Fechamento de Mercado · 29/09/2026

O Ibovespa sobe 0,46% e interrompe quatro quedas: o juro em queda puxou bancos e consumo, e o corte da CSN Mineração derrubou a mineração inteira

O Ibovespa fechou esta terça-feira em 183.827,59 pontos, alta de 0,46%, e interrompeu quatro quedas seguidas. Entre as 85 ações acompanhadas foram 57 altas, 27 quedas e uma estável, e a média simples subiu 0,55%, acima do índice. A mineração, com dez quedas em dez papéis, freou o número, enquanto o juro futuro caiu à tarde e puxou bancos, consumo e elétricas.

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Como foi o pregão

O Ibovespa fechou em 183.827,59 pontos, alta de 0,46%, com giro de R$ 20,06 bilhões nas 85 ações acompanhadas. Foram 57 altas, 27 quedas e uma estável; a média simples subiu 0,55% e a mediana, 0,72%. Na coleta feita logo depois do leilão das ações, o dólar à vista estava em R$ 5,2038, queda de 0,37%. O fundo que replica o índice fechou a R$ 181,05, alta de 0,48%.

O desenho do dia foi o inverso do de segunda. O consumo teve a melhor média entre os sete blocos setoriais, alta de 2,02%, com 17 altas em 20, e o financeiro, com 25,7% do giro, subiu 1,32% ponderado pelo volume; cinco dos sete blocos subiram. A mineração caiu 3,27% na média, com dez quedas em dez, depois de a CSN Mineração cortar a projeção de produção de minério de 2026. A maior alta entre as 85 foi de 10,50%, na Azzas, sem fato da companhia, e a maior queda, de 9,85%, na CSN.

Lá fora, Nova York caiu levemente nas três bolsas, com o S&P 500 em queda de 0,17%, pressionado pelo juro dos títulos do Tesouro americano, que no de 30 anos chegou a 5,612% à tarde. A Europa fechou em queda, com o Stoxx 600 a 638,08 pontos. O Brent de novembro ajustou em queda de 2,56%, a um dia do vencimento, com a retomada dos embarques sauditas no Mar Vermelho.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

20 mais líquidos

Entre as vinte ações de maior giro, dezoito subiram e duas caíram; a coluna de baixo é completada pelas três menores altas, e a mais negociada, a Vale, foi a maior queda do grupo.

MAIORES ALTAS
UGPA3+2,70%
RADL3+2,66%
BBAS3+2,56%
EQTL3+1,66%
ITSA4+1,51%
MAIORES BAIXAS
VALE3-2,18%
PRIO3-0,05%
EMBJ3+0,02%
RDOR3+0,08%
PETR3+0,09%

BESST

No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, 23 das 29 ações subiram, e nenhuma das cinco quedas chegou a meio ponto percentual.

MAIORES ALTAS
LIGT3+4,29%
IRBR3+2,98%
BBAS3+2,56%
ENGI11+1,93%
EQTL3+1,66%
MAIORES BAIXAS
SANB11-0,40%
ISAE4-0,30%
SAPR11-0,30%
WIZC3-0,13%
PSSA3-0,04%

Mercado geral

Nas 85 acompanhadas, 57 altas, 27 quedas e uma estável; três das cinco maiores quedas são de mineração e siderurgia.

MAIORES ALTAS
AZZA3+10,50%
DIRR3+4,74%
LIGT3+4,29%
COGN3+4,27%
CURY3+4,10%
MAIORES BAIXAS
CSNA3-9,85%
CMIN3-5,74%
BRKM5-4,62%
YDUQ3-4,14%
GGBR4-3,55%

Radar de Risco do dia

Grades lidas entre 16h46 e 16h54 de 29/09/2026, antes do leilão; a da Cemig não veio na captura. A implícita mensal subiu em 13 dos 19 papéis com leitura; são nove em extremo, contando o BOVA11. Faixas até o vencimento semanal de 02/10.

Entenda em 30 segundos
1
A proteção

Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.

2
A faixa

Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.

3
O nível

Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.

Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.

Exemplo: o índice na semana
BOVA11o fundo que replica o Ibovesparisco extremo
ponta de baixoR$ 176,94
fechou em 29/09R$ 181,05
ponta de cimaR$ 185,16

Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 02/10, entre R$ 176,94 e R$ 185,16: até 2,3% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.

Risco extremo: proteção muito acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 110% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.

O quadro de 29/09 em uma olhada
8 muito acima do padrão5 acima do padrão5 no padrão2 sem leitura

Das 20 ações do quadro, 8 estão com a proteção muito acima do padrão (risco extremo), 5 acima do padrão (risco alto), 5 no padrão (risco normal) e 2 ficaram sem leitura. A faixa mais larga até sexta, 02/10, tem até 9,2% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 2,3% e é a de SUZB3 (Suzano).

Como ler cada cartão
risco baixoabaixo do padrão
risco normalno padrão
risco altoacima do padrão
risco extremomuito acima do padrão
  • A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
  • O preço é o do fechamento de 29/09.
  • A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 02/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
  • Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
PETR4risco alto
Petrobras · petróleo, câmbio e política de preçosR$ 49,10 no fechamento de 29/09
até 3,2% para cada ladofaixa até 02/10R$ 47,52 a R$ 50,68
VALE3risco alto
Vale · minério de ferro e demanda chinesaR$ 69,61 no fechamento de 29/09
até 3,3% para cada ladofaixa até 02/10R$ 67,32 a R$ 71,90
ITUB4risco extremo
Itaú Unibanco · crédito, inadimplência e margemR$ 42,30 no fechamento de 29/09
até 2,9% para cada ladofaixa até 02/10R$ 41,08 a R$ 43,52
BBDC4risco extremo
Bradesco · crédito, inadimplência e margemR$ 17,78 no fechamento de 29/09
até 2,9% para cada ladofaixa até 02/10R$ 17,27 a R$ 18,29
BBAS3risco extremo
Banco do Brasil · crédito rural, provisão e políticaR$ 22,04 no fechamento de 29/09
até 3,7% para cada ladofaixa até 02/10R$ 21,22 a R$ 22,86
ABEV3risco extremo
Ambev · consumo, custo de insumo e câmbioR$ 15,27 no fechamento de 29/09
até 2,6% para cada ladofaixa até 02/10R$ 14,88 a R$ 15,66
MGLU3risco alto
Magazine Luiza · varejo alavancado, sensível a juroR$ 6,63 no fechamento de 29/09
até 9,2% para cada ladofaixa até 02/10R$ 6,02 a R$ 7,24
PRIO3risco normal
PRIO · produção de petróleo e BrentR$ 61,60 no fechamento de 29/09
até 4,2% para cada ladofaixa até 02/10R$ 59,02 a R$ 64,18
Ver as outras 12 ações do quadro
B3SA3risco extremo
B3 · volume negociado e apetite por riscoR$ 17,90 no fechamento de 29/09
até 3,9% para cada ladofaixa até 02/10R$ 17,21 a R$ 18,59
BPAC11risco extremo
BTG Pactual · banco de investimento e mercado de capitaisR$ 62,85 no fechamento de 29/09
até 3,7% para cada ladofaixa até 02/10R$ 60,50 a R$ 65,20
WEGE3risco alto
WEG · indústria global e câmbioR$ 50,29 no fechamento de 29/09
até 2,8% para cada ladofaixa até 02/10R$ 48,86 a R$ 51,72
SUZB3risco normal
Suzano · celulose em dólar e custo de caixaR$ 44,37 no fechamento de 29/09
até 2,3% para cada ladofaixa até 02/10R$ 43,33 a R$ 45,41
RENT3risco extremo
Localiza · juro, preço de carro usado e frotaR$ 38,53 no fechamento de 29/09
até 3,9% para cada ladofaixa até 02/10R$ 37,03 a R$ 40,03
LREN3risco alto
Lojas Renner · varejo de vestuário e rendaR$ 11,35 no fechamento de 29/09
até 4,1% para cada ladofaixa até 02/10R$ 10,88 a R$ 11,82
GGBR4risco normal
Gerdau · aço, importação chinesa e construçãoR$ 24,20 no fechamento de 29/09
até 2,8% para cada ladofaixa até 02/10R$ 23,53 a R$ 24,87
CSNA3risco normal
CSN · aço, minério e alavancagemR$ 5,40 no fechamento de 29/09
até 8,0% para cada ladofaixa até 02/10R$ 4,97 a R$ 5,83
HAPV3sem leitura
Hapvida · sinistralidade, judicialização e reajusteR$ 6,28 no fechamento de 29/09A Hapvida (HAPV3) segue sem nível e sem faixa. O nível compara o preço da proteção com o quanto a ação balançou nos últimos meses. Esse balanço ainda carrega o tombo de agosto, e a conta daria o nível mais baixo do quadro justamente para a ação que mais oscila. Como o resultado seria enganoso, a regra da casa é não publicar nível nem faixa.
CMIG4sem leitura
Cemig · tarifa, regulação e distribuiçãoR$ 10,96 no fechamento de 29/09A Cemig (CMIG4) fica sem nível e sem faixa nesta data. A tela de opções da Cemig não foi capturada junto com as outras, e sem ela não há de onde medir o preço da proteção. Em vez de estimar, a casa deixa o cartão em branco até a próxima leitura.
AXIA3risco extremo
Axia Energia · geração, transmissão e regulaçãoR$ 54,80 no fechamento de 29/09
até 3,1% para cada ladofaixa até 02/10R$ 53,10 a R$ 56,50
USIM5risco normal
Usiminas · aço plano, indústria e importaçãoR$ 6,95 no fechamento de 29/09
até 5,6% para cada ladofaixa até 02/10R$ 6,56 a R$ 7,34
Leitura técnica do dia · BOVA11

Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.

Num pregão em que o índice subiu 0,46% com 57 altas, 27 quedas e uma estável entre as 85 ações, o preço de oscilação da mensal de outubro subiu em treze dos dezenove papéis com leitura e caiu em seis, com mediana de alta de 1,09 ponto. Fora a Hapvida, que segue sem nível, e a Cemig, sem grade nesta data, a maior alta foi na CSN (CSNA3), de 11,06 pontos, no dia em que a controlada cortou a projeção de produção, seguida pela Gerdau (GGBR4), de 2,42. As maiores quedas foram na Suzano (SUZB3), de 3,11 pontos, e na Usiminas (USIM5), de 1,89. Dois papéis subiram de alto para extremo, a Ambev (ABEV3), com razão de 1,65, e a Axia (AXIA3), com 1,70. Contando o fundo que replica o índice, são nove em extremo, e cinco deles são do setor financeiro. A Petrobras (PETR4) e a Vale (VALE3) seguem em alto, com razão de 1,51 e 1,26. A faixa mais larga é a da Magazine Luiza (MGLU3), com 9,2% para cada lado, e a mais estreita é a do fundo que replica o índice (BOVA11), com 2,3%, em extremo, com razão de 2,10, e faixa até 02/10 de R$ 176,94 a R$ 185,16. Leitura do Radar, sem chamada de direção: o preço de proteção da CSN subiu mais de onze pontos no mesmo dia da queda, e isso mede quanto o mercado espera que a ação oscile daqui para a frente, e não para que lado.

Glossário rápido dos termos técnicos
Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
Razão
O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
Série semanal e série mensal
Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
Ponto
A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
Degrau
Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.

Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.

Os números do fechamento

Ibovespa183.827,59

alta de 0,46% no dia, interrompendo quatro quedas

Dólar à vistaR$ 5,2038

queda de 0,37% na coleta logo depois do leilão das ações

BrentUS$ 102,59

contrato de novembro, queda de 2,56% no ajuste, a um dia do vencimento

DI janeiro de 202913,755%

fechamento, 14,7 pontos-base abaixo do ajuste de segunda

Amplitude57 x 27

altas contra quedas nas 85 ações

O que fica no radar