O Ibovespa cai 0,26% com 59 quedas em 85 ações: o petróleo segurou o índice, e o juro longo e o dólar pesaram no resto da bolsa
O Ibovespa fechou esta segunda-feira em 182.991,13 pontos, queda de 0,26%, a quarta seguida. Entre as 85 ações acompanhadas foram 26 altas e 59 quedas, e a média simples caiu 0,68%, mais que o dobro do índice. O bloco de petróleo subiu 2,08% na média e segurou o número, enquanto o juro longo subiu aqui e lá fora.
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O Ibovespa fechou em 182.991,13 pontos, queda de 0,26%, com giro de R$ 18,15 bilhões nas 85 ações acompanhadas. Foram 26 altas e 59 quedas; a média simples caiu 0,68% e a mediana, 0,78%. Na coleta feita logo depois do leilão das ações, o dólar à vista estava em R$ 5,2239, alta de 0,67%. O fundo que replica o índice fechou a R$ 180,18, queda de 0,35%.
O desenho do dia foi o inverso da sexta no placar e parecido no resultado. O bloco de petróleo e combustíveis, com 22,2% do giro, subiu 1,94% ponderado pelo volume, com sete altas em oito papéis, e foi o que mais subiu entre os sete blocos setoriais; mineração subiu 0,31%, e os outros cinco caíram. Consumo e varejo teve a pior média, queda de 1,77%, com 16 quedas em 20. A maior alta entre as 85 foi de 4,01%, na PetroRecôncavo, e a maior queda, de 5,76%, na Natura, que fechou a R$ 6,71 sem fato próprio publicado.
Lá fora, Nova York caiu nas três bolsas, com o S&P 500 em queda de 0,77%, pressionado pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, e a Europa fechou perto da estabilidade, com o Stoxx 600 a 638,68 pontos. O Brent de novembro subiu mais de 4% pela manhã e ajustou em alta de 0,92%.
O que moveu o dia
- Barril na recusa sobre Ormuz. O Brent de novembro ajustou a US$ 105,28, alta de 0,92%, e o WTI a US$ 92,60, alta de 0,21%, segundo a Reuters, depois de uma manhã de alta de mais de 4% com a recusa americana à proposta do Irã.
- Juro longo em alta. O contrato de juro futuro de janeiro de 2035 estava em 14,03% no fim da tarde, 6 pontos-base acima de sexta, segundo a Reuters, e o título americano de dez anos em 5,24%.
- Relatório sobre a Petrobras. O Morgan Stanley elevou entre 12% e 19% as projeções de Ebitda da Petrobras para 2026 e 2027, com premissa de Brent de US$ 85 em 2027; a PRIO subiu 3,84% e a Petrobras PN, 1,52%.
- Blocos sensíveis a juro em queda. Elétricas e saneamento caíram 1,13% na média, com 15 quedas em 16 papéis, e o financeiro caiu 0,87%, com 13 quedas em 14.
- Proteção mais cara. A implícita mensal subiu em 18 dos 20 papéis do Radar de Risco, e Itaú e Localiza subiram de alto para extremo.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, seis subiram e catorze caíram; as cinco maiores altas do grupo são de petróleo e mineração.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, só duas das 29 ações subiram, e a coluna de cima é completada pelas menores quedas.
Radar de Risco do dia
Grades lidas entre 16h35 e 16h42 de 28/09/2026, antes do leilão. A implícita mensal subiu em 18 dos 20 papéis; são sete em extremo. Faixas até o vencimento semanal de 02/10.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 02/10, entre R$ 175,33 e R$ 185,03: até 2,7% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco extremo: proteção muito acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 99% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 6 estão com a proteção muito acima do padrão (risco extremo), 8 acima do padrão (risco alto), 5 no padrão (risco normal) e 1 ficou sem leitura. A faixa mais larga até sexta, 02/10, tem até 8,5% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 2,8% e é a de WEGE3 (WEG).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 28/09.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 02/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que o índice caiu 0,26% com 26 altas e 59 quedas entre as 85 ações, o preço de oscilação da mensal de outubro subiu em dezoito dos vinte papéis com leitura e caiu em dois, com mediana de alta de 1,34 ponto. Fora a Hapvida, que segue sem nível, as maiores altas foram na Magazine Luiza (MGLU3), de 4,97 pontos, e no Banco do Brasil (BBAS3), de 3,71. As duas quedas foram na CSN (CSNA3), de 2,60 pontos, e na Gerdau (GGBR4), de 0,73. Dois papéis subiram de alto para extremo, o Itaú (ITUB4), com razão de 1,64, e a Localiza (RENT3), com 1,62, e dois subiram de normal para alto, a Vale (VALE3) e a Magazine Luiza. São sete em extremo, cinco deles do setor financeiro. A faixa mais larga é a da Magazine Luiza, com 8,5% para cada lado, e a mais estreita é a do fundo que replica o índice (BOVA11), com 2,7%, em extremo, com razão de 1,99, e faixa até 02/10 de R$ 175,33 a R$ 185,03. Leitura do Radar, sem chamada de direção: num dia em que o petróleo subiu e o índice caiu pouco, o preço da proteção subiu em quase todo o quadro, e isso mede quanto o mercado espera que as ações oscilem, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
queda de 0,26% no dia, a quarta seguida
alta de 0,67% na coleta logo depois do leilão das ações
contrato de novembro, alta de 0,92% no ajuste
fim da tarde, 6 pontos-base acima de sexta
altas contra quedas nas 85 ações
O que fica no radar
- Terça, 29/09: IGP-M, taxa de desemprego da PNAD, com projeção de 5,3% feita pelo Bradesco, Caged, com projeção de 115 mil postos formais feita pelo Itaú, e Hypera sem o direito ao juro sobre capital (data-com em 28/09).
- Quarta, 30/09: índice de preços de consumo pessoal de agosto nos Estados Unidos e último pregão do contrato de novembro do Brent na ICE.
- Quinta, 01/10: a China fecha até 08/10 pela Semana Dourada.
- Sexta, 02/10: relatório de emprego dos Estados Unidos, às 09h30, e vencimento da semanal que baliza as faixas do Radar de Risco.
- Domingo, 04/10: primeiro turno da eleição.
