ITUB4 Itaú Unibanco
Snapshot do fechamento, atualizado a cada fechamento. O conteúdo abaixo é de contexto e não envelhece.
O Itaú é o maior banco privado do país e ITUB4 está entre as ações mais líquidas da bolsa. O preço dela responde, em grande parte, ao ciclo de juros e à qualidade do crédito.
O papel no Radar
A ITUB4 caiu 0,59% no pregão de 18/09, 0,18 ponto percentual abaixo do Ibovespa, e fechou a R$ 42,33, com giro de R$ 1,23 bilhão, 1,2 vez a média dos últimos 20 pregões. Em 20 pregões, acumula alta de 12,8% e está 14,8% abaixo da máxima de 52 semanas (R$ 49,67, em 11/02/2026). Foi a terceira queda seguida.
Proventos com data pela frente
JCP mensal de R$ 0,018182 por ação (bruto): pagamento em 01/10/2026.
Valor por ação como no documento da companhia; a regra de imposto e a agenda completa estão na agenda de proventos.
O que as opções precificam
Nível de risco alto: a proteção está cara perto do que a ação costuma balançar (a oscilação que as opções embutem equivale a 1,44 vez a histórica). A faixa que o mercado paga para ver vai de R$ 40,74 a R$ 43,92, 3,8% para cada lado, até 25/09/2026. Nível e faixa medem o tamanho do movimento, sem dizer a direção. Ver o Radar de Risco.
Na tese do Radar
Leitura de 18/09. Os bancos estão entre os sensíveis nos dois sentidos: o juro alto sustenta a margem, mas o prêmio de risco da eleição e a inadimplência pesam, e o que separa um do outro agora é a qualidade do resultado. Ler a tese inteira.
Fechamento, variação e giro do pregão de 18/09/2026; histórico oficial da B3 (arquivo COTAHIST), com preços sem ajuste por proventos. Histórico ajustado pela bonificação de 3% em ações, de 26/12/2025, com o fator da B3. Conteúdo informativo, não é recomendação.
Última notícia sobre ITUB4 · de 18/09/2026 · conferido em 18/09/2026
Banco vai recomprar R$ 11 bilhões em letras financeiras subordinadas em 21/09 e 21/10
A ação fechou a R$ 42,33 no pregão de 18/09, queda de 0,59%. A companhia vai exercer, em 21/09 e 21/10, a opção de recomprar todas as letras financeiras subordinadas emitidas em setembro de 2021, com vencimento em 2031, que somam R$ 11 bilhões, conforme comunicado.
O impacto estimado é de cerca de 70 pontos-base no índice de capital de nível 2, segundo a companhia.
Interpretação do Radar, sem chamada de preço: recomprar dívida subordinada antes do vencimento é decisão de quem está confortável com a folga de capital, e o custo dessa dívida some da conta a partir das duas datas.
Fonte: Comunicado ao mercado da companhia de 17/09/2026 e pregão da B3 no fechamento de 18/09 · 18/09/2026. Conteúdo informativo, não é recomendação.
Antes disso
- 10/09/2026, Emite R$ 5 bilhões em letras financeiras subordinadas com vencimento em 2036 e 2037 (Comunicado ao mercado do Itaú Unibanco de 10/09 e pregão da B3 no fechamento de 10/09)
O que é o Itaú e o que ele faz
O Itaú Unibanco é o maior banco privado do Brasil e da América Latina, e funciona como um banco universal: atende o varejo, com conta, crédito e cartões, opera no atacado e em banco de investimento pelo Itaú BBA, tem seguros, gestão de recursos, adquirência e presença em vários países da região. A holding abriu capital em 1977 e hoje carrega uma carteira de crédito na casa de R$ 1,5 trilhão. O controle está com a Itaúsa, a holding das famílias fundadoras, ao lado dos grupos controladores.
Para o trader, a leitura é diferente da de uma mineradora ou de uma petroleira: o Itaú é, antes de tudo, uma máquina de rentabilidade. O banco roda com um dos retornos sobre o patrimônio mais altos do setor, de 24,3% no segundo trimestre de 2026, no conceito recorrente gerencial, e o que move a ação não é commodity nem o exterior, e sim o ciclo de juros e de crédito dentro do Brasil. É uma aposta concentrada na economia doméstica.
ITUB4, ITUB3 e a relação com a Itaúsa
O Itaú tem duas classes na bolsa. A ITUB3 é a ordinária, com direito a voto, e a ITUB4 é a preferencial, mais líquida e sem voto. Na prática, o banco paga o mesmo valor por ação ordinária e por preferencial, então a escolha entre as duas é por liquidez e voto, e a preferencial é a mais negociada e a referência do papel. Lá fora, a companhia tem ADR na Bolsa de Nova York, lastreado na preferencial, na proporção de um para um.
