O Ibovespa sobe 1,57%, a 208.295,98 pontos, com 77 das 85 ações em alta e os juros futuros em queda, com o mercado reagindo às pesquisas do segundo turno; o dólar cai 0,21%, a R$ 5,0280, depois do encerramento do pregão de ações
O Ibovespa fechou esta terça-feira em 208.295,98 pontos, alta de 1,57%, com 77 altas e 8 quedas entre as 85 ações acompanhadas. O mercado reagiu às pesquisas do segundo turno, os juros futuros caíram em toda a curva e bancos, B3 e varejo lideraram. A mediana das 85 subiu 1,92%, o Magazine Luiza renovou a máxima de 52 semanas, e a Wiz caiu 20,02% no primeiro pregão depois de vender a fatia na Inter Seguros.
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O índice fechou em 208.295,98 pontos, alta de 1,57%. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 205,01, alta de 1,28%, e o giro das 85 ações foi de R$ 29,49 bilhões. A mediana das 85 subiu 1,92%, e vinte e três ações subiram mais de 3%.
O Magazine Luiza (MGLU3) subiu 14,79% e renovou a máxima de 52 semanas, e o BTG Pactual (BPAC11) subiu 4,36%. Do outro lado, a Wiz (WIZC3) caiu 20,02% no primeiro pregão depois de anunciar a venda da fatia na Inter Seguros, e a Vale (VALE3) caiu 1,39%.
Lá fora, o Dow Jones subiu 1,02%, e o Brent ajustou a US$ 108,79, queda de 0,69%, depois de notícias de possível avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã. Aqui o dólar à vista estava em R$ 5,0280 depois do encerramento do pregão de ações, queda de 0,21%.
O que moveu o dia
- Pesquisas do segundo turno. A Real Time Big Data e a Alfa Inteligência divulgaram pesquisas, e a Agência Estado e o InfoMoney chamaram o movimento de trade eleitoral.
- Curva de juros em queda. O contrato de juro futuro de janeiro de 2029 recuou de 12,709% para 12,580%, pela Agência Estado.
- Wiz depois da venda. No primeiro pregão depois de anunciar a venda da fatia na Inter Seguros, a ação negociou 18,8 vezes a própria média de vinte pregões.
- Petróleo em queda. O Brent virou de alta para queda depois de o jornal israelense N12 noticiar possível avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, dezoito subiram e duas caíram.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, os bancos tiveram a maior alta, e só a Wiz e a Alupar caíram.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 20/10/2026: faixas da semanal que vence em 23/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas na tarde de 20/10, com o pregão aberto. O quadro ficou com 18 cartões em alto, 2 em normal e 1 em extremo, e os vinte e um papéis tiveram leitura. O fundo que replica o Ibovespa tem razão de 1,54, com faixa de R$ 198,88 a R$ 211,14.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 23/10, entre R$ 198,88 e R$ 211,14: até 3,0% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco alto: proteção acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 54% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 1 está com a proteção muito acima do padrão (risco extremo), 17 acima do padrão (risco alto) e 2 no padrão (risco normal). A faixa mais larga até sexta, 23/10, tem até 14,8% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 3,2% e é a de VALE3 (Vale).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 20/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 23/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
O quadro passou a dezoito cartões em alto, dois em normal e um em extremo, com três trocas. Na semanal, a oscilação implícita de 62,79% ficou mais de uma vez e meia acima dos 39,91% da mensal, que é o prêmio de evento antes do balanço da WEG (WEGE3) em 21/10, e o cartão subiu de alto para extremo. O BTG Pactual (BPAC11) e a CSN (CSNA3) subiram de normal para alto. O fundo que replica o índice (BOVA11) seguiu em alto, com razão de 1,54 e faixa até 23/10 de R$ 198,88 a R$ 211,14, ou 3,0% para cada lado. Com 14,8% para cada lado, a faixa mais larga é a do Magazine Luiza (MGLU3), que teve a maior alta do quadro na oscilação implícita mensal. Entre as ações, as mais estreitas têm 3,2% e são as da Vale (VALE3) e da Ambev (ABEV3). A oscilação implícita mede quanto se espera que as ações oscilem até o vencimento, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Subiu 1,57%, com 77 altas e 8 quedas entre as 85 ações.
Queda de 0,21%, depois do encerramento do pregão de ações.
Alta de 1,28%.
Ajuste do dia, queda de 0,69%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 21/10 a 22/10. WEG, liquidação da oferta da Braskem e data de corte do resgate da Axia em 21/10, e Bradesco em 22/10.
- 23/10. IPCA-15 de outubro, vencimento semanal de opções e último pregão da EMAE.
- 25/10 a 29/10. Segundo turno em 25/10, Gerdau e data-com da Telefônica Brasil em 26/10, decisão do Fed em 28/10 e Vale em 29/10.
