolarizada, um real mais fraco infla a receita em reais, o que ajuda o resultado, mas encarece o serviço da dívida, que funciona como contrapeso. No líquido o resultado tende a melhorar quando o dólar sobe, porque a receita pesa mais que a dívida, e é a dívida que segura parte desse ganho.

O terceiro motor é onde mora o chamado desconto da Petrobras: a política de preços de combustíveis. Em 2017 a empresa adotou a paridade de importação obrigatória, uma regra que repassava as oscilações do mercado internacional direto para a bomba. Em 2023 essa obrigatoriedade foi encerrada e substituída por uma estratégia comercial baseada em duas referências, o custo alternativo do cliente e o valor marginal para a companhia, o que deu à empresa margem para segurar reajustes. Na prática, por quase dois anos os preços do diesel seguiram colados à paridade, e o primeiro corte relevante abaixo dela só apareceu em 2026. O recado para o trader é direto: quando o petróleo dispara e a empresa segura o repasse por razões de política pública, ela transfere valor do acionista para o consumidor, e o mercado cobra esse risco na ação mesmo com o Brent firme.

Os dois últimos motores andam juntos. A geração de caixa é a base do dividendo, e a dívida bruta abaixo do teto definido no plano de negócios é o que destrava a distribuição; quando o investimento sobe, sobra menos caixa e o dividendo encolhe. Por fim, a governança: por ser uma estatal, troca de gestão, revisão do plano de negócios e decisões de investir fora do núcleo, ou de comprar ativos como a distribuição que virou VBBR3, entram no preço como prêmio de risco político.

Dividendos e proventos da PETR4

A política de remuneração prevê distribuir o equivalente a 45% do fluxo de caixa livre, isto é, o caixa operacional menos os investimentos, sempre que a dívida bruta estiver igual ou abaixo do teto definido no plano de negócios, hoje na casa dos 75 bilhões de dólares. Esse percentual foi reduzido de 60% para 45% em gestões recentes justamente para abrir espaço a mais investimento, o que mostra que capex maior significa dividendo menor. Existe ainda um piso legal, o dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado, e a empresa costuma usar juros sobre capital próprio ao lado do dividendo porque é uma forma mais eficiente do ponto de vista tributário para a companhia.

Como a base de cálculo é o caixa, o pagamento oscila forte com o ciclo. No auge do petróleo, em 2022, o dividend yield da Petrobras passou de 30%, e recua para um dígito ou pouco acima quando o Brent enfraquece e o investimento aumenta. É renda de ciclo, não de previsibilidade, e é por isso que a Petrobras não entra no mapa das pagadoras perenes. Desde 2026, o JCP tem 17,5% de imposto retido na fonte, e o dividendo tem retenção de 10% sobre o total quando a mesma empresa paga mais de R$ 50 mil no mês à mesma pessoa. O mecanismo não muda: o tamanho do próximo provento depende de Brent, câmbio, investimento e dívida, e os valores de cada rodada estão no RI.

Os riscos da PETR4

O risco político e de controle é o mais específico e o mais relevante. Preço de combustível, política de dividendos, ritmo de investimento e compras de ativos podem, em algum momento, ser usados como instrumento de política pública, contra o interesse do acionista minoritário. Em seguida vem o ciclo do petróleo: um Brent em queda derruba ao mesmo tempo a margem, o caixa e o dividendo, os três pilares da tese, num só movimento.

Há ainda o câmbio, já que um real forte reduz a receita medida em reais enquanto a dívida segue em dólar; a transição energética, que pressiona a demanda de longo prazo por petróleo e cria o risco de ativos encalhados, num cenário em que a empresa investe pouco em renováveis perto do núcleo; e a execução, com custo, prazo e licenciamento ambiental de novos projetos, sobretudo nas fronteiras exploratórias. Discussões tributárias e regulatórias, como imposto de exportação e tributação de dividendos, completam o quadro de incertezas que o papel carrega.

O que observar nos resultados trimestrais

A cada balanço, divulgado por volta de fevereiro, maio, agosto e novembro, o trader acompanha algumas linhas que resumem a saúde do papel: a produção em barris equivalentes por dia e a participação do pré-sal; o preço médio de realização, comparado ao Brent do período; o custo de extração; o EBITDA ajustado e o lucro líquido; o fluxo de caixa livre, que é a base do dividendo; a dívida bruta, comparada ao teto do plano; e o investimento do período. Junto vem o provento anunciado, com data-com, data-ex e data de pagamento. Como a fórmula é 45% do fluxo de caixa, um EBITDA abaixo do esperado bate direto no tamanho do dividendo, e é por isso que o mercado reage tão rápido a essa linha.