Um ângulo que muita gente pesquisa é comprar ITUB4 direto ou ter o banco pela Itaúsa, a ITSA4, que é a holding controladora. A Itaúsa concentra no Itaú a maior parte do seu valor e costuma negociar com um desconto de holding, então funciona como uma forma indireta e em geral mais barata de ter exposição ao banco, com a contrapartida de carregar também os outros negócios da holding e a própria estrutura dela. São duas portas para a mesma tese, com perfis um pouco diferentes.
O que move o preço da ITUB4
O juro é o primeiro motor, mas de um jeito menos óbvio do que parece. Banco ganha com o spread, a diferença entre o que cobra para emprestar e o que paga para captar, e isso aparece na margem financeira. Juro alto pode engordar essa margem, só que a relação não é linear: juro alto por muito tempo também aperta o orçamento das famílias e das empresas e tende a elevar a inadimplência. Por isso banco nem sempre sobe quando a Selic sobe.
A inadimplência e a provisão são o segundo motor, e talvez o mais importante. Quando o calote aumenta, o banco precisa reservar mais dinheiro para perdas, a chamada provisão para devedores duvidosos, e isso sai direto do lucro. O ciclo de crédito, ou seja, a combinação entre quanto o banco empresta e quanto desse crédito vira calote, é o verdadeiro coração da tese de um banco, mais do que o nível absoluto do juro.
Em volta desses dois, pesam o crescimento da carteira de crédito, que sustenta a receita quando feito com qualidade; o ROE e o índice de eficiência, porque o Itaú se diferencia justamente por gerar muito retorno gastando relativamente pouco, e manter isso é o que justifica o prêmio da ação; e a receita de serviços e seguros, com tarifas, cartões, seguros, gestão de recursos e adquirência, que diversifica o resultado além do crédito. Do lado dos ventos contrários, a competição de bancos digitais e fintechs pressiona tarifas e disputa clientes e crédito, e o nível de capital, o CET1 da Basileia, define quanto o banco pode crescer e devolver em proventos. No pano de fundo, a macroeconomia brasileira, com PIB, emprego e renda, mexe na demanda por crédito e na inadimplência.
Dividendos e proventos da ITUB4
O Itaú é uma das ações mais tradicionais em renda da bolsa e remunera o acionista desde 1980. Todo mês distribui um valor fixo de juros sobre capital próprio, no primeiro dia útil, em 2026 de R$ 0,018182 bruto por ação, R$ 0,015 líquido depois dos 17,5% de imposto retido na fonte. Além desse pingo mensal, anuncia complementos maiores, em geral duas vezes ao ano e depois dos balanços, combinando dividendo, isento para a pessoa física até R$ 50 mil por mês da mesma empresa, e juros sobre capital próprio, com 17,5% de retenção na fonte, para otimizar a conta tributária.
O estatuto garante o mínimo de 25% do lucro líquido ajustado, mas na prática o payout costuma ficar bem acima disso, na faixa de 50% a 60% do lucro, com o banco retendo o restante para reforçar o capital regulatório. O dividend yield costuma ficar na casa de um dígito médio a alto, conforme o lucro e o preço da ação. Diferente da renda de ciclo de uma commodity, aqui o fluxo é recorrente e relativamente previsível, e é por isso que a ITUB4 figura no mapa das pagadoras. O dividend yield de 12 meses aparece no snapshot do topo desta página; valores e datas de cada distribuição estão no RI.
Os riscos da ITUB4
O ciclo de crédito é o maior risco específico: uma recessão ou um juro alto por tempo demais elevam a inadimplência, forçam mais provisão e comprimem o lucro. Como o banco é, no fundo, uma aposta na economia doméstica, PIB fraco, desemprego e renda baixa pesam direto no resultado. A competição digital é um risco estrutural à parte, porque fintechs e bancos digitais corroem tarifas e disputam clientes e crédito, pressionando a margem de serviços ao longo do tempo.
Há ainda o risco regulatório, com limites a tarifas e a juros, como o teto do rotativo do cartão, e mudanças de regra que podem mexer na rentabilidade; a própria Selic, cujos cortes e altas alteram a margem e o apetite por crédito; a exposição à América Latina, que traz risco cambial e de cada economia; e discussões tributárias sobre bancos e sobre o juro sobre capital próprio. É um conjunto que o investidor precisa pesar mesmo num banco de rentabilidade alta e histórico sólido.
