O Ibovespa cai 0,75%, a 167.921,80 pontos, e fecha a semana da reeleição com perda de 18,12%, com Usiminas e CSN nas maiores quedas
O Ibovespa fechou esta sexta-feira em 167.921,80 pontos, queda de 0,75%, no quinto pregão seguido de perda depois da reeleição de Lula. Na semana, o índice perdeu 18,12% sobre o fechamento de 23/10, e outubro terminou com queda de 9,88%. Entre as 85 acompanhadas, foram 24 altas e 60 quedas. A Usiminas e a CSN tiveram as maiores quedas, no dia do balanço e do acordo para vender a cimenteira, e a Vale subiu depois de comentar o trimestre. O dólar à vista estava em R$ 5,4388 depois do encerramento do pregão de ações, alta de 0,97% no painel.
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O índice fechou em 167.921,80 pontos, queda de 0,75%. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 165,40, queda de 0,67%, e o giro das 85 ações foi de R$ 31,90 bilhões.
A Usiminas (USIM5) caiu 8,59%, depois de um lucro de R$ 243 milhões no terceiro trimestre, e a CSN (CSNA3) caiu 8,49%, no dia em que assinou exclusividade para vender a cimenteira. Do outro lado, a CSN Mineração (CMIN3) subiu 8,00% e a Vale (VALE3) subiu 3,28%.
Lá fora, o Nasdaq caiu 2,86%, com a Intel perdendo 28,58% depois do balanço, e o Brent de janeiro ajustou a US$ 113,43, alta de 2,37%. Aqui o dólar à vista estava em R$ 5,4388 depois do encerramento do pregão de ações, alta de 0,97% no painel.
O que moveu o dia
- O aço. A Usiminas informou lucro 43% menor que o do segundo trimestre e prevê resultado menor na siderurgia no quarto, e a CSN assinou exclusividade com a chinesa Huaxin para vender a CSN Cimentos.
- A Vale. A mineradora subiu depois de comentar o trimestre de lucro menor, e a CSN Mineração teve a maior alta do dia.
- Os bancos. O Itaú BBA rebaixou a recomendação do BTG Pactual para neutra e cortou o preço-alvo para R$ 60, e os bancos caíram 2,21% na média.
- A semana. O índice perdeu 18,12% em cinco pregões, e os estrangeiros tiraram cerca de R$ 7,6 bilhões da bolsa nos três primeiros, segundo dados da B3.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Os vinte maiores giros caíram 1,12% na média, contra 0,82% das outras 65 ações.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, seis dos 29 papéis subiram, com a Light na frente.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 30/10/2026: faixas da semanal que vence em 06/11, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas às 16h49 de 30/10, antes do leilão. O quadro ficou com 17 cartões em baixo e 4 em normal, sem nenhum em alto, e nenhum papel mostrou prêmio de evento na semanal. O fundo que replica o Ibovespa tem faixa de R$ 159,89 a R$ 170,91.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 06/11, entre R$ 159,89 e R$ 170,91: até 3,3% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco baixo: proteção abaixo do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 64% menor do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por menos movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 4 estão com a proteção no padrão (risco normal) e 16 abaixo do padrão (risco baixo). A faixa mais larga até sexta, 06/11, tem até 10,8% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 3,5% e é a de CMIG4 (Cemig).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 30/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 06/11: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
No dia em que o índice caiu 0,75%, a mensal de novembro subiu em onze dos vinte papéis e caiu em nove, com mediana de 0,53 ponto a mais. A maior alta foi da B3 (B3SA3), com 17,88 pontos, seguida de CSN e Renner, e as maiores quedas ficaram com Localiza, Usiminas e Bradesco. O quadro ficou com dezessete cartões em baixo e quatro em normal, sem nenhum em alto, e nenhum papel mostrou prêmio de evento na semanal. A Vale (VALE3) desceu de alto para normal depois de explicar o balanço, e a Usiminas (USIM5) desceu de alto para baixo com o resultado já publicado. A CSN (CSNA3) subiu de baixo para normal no dia do acordo de exclusividade da cimenteira. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em baixo, com faixa até 06/11 de R$ 159,89 a R$ 170,91, a mais estreita do quadro, e a mais larga é a da Magazine Luiza (MGLU3), com 10,8% para cada lado. A oscilação implícita mede quanto se espera que as ações oscilem até o vencimento, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Caiu 0,75%, com 24 altas, 60 quedas e uma estável entre as 85 ações.
Alta de 0,97%, depois do encerramento do pregão de ações.
Queda de 0,67%.
Ajuste do dia, alta de 2,37%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 02/11. Feriado de Finados, sem pregão na B3.
- 03 e 04/11. Copom, o primeiro depois da urna, com a Selic em 13,75%, balanços de Itaú e TIM em 3/11, eleição americana de meio de mandato e leilão de fechamento das 17h55 às 18h.
- 05/11. Balanços de Suzano, Localiza, Sabesp e Magazine Luiza.
