O Ibovespa cai 0,99%, aos 183.965,91 pontos, com o juro longo americano de novo em alta e o barril subindo sem as petroleiras
O Ibovespa fechou esta quinta-feira em 183.965,91 pontos, queda de 0,99%, o segundo pregão seguido abaixo dos 186 mil pontos, com 67 das 85 ações acompanhadas em queda e só 18 em alta. O índice chegou a subir até 186.211,43 pontos durante o dia e terminou a apenas 131 pontos da mínima, de 183.834,97. O motor de fora foi o mesmo da véspera com outro desenho: o juro de dez anos dos Estados Unidos fechou a 5,18% na curva do Tesouro americano, contra 5,11%, e dessa vez foi a ponta longa que subiu mais. Aqui dentro pesaram a revisão do Banco Central para o PIB de 2026, de 2,0% para 1,8%, o receio fiscal e as pesquisas eleitorais. O Brent subiu 3,41%, a US$ 106,60, e mesmo assim nenhuma das oito ações do bloco de petróleo e combustíveis subiu. No encerramento do pregão de ações, o dólar à vista estava em R$ 5,1920, alta de 0,49%. Nas pontas, a Yduqs (YDUQ3) subiu 2,95% com a fusão com a Afya, e a Natura (NATU3) caiu 5,88% sem causa publicada até o fechamento.
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O Ibovespa fechou em 183.965,91 pontos, queda de 0,99%, depois de oscilar entre 183.834,97 e 186.211,43 pontos, e terminou a 131 pontos da mínima. Entre as 85 ações acompanhadas, 18 subiram e 67 caíram; a média simples recuou 0,93% e a mediana, 0,89%. O giro somou R$ 19,20 bilhões, 0,92 vez a média de 20 pregões, e as vinte ações de maior giro concentraram 67,3% do volume.
Lá fora, o título americano de dez anos fechou a 5,18%, contra 5,11%, e o de trinta anos a 5,47%, enquanto o de dois anos andou só de 4,85% para 4,87%. Nova York terminou quase parada, com o S&P 500 em queda de 0,02%. O Brent subiu 3,41%, a US$ 106,60, e os oito papéis do bloco de petróleo e combustíveis caíram.
Aqui dentro, o Relatório de Política Monetária cortou a projeção do PIB de 2026 de 2,0% para 1,8% e projetou a inflação do fim do ano em 5,2%, e o fiscal e as pesquisas eleitorais pesaram no noticiário. No encerramento do pregão de ações, o dólar à vista estava em R$ 5,1920, alta de 0,49%.
O que moveu o dia
- Juro longo americano. O título de dez anos fechou a 5,18% e o de trinta anos a 5,47%, com a ponta longa subindo sete pontos-base e a curta, dois: foi prêmio de prazo, e não expectativa de juro curto.
- Petróleo sem petroleiras. O Brent subiu 3,41%, a US$ 106,60, com ataques a navios em Ormuz, e nenhuma das oito ações do bloco de petróleo e combustíveis subiu; as ações da Petrobras destoaram do barril com a cautela doméstica, segundo o Money Times.
- Banco Central. O Relatório de Política Monetária cortou o PIB de 2026 para 1,8% e projetou a inflação do fim do ano em 5,2%, acima do teto da meta.
- Fiscal e eleição. O governo reduziu a contenção prevista de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões, e o mercado discutiu a possível retirada da receita com as bets; as pesquisas eleitorais seguem com empate técnico.
- Fusão no ensino. A Yduqs (YDUQ3) subiu 2,95% com a fusão com a Afya; a Cogna (COGN3) caiu 5,22%.
- Farmácia no marketplace. A Raia Drogasil (RADL3) caiu 5,38% depois de o Mercado Livre anunciar venda de remédios com receita a partir de 25/09.
- Braskem. A Justiça de São Paulo suspendeu as novas transferências para a Braskem Idesa, e o novo controlador lançou a OPA com leilão em 16/10.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, quatro subiram e dezesseis caíram, e as vinte concentraram 67,3% de todo o volume do pregão. Como só houve quatro altas no grupo, a coluna da esquerda é completada com a menor queda, a da PRIO.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, seis das 29 ações subiram, e as duas de telecomunicações estão entre elas. A maior queda do grupo foi a do Banco do Brasil, na quarta queda seguida.