O que observar nos resultados trimestrais
A cada balanço, divulgado em geral por volta de fevereiro, maio, agosto e novembro, o trader acompanha um punhado de linhas que resumem a saúde do banco: a margem financeira, separando a parte com clientes da parte com o mercado; a inadimplência, com atenção especial aos atrasos acima de 90 dias; o custo do crédito, ou seja, a provisão para perdas; a carteira de crédito e o seu crescimento; a receita de serviços e seguros; o índice de eficiência; o ROE recorrente; e o CET1, o nível de capital. Na prática, o ROE e a inadimplência são as duas linhas que mais movem a leitura sobre o papel, porque resumem rentabilidade e risco ao mesmo tempo.
Peso no Ibovespa e correlações
A ITUB4 está entre os papéis de maior peso do Ibovespa e é uma das referências do setor financeiro, acompanhado pelo índice de bancos da bolsa. Diferente de VALE3 e PETR4, que respondem a commodity e ao exterior, a ITUB4 é uma aposta no Brasil doméstico, com correlação forte com a Selic, o ciclo de crédito e a atividade interna. Em dias de notícia macro brasileira, sobretudo juro e fiscal, costuma liderar o movimento dos bancos, ao lado de BBAS3 e BBDC4. Para quem opera o índice, é o termômetro do humor com a economia local.
O que acompanhar agora
Em vez de cravar preço, o que vale observar de forma contínua é a trajetória da Selic e o tom do Copom; a inadimplência e o custo de crédito nos balanços; o ritmo de concessão de crédito; a sustentação do ROE e da eficiência; e o avanço da competição digital sobre tarifas e crédito. São essas variáveis que tendem a mover a ação no médio prazo, e é por elas que o Radar acompanha o setor financeiro de perto, ligando cada decisão de juro ao efeito nos grandes bancos.
Perguntas frequentes sobre a ITUB4
Qual a diferença entre ITUB3 e ITUB4?
ITUB3 é a ação ordinária, com direito a voto, e ITUB4 é a preferencial, mais líquida e sem voto. O banco paga o mesmo valor por ação ordinária e preferencial, então a escolha costuma ser por liquidez e voto, e a preferencial é a mais negociada e a referência do papel.
ITUB4 ou ITSA4: qual a diferença?
ITUB4 é a ação do próprio banco. ITSA4 é a Itaúsa, a holding que controla o Itaú e concentra nele a maior parte do seu valor, somando outros negócios. A holding costuma negociar com desconto, então é uma forma indireta e em geral mais barata de ter o banco, com a contrapartida de carregar a estrutura e os demais ativos da holding.
A ITUB4 paga dividendos? Com que frequência?
Sim, e com frequência alta: um valor fixo de juros sobre capital próprio todo mês, no primeiro dia útil, mais complementos maiores em geral duas vezes ao ano, depois dos balanços. Combina dividendo, isento para a pessoa física até R$ 50 mil por mês da mesma empresa, e juros sobre capital próprio com 17,5% retidos na fonte, e o estatuto garante o mínimo de 25% do lucro.
O que faz a ITUB4 subir ou cair?
O ciclo de juros e de crédito no Brasil. A Selic mexe na margem; a inadimplência e a provisão mexem no lucro; o crescimento da carteira e a receita de serviços completam o quadro. Por ser um banco doméstico, a ação responde de perto à atividade da economia brasileira.
Por que banco não sobe sempre que o juro sobe?
Porque o efeito do juro vem dos dois lados. Juro alto pode ampliar a margem do banco, mas também encarece o crédito, reduz a demanda e eleva a inadimplência, o que aumenta a provisão para calote e tira do lucro. O resultado depende do equilíbrio entre esses lados e do momento da economia.
A ITUB4 é boa para dividendos?
A ITUB4 é uma das pagadoras mais tradicionais e recorrentes da bolsa, com proventos mensais e um histórico longo de distribuição, o que a torna popular entre quem busca fluxo de caixa. O quanto rende em dividend yield depende do lucro e do preço da ação a cada momento, e o dividend yield de 12 meses atualizado aparece no snapshot do topo desta página.
Calendário de proventos
O Itaú paga juros sobre capital próprio em parcelas mensais, normalmente com data-com no último dia útil de cada mês e crédito no primeiro dia útil do segundo mês seguinte (a data-com de 31/08 paga em 01/10), em valores pequenos por ação. Além desse pingo mensal, costuma anunciar um complemento maior uma ou duas vezes ao ano, em geral depois dos balanços, combinando dividendo e juros sobre capital próprio.
É essa combinação de pagamento mensal mais complemento que torna a ação popular entre quem busca fluxo de caixa recorrente. Os valores e datas exatos saem nos comunicados oficiais do banco.
Entenda a fundo a relação entre juro e banco em por que o juro alto afeta os bancos. Veja a recorrência de proventos no mapa de dividendos.
Página de contexto do Radar Ibov. Explica o que move a ação e não constitui recomendação de compra ou venda. O snapshot, quando preenchido, reflete o fechamento informado, não cotação em tempo real.
