O Ibovespa sobe 0,47%, a 205.082,56 pontos, com 64 das 85 ações em alta no último pregão antes do segundo turno, a CSN em alta de 12,41%, o IPCA-15 a 0,32%, o dólar a R$ 4,9792 e o Brent a US$ 116,72
O Ibovespa fechou esta sexta-feira em 205.082,56 pontos, alta de 0,47%, com 64 altas, 20 quedas e uma ação estável entre as 85 acompanhadas. A mediana das 85 subiu 0,85%, mais que o índice, e a CSN teve a maior alta, de 12,41%. O IPCA-15 de outubro veio a 0,32%, contra 0,70% em setembro, os juros futuros caíram em toda a curva, e Nova York fechou em baixa, com o Dow Jones perdendo 1,23%.
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O índice fechou em 205.082,56 pontos, alta de 0,47%. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 201,69, alta de 0,36%, e o giro das 85 ações foi de R$ 31,07 bilhões. A mediana das 85 subiu 0,85%, oito ações subiram mais de 3%, e nenhuma caiu mais de 3,2%.
A CSN (CSNA3) subiu 12,41%, a Usiminas (USIM5) subiu 4,74% e a PetroReconcavo (RECV3) subiu 4,58%. Do outro lado, a Vibra (VBBR3) caiu 3,19% e a WEG (WEGE3) caiu 2,89%.
Lá fora, o Dow Jones caiu 1,23%, e o Brent ajustou a US$ 116,72, alta de 3,14%. Aqui o dólar à vista estava em R$ 4,9792 depois do encerramento do pregão de ações, queda de 1,46% no painel.
O que moveu o dia
- Inflação abaixo do esperado. O IPCA-15 de outubro subiu 0,32%, contra 0,70% em setembro, e os juros futuros caíram em toda a curva.
- A venda dos cimentos. Segundo reportagem publicada em 22/10, a CSN deve assinar em cerca de duas semanas a venda do braço de cimentos, e a ação subiu 12,41%.
- Véspera da urna. Foi o último pregão antes do segundo turno, e a alta se espalhou por 64 das 85 ações.
- Barril em alta. A ameaça do Irã de atacar alvos no Golfo levou o Brent de dezembro a US$ 116,72 no ajuste, o maior valor desde abril.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, catorze subiram e seis caíram.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, o saneamento e os bancos subiram na média, e telecomunicações teve a maior queda.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 23/10/2026: faixas da semanal que vence em 30/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas na tarde de 23/10, com o pregão aberto. O quadro ficou com 10 cartões em extremo, 10 em alto e 1 em normal, e os vinte e um papéis tiveram leitura. O fundo que replica o Ibovespa tem faixa de R$ 179,51 a R$ 223,87.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 30/10, entre R$ 179,51 e R$ 223,87: até 11,0% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco extremo: proteção muito acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 91% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo. O nível subiu uma casa porque a proteção desta semana custa mais de 1,5 vez a do mês, sinal de data marcada.
Das 20 ações do quadro, 9 estão com a proteção muito acima do padrão (risco extremo), 10 acima do padrão (risco alto) e 1 no padrão (risco normal). A faixa mais larga até sexta, 30/10, tem até 24,2% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 5,0% e é a de SUZB3 (Suzano).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 23/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 30/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
A série que forma a faixa passou a ser a semanal de 30/10, que atravessa o segundo turno, e as opções cobram isso: nove papéis tiveram a semanal acima de uma vez e meia a mensal, o que sobe o cartão um degrau por evento. O quadro ficou com dez cartões em extremo, dez em alto e um em normal, com quatro trocas. O BTG Pactual (BPAC11) e a Axia (AXIA3) subiram de alto para extremo, a PRIO (PRIO3) passou de normal para alto, e a Renner (LREN3) desceu de extremo para alto. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em extremo, com faixa até 30/10 de R$ 179,51 a R$ 223,87, com a semanal a 77,88%. Com 24,2% para cada lado, a faixa mais larga é a do Magazine Luiza (MGLU3), e a mais estreita é a da Suzano (SUZB3), com 5,0%. A oscilação implícita mede quanto se espera que as ações oscilem até o vencimento, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Subiu 0,47%, com 64 altas, 20 quedas e uma estável entre as 85 ações.
Queda de 1,46%, depois do encerramento do pregão de ações.
Alta de 0,36%.
Ajuste do dia, alta de 3,14%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 25/10. Segundo turno da eleição.
- 26/10 e 27/10. Gerdau, Focus e data-com da Telefônica Brasil em 26/10, Hypera e crédito das ações da Sabesp aos acionistas da EMAE em 27/10.
- 28/10 a 30/10. Decisão do Fed e Santander em 28/10, Vale e Ambev em 29/10 e vencimento semanal de opções em 30/10.