Mercado geral
Nas 85 acompanhadas, a ponta de cima subiu 2,95% e a de baixo caiu 5,88%, uma distância de 8,83 pontos percentuais. Duas das cinco maiores quedas têm causa publicada no dia, o marketplace de farmácias do Mercado Livre e a fusão da concorrente no ensino; Natura, Suzano e Hapvida caíram sem notícia própria até o fechamento.
Radar de Risco do dia
Quadro do fechamento de 24/09/2026, com as grades lidas entre 16h31 e 16h36. A faixa sai da série semanal que vence em 25/09 e o nível, da mensal de 16/10. O BOVA11 segue em extremo, com faixa de R$ 178,49 a R$ 183,25 até 25/09.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 25/09, entre R$ 178,49 e R$ 183,25: até 1,3% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco extremo: proteção muito acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 82% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 1 está com a proteção muito acima do padrão (risco extremo), 11 acima do padrão (risco alto), 7 no padrão (risco normal) e 1 ficou sem leitura. A faixa mais larga até sexta, 25/09, tem até 4,9% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 0,8% e é a de CMIG4 (Cemig).
Datas das empresas dentro da semana:
- BBDC4etapa de sobras do aumento de capital até 25/09
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 24/09.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 25/09: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que 67 das 85 ações caíram e o índice recuou 0,99%, o preço de oscilação da mensal de outubro ficou dividido: subiu em dez dos vinte papéis com leitura e caiu em dez, com mediana de queda de 0,09 ponto. Na véspera, com queda parecida, tinha subido em dezessete. As maiores altas foram na CSN (CSNA3), de 5,62 pontos, e na Suzano (SUZB3), de 5,10, que caiu 4,02% no dia sem causa publicada até o fechamento e voltou de baixo para normal, com razão de 0,99. As maiores quedas foram na Gerdau (GGBR4), de 1,68 ponto, e na Usiminas (USIM5), de 1,21. Dois bancos trocaram de lugar na régua: o BTG Pactual (BPAC11) subiu de alto para extremo, com razão de 1,61, e o Bradesco (BBDC4) desceu de extremo para alto, com 1,60, na semana em que corre a etapa de sobras do aumento de capital. Com 4,9% para cada lado, a faixa mais larga segue sendo a da Magazine Luiza (MGLU3); com 0,8%, a mais estreita é a da Cemig (CMIG4). O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em extremo, com razão de 1,82, e a faixa dele até 25/09 vai de R$ 178,49 a R$ 183,25. Leitura do Radar, sem chamada de direção: no segundo dia de queda larga, o mercado de opções não voltou a cobrar mais pela oscilação da maioria dos papéis; o que subiu de preço foi a proteção de nomes específicos, e isso mede quanto o mercado espera de balanço, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
queda de 0,99% no dia
altas contra quedas nas 85 acompanhadas
0,92 vez a média de 20 pregões
queda de 1,09%
alta de 0,49% no encerramento do pregão de ações
ajuste de 24/09, alta de 3,41%
curva do Tesouro americano, contra 5,11% em 23/09
queda de 0,02%
O que fica no radar
- 25/09, 09h. IPCA-15 de setembro e IPCA-E, no IBGE.
- 25/09. Vence a série semanal de opções que forma a faixa do Radar de Risco; data-com do juro sobre capital de Vivo (VIVT3) e Localiza (RENT3).
- 25/09. A Rede D’Or (RDOR3) passa a negociar sem o direito ao juro sobre capital de R$ 400 milhões.
- 28/09. Boletim Focus e data-com do juro sobre capital da Hypera (HYPE3), de R$ 185,18 milhões.
- 16/10. Leilão da OPA do novo controlador da Braskem (BRKM5) e vencimento da série mensal de opções.
- Sem data. A cautelar da Justiça de São Paulo sobre as transferências da Braskem para a subsidiária mexicana vale até nova ordem.
