FECHAMENTO · SEGUNDA · 10/08/2026

O petróleo segura o Ibovespa aos 172.180 pontos, queda de 0,19%, num pregão de 61 baixas em 84 papéis

A segunda-feira fechou com o índice quase parado e o mercado inteiro em movimento. O Ibovespa cedeu 0,19%, aos 172.179,93 pontos, com 61 quedas, 22 altas e um estável entre os 84 papéis do painel: o bloco de petróleo compensou a venda doméstica, com a PRIO subindo 6,60%, maior alta do dia, e as duas classes da Petrobras avançando 3,33% com o Brent perto de US$ 84,7. Na outra ponta, Cosan, Vamos e Yduqs caíram mais de 5% na véspera do dia mais denso da semana: amanhã saem a ata do Copom e o IPCA de julho, com B3 e Taesa reportando à noite. O dólar subiu 0,48%, a R$ 5,1081, e o seguro do Banco do Brasil fechou custando mais pela semana do que pelo mês inteiro: movimento precificado de mais ou menos 6%, o triplo do índice. A JHSF3 estreou na cobertura do Radar como o 84º papel.

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Como foi o pregão

O dia teve duas bolsas dentro do mesmo índice. A que subiu foi movida a Ormuz: com o Irã condicionando a reabertura do estreito a compensação e pedágio, o Brent avançou para perto de US$ 84,7 e levou junto PRIO (+6,60%), PetroRecôncavo (+4,99%), Petrobras ON e PN (+3,33%) e, por tabela, a Vale (+1,28%) e a Embraer (+2,31%), que fizeram três dos cinco maiores giros do pregão. A que caiu foi movida a Brasília: frota, educação, farmácia, elétrica e saneamento devolveram na véspera da ata do Copom e do IPCA de julho, com a Cosan liderando as perdas, em queda de 5,99%.

O resultado dessa cabo de guerra foi um índice de 0,19% de queda em cima de uma amplitude de 12,59 pontos percentuais entre a maior alta e a maior baixa. Os setores do painel contam a história: bancos caíram só 0,36%, telecom subiu 0,06%, e as pontas pesadas ficaram com saneamento (-1,82%), energia elétrica (-1,58%) e seguros (-1,34%). O dólar fechou a R$ 5,1081, alta de 0,48%, e Nova York pausou perto do recorde, com o S&P 500 cedendo 0,06% e o Nasdaq recuando 0,32% antes da inflação americana de quarta.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

20 mais líquidos (fechamento)

Entre os de maior giro, o bloco do barril e a Embraer fizeram a ponta de cima sozinhos, enquanto Localiza, Eneva e Copel concentraram a venda doméstica e a B3 caiu na véspera do próprio balanço.

MAIORES ALTAS
PRIO3+6,60%
PETR4+3,33%
PETR3+3,33%
EMBJ3+2,31%
VALE3+1,28%
MAIORES BAIXAS
RENT3-4,02%
ENEV3-3,28%
CPLE3-2,52%
LREN3-2,18%
B3SA3-1,87%

BESST (fechamento)

No BESST, só a TIM e o ABC Brasil fecharam em alta; as cinco maiores quedas do bloco são todas de energia e saneamento, o retrato do ajuste de curva na véspera do IPCA.

MAIORES ALTAS
TIMS3+0,21%
ABCB4+0,04%
SANB11-0,07%
BPAC11-0,09%
VIVT3-0,10%
MAIORES BAIXAS
CPLE3-2,52%
ALUP11-2,46%
AXIA3-2,26%
CSMG3-2,21%
CMIG4-2,20%

Mercado geral (fechamento)

Da PRIO à Cosan vão 12,59 pontos percentuais, e a lista de baixas é um raio-x do doméstico alavancado: holding de energia, frota, educação, saúde e farmácia, todos à espera do juro de amanhã.

MAIORES ALTAS
PRIO3+6,60%
RECV3+4,99%
PETR4+3,33%
PETR3+3,33%
EMBJ3+2,31%
MAIORES BAIXAS
CSAN3-5,99%
VAMO3-5,52%
YDUQ3-5,28%
HAPV3-4,36%
RADL3-4,15%

Radar de Risco do dia

Retrato datado de 10/08/2026, lido nas grades de opções do fim da tarde. O quadro vivo, atualizado a cada fechamento, fica na página inicial e na página de Ações.

Toda semana alguém paga, no mercado de opções da B3, para se proteger de um tombo em uma ação. Quanto mais gente com medo, mais caro fica esse seguro. O Radar de Risco lê esse preço e traduz em duas coisas: se a proteção do papel está cara ou barata para o padrão dele, e em que faixa o próprio mercado coloca a maioria dos cenários até a próxima sexta. Não é previsão de direção. É o preço do medo, medido onde ele é pago.

BOVA11o ETF que segue o Ibovesparisco normal
R$ 166,07hoje R$ 169,46R$ 172,85

A faixa acima é o que o preço das opções coloca como cenário provável até sexta, 14/08: uma oscilação de até 2,0% para cada lado. Fora dela, apareceu informação que ninguém tinha pago.

