O Ibovespa cai 0,51%, a 175.710,05 pontos, no dia seguinte ao circuit breaker, com 41 altas e 44 quedas entre as 85 ações, Vale e Petrobras pesando e o dólar a R$ 5,3518
O Ibovespa fechou esta terça-feira em 175.710,05 pontos, queda de 0,51%, e acumulou perda de 14,32% nos dois pregões depois da reeleição de Lula. Desta vez a venda não foi geral, com 41 altas e 44 quedas entre as 85 ações acompanhadas e mediana de queda de 0,17%. Vale e Petrobras pesaram com o minério e o barril em queda lá fora, e o Citi rebaixou Banco do Brasil e Bradesco. O dólar à vista estava em R$ 5,3518 depois do encerramento do pregão de ações, queda de 0,41% no painel. Lá fora, o Nasdaq subiu 1,18%.
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O índice fechou em 175.710,05 pontos, queda de 0,51%. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 173,00, alta de 0,34%, e o giro das 85 ações foi de R$ 50,28 bilhões, pouco mais da metade do de segunda.
A Braskem (BRKM5) subiu 16,35% e o Magazine Luiza (MGLU3) subiu 8,49%, os dois depois de cair forte na segunda. Do outro lado, a Natura (NATU3) caiu 6,94% e renovou a mínima de 52 semanas, e a TOTVS (TOTS3) caiu 6,78%.
Lá fora, o Nasdaq subiu 1,18% e o DAX subiu 0,71%, e o Brent de janeiro ajustou a US$ 109,41, queda de 1,20%. Aqui o dólar à vista estava em R$ 5,3518 depois do encerramento do pregão de ações, queda de 0,41% no painel.
O que moveu o dia
- A acomodação. Depois da queda de 13,88% de segunda, metade das ações subiu, e o giro caiu para pouco mais da metade.
- Vale e Petrobras. As duas maiores do índice caíram. O Brent de janeiro ajustou em queda de 1,20%, e o minério seguiu em queda na China.
- Os bancos. O Citi rebaixou o Banco do Brasil para venda e o Bradesco para neutro, e manteve o Itaú como preferido.
- O Tesouro. O Tesouro cancelou o leilão de LFT, o último de venda da semana, e voltou a recomprar títulos.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, nove subiram e onze caíram, com Vale e Petrobras na ponta de baixo.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, só os bancos fecharam em queda na média.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 27/10/2026: faixas da semanal que vence em 30/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas às 16h18 de 27/10. O quadro ficou com 14 cartões em baixo, 6 em normal e 1 em alto, a Ambev, com o balanço marcado para 29/10. O fundo que replica o Ibovespa tem faixa de R$ 167,25 a R$ 178,75.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 30/10, entre R$ 167,25 e R$ 178,75: até 3,3% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco baixo: proteção abaixo do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 61% menor do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por menos movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 1 está com a proteção acima do padrão (risco alto), 6 no padrão (risco normal) e 13 abaixo do padrão (risco baixo). A faixa mais larga até sexta, 30/10, tem até 11,0% para cada lado e é a de HAPV3 (Hapvida); a mais estreita tem até 2,3% e é a de SUZB3 (Suzano).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 27/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 30/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Um dia depois do tombo, o mercado de opções seguiu tirando prêmio da mesa. A mensal de novembro caiu em dezesseis dos vinte papéis, com mediana de 3,04 pontos a menos, e as maiores quedas ficaram com Bradesco, B3 e Renner, as três entre as que mais tinham apanhado na segunda. O quadro ficou com catorze cartões em baixo, seis em normal e um em alto. O alto é a Ambev (ABEV3), e o motivo é datado. A semanal dela está a 57,42%, mais de uma vez e meia a mensal, porque o resultado do terceiro trimestre sai em 29/10, dentro da janela da faixa. Gerdau e Usiminas desceram de alto para normal. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em baixo, com faixa até 30/10 de R$ 167,25 a R$ 178,75 e a semanal a 30,46%, contra 38,16% na véspera. A faixa mais larga é a da Hapvida (HAPV3), com 11,0% para cada lado, e a mais estreita é a da Suzano (SUZB3), com 2,3%. A oscilação implícita mede quanto se espera que as ações oscilem até o vencimento, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Caiu 0,51%, com 41 altas e 44 quedas entre as 85 ações.
Queda de 0,41%, depois do encerramento do pregão de ações.
Alta de 0,34%.
Ajuste do dia, queda de 1,20%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 28/10. Decisão do Fed, balanços de Santander, Klabin e Motiva e teleconferência da Hypera.
- 29/10 e 30/10. Vale, Ambev, BCE e Caged em 29/10, prazo dos credores da Braskem e vencimento semanal de opções em 30/10.
- 03 e 04/11. Copom, o primeiro depois da urna, com a Selic em 13,75%.
