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Radar Ibov

Newsletter · Fechamento · Segunda · 10/08/2026

O petróleo segura o Ibovespa aos 172.180 pontos, queda de 0,19%, num pregão em que 61 dos 84 papéis caíram.

O que ninguém tá vendo

Queda de 0,19% parece calmaria, mas o pregão foi o mais vendedor da semana: 61 dos 84 papéis caíram e a amplitude foi de 12,59 pontos percentuais. O que houve foi transferência, não calma: o dinheiro saiu do doméstico alavancado, frota, educação, farmácia e elétrica, e estacionou no bloco que responde a Ormuz, não a Brasília, com a PRIO subindo 6,60% e a Petrobras 3,33%. O segundo detalhe está nas opções: o Banco do Brasil fechou quase parado, em queda de 0,15%, e a curva de opções fechou invertida: a série da semana custa MAIS que a do mês inteiro, e o preço embutido é um movimento de mais ou menos 6% em quatro pregões, o triplo do índice, com o balanço na quarta. Nota de método: o painel imprimiu 143,06% na semanal, mas o straddle da própria grade sustenta cerca de 49%; a faixa publicada usa o preço pago, não o rótulo.

Os números do fechamento

Ibovespa-0,19% · 172.180 pts
BOVA11-0,06% · R$ 169,27
Dólar (fechamento)+0,48% · R$ 5,1081
Selic14,00% · próxima reunião 15 e 16/09
PetroRio (PRIO3)+6,60% · a R$ 61,24
Cosan (CSAN3)-5,99% · a R$ 3,45

Maiores altas (geral): PRIO3 +6,60%, RECV3 +4,99%, PETR4 +3,33%, PETR3 +3,33%, EMBJ3 +2,31%. Maiores baixas: CSAN3 -5,99%, VAMO3 -5,52%, YDUQ3 -5,28%, HAPV3 -4,36%, RADL3 -4,15%. Foram 22 altas, um estável e 61 quedas entre os 84 papéis, já com a estreia da JHSF3 no painel.

Olho no setor · Bancos: a semana em que o crédito fala

Os bancões foram o doméstico que menos caiu no dia, 0,36% no bloco, e não foi acaso: banco grande é onde o mercado espera o juro alto render margem antes de machucar a inadimplência. O teste da tese é quarta-feira, quando o Banco do Brasil (BBAS3) reporta o segundo trimestre com o mercado inteiro olhando uma linha só: o crédito do agronegócio, que vem pressionando a inadimplência do banco público enquanto os privados navegam mais leves. O preço das opções já contratou barulho: a semana custa mais que o mês, mais ou menos 6% até sexta, o triplo do índice. No meio do caminho, a B3 (B3SA3) reporta amanhã e vira um raio-x do próprio giro da bolsa, e o BTG (BPAC11) negocia ex do JCP que paga na sexta. Banco em semana de balanço com seguro caro é onde a temporada define se o índice atravessa agosto inteiro ou devolve.

Amanhã e à frente

Amanhã é o dia mais denso da semana no Brasil: ata do Copom às 8h, IPCA de julho às 9h, balanços de B3 e Taesa depois do fechamento, e o último dia com direito ao JCP do Fleury (FLRY3), de R$ 0,40073265756 bruto por ação, e ao dividendo da Energisa (ENGI11), de R$ 0,50 por unit. Na quarta, o CPI americano às 9h30 e o dia mais cheio da temporada, com o Banco do Brasil, Sabesp, Suzano, MRV, Braskem, Azzas, Hapvida, Rede D’Or, Ultrapar, Rumo, Eneva e Equatorial; no mesmo dia a WEG (WEGE3) paga R$ 0,4128 por ação do plano trienal e o ABC Brasil paga o JCP. Na sexta vencem as séries semanais da faixa do Radar de Risco, o BTG paga o JCP e saem os dados de Michigan. E a novidade da edição: a JHSF3 entra na cobertura do Radar, 84º papel do painel, no dia em que pagou a parcela mensal do dividendo de 2026.

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