O papel do dia · BBAS3

O dia entregou o contraste que resume o produto. A PRIO subiu 6,60%, maior alta do painel, e o seguro dela ficou barato: a implícita mensal marca 31,15% contra volatilidade histórica de 40,96%, razão 0,76, a menor do quadro; o mercado tratou o rali do petróleo como reprecificação, não como começo de tempestade. O BOVA11 perdeu o selo de risco baixo sem drama, com a razão subindo de 0,85 para 0,90 na véspera de IPCA, ata e inflação americana. E o Banco do Brasil fechou em queda de 0,15%, quase parado, com o seguro mais caro do quadro: a série que vence sexta precifica movimento de mais ou menos 6% em quatro pregões, o triplo do embutido para o Ibovespa no mesmo intervalo, e custa mais que o seguro do mês inteiro, curva invertida na semana do balanço de quarta. Nota de leitura: o painel imprimiu 143,06% de implícita na série semanal, mas o preço do straddle na própria grade sustenta cerca de 49%; a faixa publicada usa o número que os preços pagam, não o rótulo. O Magazine Luiza subiu a risco alto sem evento na janela, com a mensal a 64,63% contra histórica de 53,71%.

PETR4risco normal
Petrobras · petróleo, câmbio e política de preçoshoje R$ 42,23
o mercado paga por até 3,3% na semanafaixa de R$ 40,84 a R$ 43,62
VALE3risco baixo
Vale · minério de ferro e demanda da Chinahoje R$ 75,93
o mercado paga por até 2,7% na semanafaixa de R$ 73,90 a R$ 77,96
ITUB4risco baixo
Itaú · crédito, inadimplência e jurohoje R$ 40,42
o mercado paga por até 2,8% na semanafaixa de R$ 39,29 a R$ 41,55
BBDC4risco normal
Bradesco · crédito e recuperação de rentabilidadehoje R$ 17,18
o mercado paga por até 3,0% na semanafaixa de R$ 16,67 a R$ 17,69
BBAS3risco extremo
Banco do Brasil · crédito do agronegócio e payouthoje R$ 20,03
o mercado paga por até 6,2% na semanafaixa de R$ 18,79 a R$ 21,27balanço 2T em 12/08
ABEV3risco normal
Ambev · volume de cerveja e custo de insumohoje R$ 15,27
o mercado paga por até 2,9% na semanafaixa de R$ 14,83 a R$ 15,71
MGLU3risco alto
Magazine Luiza · varejo alavancado, sensível a jurohoje R$ 4,32
o mercado paga por até 6,9% na semanafaixa de R$ 4,02 a R$ 4,62
PRIO3risco baixo
PRIO · produção própria e preço do barrilhoje R$ 61,24
o mercado paga por até 4,1% na semanafaixa de R$ 58,74 a R$ 63,74
A régua, do mais calmo ao mais tenso
risco baixoo seguro está mais barato que a agitação normal do papel; o mercado não vê nada marcado pela frente
risco normalo seguro custa o de sempre para aquele papel; semana sem evento na conta
risco altoo seguro subiu acima do padrão do papel; alguém está pagando para se proteger de alguma coisa
risco extremoseguro muito acima do padrão, quase sempre com data marcada no calendário, como um balanço
Como usar em 3 passos
1
Comece pelo nível

Ele compara o preço do seguro de hoje com a agitação que o próprio papel teve nos últimos meses. Não serve para comparar um papel com o outro, e sim cada papel com ele mesmo.

2
Depois olhe a faixa

É o intervalo onde o preço das opções coloca a maioria dos cenários até sexta. Se o papel terminar a semana dentro dela, o movimento já estava pago; se terminar fora, apareceu informação nova.

3
Por fim, a tag de evento

Quando ela aparece, o seguro caro tem endereço: um balanço, uma data-com, uma decisão marcada. Seguro caro sem tag é nervosismo; com tag, é calendário.

Direção ninguém sabe; risco tem preço.

Primeira vez que você vê isso? Entenda a volatilidade implícita ↗ e veja, sem fórmula, de onde sai cada número deste quadro.

Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.

Os números do fechamento

Ibovespa172.180 pts

Cedeu 0,19%, aos 172.179,93 pontos, com 61 quedas em 84 papéis

BOVA11R$ 169,27

O ETF que segue o Ibovespa caiu 0,06%

Dólar (fechamento)R$ 5,1081

Subiu 0,48% na véspera do IPCA; o futuro avançou 0,45%, a 5.133 pontos

S&P 5007.753 pts

Caiu 0,06% em pausa antes do CPI de quarta; Nasdaq recuou 0,32%

BrentUS$ 84,7

Alta na casa de 1,4% com o impasse do pedágio em Ormuz

PetroRio (PRIO3)+6,60%

Maior alta do painel, a R$ 61,24, com o seguro nas opções barateando

Cosan (CSAN3)-5,99%

Maior baixa do painel, a R$ 3,45, na véspera de ata e IPCA

O que fica no radar