Peso no Ibovespa e correlações

PETR3 e PETR4 estão entre os papéis de maior peso do Ibovespa, ao lado de VALE3 e dos grandes bancos, então o que acontece com a Petrobras move o índice, e o que move o índice respinga na Petrobras. A PETR4 tem correlação forte com o Brent e com o dólar e reage a notícia de Brasília mais do que qualquer par privado. Em dias de choque no petróleo ou de ruído político, costuma ser uma das ações mais negociadas do pregão. Para quem opera o índice, é difícil ler o Ibovespa sem ler PETR4 e VALE3 lado a lado.

O que acompanhar agora

Em vez de cravar preço, o que vale observar de forma contínua é simples de listar e difícil de ignorar: o Brent e o dólar no intradia; qualquer sinalização sobre a política de preços de combustíveis e sobre o teto de endividamento; a geração de caixa e o investimento nos balanços; e o calendário de proventos. São essas variáveis que tendem a mover a ação no médio prazo, e é por elas que o Radar acompanha o setor de petróleo todo dia, amarrando o que acontece lá fora ao efeito nos nossos papéis.

Perguntas frequentes sobre a PETR4

Qual a diferença entre PETR3 e PETR4?

PETR3 é a ação ordinária, com direito a voto em assembleia. PETR4 é a preferencial, com prioridade no recebimento de proventos e voto limitado. Na prática, a Petrobras paga o mesmo valor por ação ordinária e preferencial, então a escolha costuma ser por liquidez e voto: a PETR4 é mais líquida e tem mais fluxo institucional, enquanto a PETR3 dá voto.

A PETR4 paga dividendos? Com que frequência?

Sim. A política prevê distribuir 45% do fluxo de caixa livre quando a dívida bruta está abaixo do teto do plano de negócios, com anúncios trimestrais que acompanham os balanços, por volta de fevereiro, maio, agosto e novembro, e pagamentos parcelados nos meses seguintes. O valor varia conforme o preço do petróleo e a geração de caixa.

Por que a PETR4 às vezes cai mesmo com o petróleo em alta?

Porque o preço da ação embute um risco que pares privados não têm: a política. Sendo uma estatal, há sempre a possibilidade de a empresa segurar o repasse de preços de combustíveis por razões públicas, o que transfere valor do acionista para o consumidor. Quando o mercado teme isso, cobra um desconto na ação mesmo com o Brent firme. Câmbio e expectativa de dividendo menor também pesam.

Qual o dividend yield da PETR4?

É um dividend yield de ciclo, não fixo. No auge do petróleo, em 2022, passou de 30%; em ciclos mais fracos recua para a casa de um dígito ou pouco acima. Como a base é o fluxo de caixa, o yield sobe quando o Brent e a geração de caixa estão altos e cai quando arrefecem. O número atualizado aparece no snapshot do topo desta página.

O que faz o preço da PETR4 subir ou cair?

Os principais motores são o preço do petróleo Brent, o câmbio, a política de preços de combustíveis, a geração de caixa e o nível de endividamento, além das decisões de governança por ser uma empresa de controle estatal. Brent e dólar mexem na receita e na margem; a política de preços e a governança definem quanto desse resultado chega ao acionista.

Calendário de proventos

Os anúncios de remuneração acompanham os balanços trimestrais, por volta de fevereiro, maio, agosto e novembro, com os pagamentos parcelados nos meses seguintes, e ao longo de um ano a companhia costuma distribuir proventos em vários meses. Como o valor de cada rodada depende do preço do petróleo e da geração de caixa, ele varia bastante de um período para outro: é renda de ciclo, não um valor fixo previsível.

Para a data-com e o valor exatos de cada provento, a fonte certa é o calendário oficial de relações com investidores da companhia.

Quer entender o mecanismo completo do setor? Leia o que move PETR3 e PETR4. E veja por que a Petrobras não entra nas perenes no mapa de dividendos.

Página de contexto do Radar Ibov. Explica o que move a ação e não constitui recomendação de compra ou venda. O snapshot, quando preenchido, reflete o fechamento informado, não cotação em tempo real.