O Ibovespa cai 1,15%, a 204.120,12 pontos, com 69 das 85 ações em queda, a Vale e as siderúrgicas na ponta de baixo e o Brent em alta de 4,00%; depois do pregão, o Bradesco informa lucro recorrente de R$ 7,11 bilhões
O Ibovespa fechou esta quinta-feira em 204.120,12 pontos, queda de 1,15%, com 15 altas, 69 quedas e uma ação estável entre as 85 acompanhadas. A mineração e a siderurgia tiveram o pior dia entre os blocos, com o minério em queda em Dalian, e Nova York caiu com a dúvida sobre os gastos em inteligência artificial. A mediana das 85 caiu 1,16%, a CSN teve a maior queda, de 5,43%, e a Vale caiu 3,97%.
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O índice fechou em 204.120,12 pontos, queda de 1,15%. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 200,96, queda de 1,25%, e o giro das 85 ações foi de R$ 26,14 bilhões. A mediana das 85 caiu 1,16%, nove ações caíram mais de 3%, e nenhuma subiu mais de 3%.
A CSN (CSNA3) caiu 5,43%, a Usiminas (USIM5) caiu 4,81% e a Vale (VALE3) caiu 3,97%, com o minério mais fraco. Do outro lado, a BB Seguridade (BBSE3) subiu 2,05% e renovou a máxima de 52 semanas, e a PRIO (PRIO3) subiu 1,85%.
Lá fora, o Nasdaq caiu 2,60%, e o Brent ajustou a US$ 113,17, alta de 4,00%. Aqui o dólar à vista estava em R$ 5,0529 depois do encerramento do pregão de ações, alta de 0,56% no painel.
O que moveu o dia
- Minério mais fraco. O contrato mais negociado em Dalian caiu 1,62%, para 669 iuanes por tonelada, e a mineração e a siderurgia caíram 2,66% na média.
- Tecnologia lá fora. A Meta e a Tesla levantaram dúvida sobre o retorno dos gastos com inteligência artificial, e o Nasdaq perdeu 2,60%.
- Barril em alta. Ataques houthis a instalações de energia na Arábia Saudita levaram o Brent de dezembro a US$ 113,17 no ajuste.
- Bradesco depois do pregão. Lucro recorrente de R$ 7,11 bilhões no terceiro trimestre, alta de 14,6% em um ano, com a inadimplência acima de 90 dias em 4,6%.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, quatro subiram e dezesseis caíram.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, telecomunicações e seguros subiram na média, e os bancos tiveram a maior queda.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 22/10/2026: faixas da semanal que vence em 23/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas na tarde de 22/10, com o pregão aberto. O quadro ficou com 10 cartões em alto, 2 em normal e 9 em extremo, e os vinte e um papéis tiveram leitura. O fundo que replica o Ibovespa tem faixa de R$ 196,63 a R$ 205,29.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 23/10, entre R$ 196,63 e R$ 205,29: até 2,2% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco extremo: proteção muito acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 94% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 8 estão com a proteção muito acima do padrão (risco extremo), 10 acima do padrão (risco alto) e 2 no padrão (risco normal). A faixa mais larga até sexta, 23/10, tem até 8,6% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 1,7% e é a de PRIO3 (PRIO).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 22/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 23/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
O quadro passou a dez cartões em alto, dois em normal e nove em extremo, com sete trocas. Seis subiram de alto para extremo, e quatro delas são do sistema financeiro. O Bradesco (BBDC4) divulga o balanço do terceiro trimestre depois do fechamento de 22/10, e a semanal que vence em 23/10 ficou a 99,97%, mais de uma vez e meia a mensal, o que sobe o cartão um degrau por evento. Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e B3 (B3SA3) foram junto, e a implícita mensal subiu em dezenove dos vinte papéis, com mediana de 2,74 pontos. Ambev (ABEV3) e Localiza (RENT3) completam as subidas a extremo, e a Suzano (SUZB3) passou de normal para alto. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em extremo, com faixa até 23/10 de R$ 196,63 a R$ 205,29. Com 8,6% para cada lado, a faixa mais larga é a do Magazine Luiza (MGLU3), e a mais estreita é a da PRIO (PRIO3), com 1,7%. A oscilação implícita mede quanto se espera que as ações oscilem até o vencimento, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Caiu 1,15%, com 15 altas, 69 quedas e uma estável entre as 85 ações.
Alta de 0,56%, depois do encerramento do pregão de ações.
Queda de 1,25%.
Ajuste do dia, alta de 4,00%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 23/10. IPCA-15 de outubro, vencimento semanal de opções, último pregão da EMAE e teleconferência do Bradesco.
- 25/10. Segundo turno da eleição.
- 26/10 a 29/10. Gerdau e data-com da Telefônica Brasil em 26/10, decisão do Fed em 28/10 e Vale em 29/10.
