O Ibovespa cai 0,74%, a 204.302,33 pontos, com os bancos devolvendo parte do rali eleitoral e a Natura em queda de 9,03%; o dólar sobe 0,78%, a R$ 5,0219
O Ibovespa fechou esta quarta-feira em 204.302,33 pontos, queda de 0,74%, no segundo pregão seguido de realização de lucros depois do rali do primeiro turno. A venda se concentrou nos papéis grandes, com os bancos e a Vale entre as maiores perdas, enquanto 50 das 85 ações acompanhadas subiram. O dólar à vista estava em R$ 5,0219 no encerramento do pregão de ações, alta de 0,78%.
📥Newsletter desta ediçãoA versão que foi para o e-mail, com o Olho no Setor do dia. 🧭Cenário do diaA leitura completa em vigor neste dia: os vetores macro e como cada setor tende a reagir.Como foi o pregão
O índice fechou em 204.302,33 pontos, queda de 0,74%, perto da mínima do dia. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 201,25, queda de 0,62%, e o giro das 85 ações foi de R$ 40,76 bilhões.
Pelo segundo dia, o índice caiu com a maioria das ações subindo. Os grandes bancos, que pesam muito na carteira, puxaram a queda: o Bradesco (BBDC4) recuou 3,68% depois de seis altas seguidas, e o índice financeiro da bolsa caiu 2,14%. Do outro lado, energia, saneamento e construtoras subiram.
Lá fora, os títulos longos do Tesouro americano pressionaram pela manhã, a ata do Fed mostrou a maioria dos dirigentes vendo outra alta de juro como provavelmente apropriada e Nova York caiu nos três índices.
O que moveu o dia
- Bancos devolveram o rali. Bradesco, Itaú, Itaúsa e BTG Pactual caíram mais de 2%, sem fato relevante de nenhum banco.
- Natura na ponta de baixo. A ação caiu 9,03% no dia em que repercutiu o primeiro relatório financeiro de sustentabilidade da companhia, que calcula vendas expostas ao clima na cadeia da Amazônia.
- Saneamento e energia na ponta de cima. A Sanepar subiu 8,96%, sem causa publicada, e o bloco de elétricas e saneamento subiu 1,33% na média.
- Dólar de volta acima de R$ 5. Alta de 0,78%, com dólar forte no mundo e a fala do presidente do Senado sobre votar a proposta da escala 6x1 antes do segundo turno.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, oito subiram e doze caíram, de novo o oposto do placar das 85.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, 21 das 29 ações subiram: as cinco maiores altas foram de energia e saneamento, e as cinco maiores quedas, de bancos.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 07/10/2026: faixas da semanal que vence em 09/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas às 16h20. O quadro ficou com 13 cartões em baixo e 8 em normal, e o fundo que replica o Ibovespa tem razão de 0,76, com faixa de R$ 197,07 a R$ 205,43.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 09/10, entre R$ 197,07 e R$ 205,43: até 2,1% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco baixo: proteção abaixo do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 24% menor do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por menos movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 8 estão com a proteção no padrão (risco normal) e 12 abaixo do padrão (risco baixo). A faixa mais larga até sexta, 09/10, tem até 9,6% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 1,8% e é a de RENT3 (Localiza).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 07/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 09/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que o índice caiu 0,74%, com 50 altas, 34 quedas e uma estável entre as 85 ações, o preço de oscilação da mensal de outubro caiu em doze dos vinte papéis com leitura nos dois dias e subiu em oito, com mediana de queda de 0,45 ponto. As maiores altas foram no Magazine Luiza (MGLU3), de 13,67 pontos, na Lojas Renner (LREN3), de 3,96, e na Axia (AXIA3), de 2,70; as maiores quedas, na Hapvida (HAPV3), de 8,07 pontos, na Localiza (RENT3), de 4,39, e no Bradesco (BBDC4), de 4,18. O quadro ficou com treze cartões em baixo e oito em normal, sem nenhum em alto ou extremo; mudaram de nível o Magazine Luiza, de baixo para normal, e a Suzano (SUZB3), de normal para baixo. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em baixo, com razão de 0,76, contra 0,83 na véspera, e faixa até 09/10 de R$ 197,07 a R$ 205,43, ou 2,1% para cada lado; a semanal marca 23,28% ao ano, contra 22,13% da mensal. A faixa mais larga tem 9,6% para cada lado e é a do Magazine Luiza. A mais estreita tem 1,8% e é a da Localiza, cuja semanal, de 19,89%, ficou em menos da metade da mensal. Isso mede quanto se espera que as ações oscilem até sexta, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Queda de 0,74%, com 50 altas, 34 quedas e uma estável entre as 85 ações.
Alta de 0,78%, no encerramento do pregão de ações.
Queda de 0,62%.
Ajuste do dia, queda de 0,38%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 08/10. Primeiro Datafolha do segundo turno, data-com do juro da ISA Energia, data de corte do resgate da Axia e volta de Dalian.
- 09/10. IPCA de setembro, às 09h, vencimento das opções semanais e fim da redução de PIS e Cofins da gasolina.
- 12/10 e 13/10. Feriado com o primeiro Focus pós-urna e, no dia seguinte, a data-com do juro trimestral do Bradesco.
