O Ibovespa fecha em queda de 0,79%, aos 170.653 pontos, mas recupera parte da perda no fim do dia: a Vale despenca 4,59% por governança e é a âncora de baixa, mesmo com o minério em alta, enquanto as petroleiras sobem com o Brent a US$ 78 e seguram o índice.
O pregão de aversão a risco terminou menos ruim do que ameaçava. O Ibovespa fechou aos 170.653 pontos (índice à vista), em queda de 0,79%, depois de cair mais de 1% na mínima, ajudado no fim por uma recuperação de Wall Street. A Vale (-4,59%, a R$ 72,70) foi a principal âncora de baixa, mas por um motivo diferente do esperado: o minério de ferro na verdade subiu na China (o contrato de Dalian fechou em alta de 0,88%), e a queda veio do ruído de governança, com a CVM abrindo processo para apurar a suposta compensação ao ex-presidente do conselho, Daniel Stieler. Do outro lado, as petroleiras seguraram o índice: a Petrobras subiu forte (PETR4 +3,15%, PETR3 +2,79%), a Vibra avançou 2,56% e a PetroReconcavo saltou 6,04%, acompanhando o Brent, que fechou perto de US$ 78 (mais 5%), depois de os Estados Unidos declararem encerrado o cessar-fogo com o Irã e voltarem a atacar. Lá fora, Wall Street fechou misto (Dow -1,09%, S&P 500 -0,28%, mas o Nasdaq subiu 0,20%, salvo pela tecnologia), e o dólar à vista terminou de lado, em leve baixa de 0,11%, a R$ 5,15, com o real firme. A construção civil despencou (Cury -7,85%, Direcional -6,19%, MRV -5,84%) num dia de curva de juros em alta.
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O dia foi de aversão a risco por causa da reabertura da guerra no Oriente Médio, mas a bolsa reduziu a perda no fim. O Ibovespa fechou em queda de 0,79%, aos 170.653 pontos, depois de cair mais de 1% na mínima, quando o Nasdaq virou para a alta em Nova York. A Vale (-4,59%) foi a âncora de baixa, mas por governança, e não por minério, que subiu na China (Dalian mais 0,88%); a queda veio do ruído sobre a saída do ex-presidente do conselho, com a CVM abrindo processo. As petroleiras seguraram a bolsa: a Petrobras (PETR4 +3,15%, PETR3 +2,79%), a Vibra (+2,56%) e a PetroReconcavo (+6,04%) acompanharam o Brent, perto de US$ 78. A construção civil despencou (Cury -7,85%, Direcional -6,19%, MRV -5,84%) com a curva de juros abrindo, e o dólar à vista fechou de lado, a R$ 5,15.
O que moveu o dia
- Guerra se aprofunda e petróleo dispara. Os Estados Unidos declararam encerrado o cessar-fogo com o Irã e voltaram a atacar; o Irã afirma ter mirado 85 bases americanas no Bahrein e no Kuwait. O Brent saltou cerca de 5%, para perto de US$ 78, e sustentou as petroleiras.
- Vale cai por governança, não por minério. O minério de ferro subiu na China (Dalian mais 0,88%), mas a Vale despencou 4,59% pelo ruído da saída de Daniel Stieler, com a CVM abrindo processo; a siderurgia (CSN Mineração +2,42%, Gerdau +1,33%) subiu no mesmo dia.
- Construção civil despencou. O setor mais sensível ao juro liderou as quedas: Cury (-7,85%, com prévia operacional no radar), Direcional (-6,19%), MRV (-5,84%) e Cyrela (-4,10%), com a curva de juros abrindo.
- Wall Street fechou misto. O Dow caiu 1,09% e o S&P 500, 0,28%, mas o Nasdaq subiu 0,20%, salvo pela tecnologia no fim; a virada ajudou o Ibovespa a reduzir a perda. O FMI cortou o crescimento global de 2026 para 3%.
As três camadas do dia
Os 20 mais líquidos (fechamento)
Entre os mais líquidos, a alta veio das petroleiras e dos seguros: Petrobras (PETR4 e PETR3), Vibra, Porto Seguro e Gerdau fecharam em alta; do lado fraco, Vale e Embraer despencaram, seguidas por Rede D’Or, B3 e Raia Drogasil.
BESST (fechamento)
No bloco BESST, os seguros e a transmissão seguraram a ponta de cima: Porto Seguro, ISA Energia, Caixa Seguridade, BB Seguridade e ABC Brasil subiram; a ponta fraca veio de Santander, Taesa, Itaú, Cemig e BTG.
Mercado geral (fechamento)
No mercado geral, a alta se concentrou em petróleo e num movimento próprio da Natura: PetroReconcavo, Natura, Ultrapar e Petrobras subiram forte; do lado das quedas, a construção civil dominou, com Cury, Direcional, MRV, Vale e Embraer na ponta.
Os números do fechamento
Fechou em queda de 0,79%, aos 170.653 pontos, recuperando parte da perda no fim; a Vale despencou, mas as petroleiras seguraram o índice
À vista fechou de lado, em leve baixa de 0,11%, a R$ 5,1484; o real segurou firme apesar do risco global (o futuro de agosto fechou a R$ 5,178)
O Dow caiu 1,09% e o S&P 500, 0,28%, mas o Nasdaq subiu 0,20%, salvo pela tecnologia no fim do dia; a energia ficou em alta
A Petrobras subiu 3,15% e liderou, junto de PetroReconcavo (+6,04%), Ultrapar (+4,11%) e Vibra (+2,56%); o setor de óleo segurou a bolsa
Fechou em alta de cerca de 5%, perto de US$ 78 (WTI US$ 74), com o fim do cessar-fogo reacendendo o prêmio de risco de Ormuz
Subiu na China, com o contrato de Dalian fechando em alta de 0,88%, perto de US$ 100; ainda assim a Vale caiu, o que mostra que a queda foi de governança
Cury (-7,85%), Direcional (-6,19%), MRV (-5,84%) e Cyrela (-4,10%) lideraram as quedas, com a curva de juros abrindo
Segue em 14,25%; a ata do Fomc saiu hoje e mostrou um Fed dividido entre manter e subir o juro. O IPCA de sexta ajuda a calibrar a curva
O que fica no radar
- Guerra no Oriente Médio. Enquanto o conflito escalar, o petróleo em alta é o vetor que manda no humor; o Irã afirma ter mirado 85 bases dos Estados Unidos no Golfo, e novos ataques foram prometidos.
- IPCA de junho na sexta. O índice oficial de inflação sai em 10/07 e é o dado doméstico central da semana; com o petróleo em alta, o mercado vai olhar o repasse aos preços.
- Tarifaço em 15/07. O prazo para a tarifa dos Estados Unidos ao Brasil segue no radar; qualquer sinal de acordo ou recuo move exportadoras e o câmbio.
- Dividendo em foco. A Lojas Renner e a Vivo pagam em 14/07; a próxima data-com de um pagador perene é a da Caixa Seguridade, em 03/08.
- Vale e balanços. A Vale divulga produção em 21/07 e resultado em 30/07; depois do ruído de governança, o operacional é o que o mercado vai usar para separar o problema de conselho do desempenho.
