Bolsa cai de novo na véspera da super quarta; dólar sobe e a Braskem segue derretendo.
A terça foi de cautela: o índice caiu 0,45%, a 169.648 pontos, a segunda baixa seguida, com o mercado à espera da super quarta de amanhã (Copom e Fed). O dólar subiu 0,65%, a R$ 5,11, com o real perdendo força. O petróleo desabou de novo: o Brent (BRN1!) caiu 5,15%, a US$ 78,89, na mínima de três meses e no quarto pregão seguido de queda, mas a Petrobras (PETR4 -1,33%) recuou pouco. A Braskem (BRKM5 -9,23%) seguiu derretendo com o risco de recuperação extrajudicial; seguros (+0,82%) e a RaiaDrogasil (+2,20%) seguraram a ponta de cima.
Como abriu
A terça abriu com o mundo otimista (Dow em recorde na véspera) mas com o Brasil freado pelo Focus, que elevou a Selic 2026 para 13,75%. O índice operou de lado e em queda o dia todo, sem que ninguém quisesse se posicionar antes de Copom e Fed amanhã. O petróleo seguiu em forte queda e o dólar subiu, sinais de cautela.
O que moveu o dia
O destaque negativo foi a Braskem (BRKM5 -9,23%), que segue derretendo com o risco de recuperação extrajudicial perto dos vencimentos de julho, arrastando a petroquímica e a USIM5 (-6,20%). O varejo cíclico apanhou forte (MGLU3 -6,54%, CEAB3 -4,54%, LREN3 -2,74%), enquanto as defensivas, seguros e RaiaDrogasil, seguraram. A Petrobras caiu pouco mesmo com o Brent em mínima, porque o tombo de segunda já tinha precificado.
As três camadas do dia
O Ibovespa fechou em queda de 0,45% (a 169.648 pontos), a segunda baixa seguida. Na ponta de cima: MRVE3 (+2,32%), RADL3 (+2,20%), VIVT3 (+1,33%), PSSA3 (+1,22%) e BBSE3 (+1,09%). Na ponta de baixo: BRKM5 (-9,23%), MGLU3 (-6,54%), USIM5 (-6,20%) e CEAB3 (-4,54%). O dólar subiu a R$ 5,11 (+0,65%) e o Brent (BRN1!) caiu 5,15%, a US$ 78,89.
O petróleo em mínima de três meses alivia a inflação à frente, mas o mercado preferiu a cautela: dólar subindo e índice cedendo são sinais de aversão a risco na véspera da decisão de juro. O caso Braskem soma ruído e lembra o risco de alavancagem com a Selic alta.
Dois pregões de queda na véspera da super quarta mostram um mercado defensivo, esperando o tom do Copom e do Fed, dia 17, para definir a direção, com o Focus em Selic 2026 a 13,75%. É interpretação, não garantia.
Maiores altas e baixas
| Maiores altas (geral) | MRVE3 +2,32% · RADL3 +2,20% · NATU3 +1,18% |
| Maiores baixas (geral) | BRKM5 -9,23% · MGLU3 -6,54% · USIM5 -6,20% |
| Entre os 20 mais líquidos | RADL3 +2,20% · RDOR3 +0,83% · SUZB3 +0,80% |
Os números do fechamento
| Ibovespa | -0,45% · ~169.648 pts |
| BOVA11 | -0,74% · R$ 166,35 |
| Dólar | +0,65% · R$ 5,11 |
| Petróleo (Brent BRN1!) | -5,15% · US$ 78,89 · mínima de 3 meses |
| Petrobras | PETR4 -1,33% · PETR3 -0,96% |
| Vale | VALE3 +0,34% · R$ 81,44 |
| Destaque positivo | RADL3 +2,20% · seguros +0,82% |
| Destaque negativo | BRKM5 -9,23% · MGLU3 -6,54% · USIM5 -6,20% |
| Mundo | Brent em mínima de 3 meses · super quarta dia 17 · assina 19/06 |
O que fica no radar
O âncora é a super quarta de amanhã, dia 17: Copom e Fed decidem o juro no mesmo dia, com o Focus em Selic 2026 a 13,75%. O ponto a vigiar é a assinatura do acordo EUA-Irã, marcada para 19/06, que pode confirmar a reabertura de Ormuz e pressionar mais o petróleo. No micro, o ITUB4 tem data-com de JCP em 18/06 e a Braskem (BRKM5) segue no radar pelo risco de recuperação extrajudicial perto dos vencimentos de julho.
