O Ibovespa cai 0,17%, a 205.079,25 pontos, com a Petrobras e os grandes bancos em queda enquanto 55 das 85 ações sobem; o dólar cai 0,51%, a R$ 5,0406, depois do encerramento do pregão de ações
O Ibovespa fechou esta segunda-feira em 205.079,25 pontos, queda de 0,17%, com 55 altas e 30 quedas entre as 85 ações acompanhadas. A Petrobras caiu 2,82% depois da máxima de sexta, com o Brent quase estável, e o varejo e a construção subiram forte depois de o Citi cortar o custo de capital do setor pela queda dos juros longos. A mediana das 85 subiu 0,80%.
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O índice fechou em 205.079,25 pontos, queda de 0,17%. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 202,42, alta de 0,06%, e o giro das 85 ações foi de R$ 21,90 bilhões. A mediana das 85 subiu 0,80%, então a ação típica subiu mais que o índice.
A queda veio dos maiores pesos. A Petrobras (PETR4) caiu 2,82%, e o Bradesco (BBDC4) caiu 1,28%, na quinta queda seguida. Do outro lado, a Azzas 2154 (AZZA3) subiu 13,25% depois de o Citi elevar a recomendação para compra, e a MRV (MRVE3) subiu 10,94%. A MBRF (MBRF3) caiu 4,11% com o foco de doença de Newcastle em Santa Catarina.
Lá fora, o Nasdaq subiu 1,11% com a volta das ações de tecnologia, e a Europa caiu, puxada pelos bancos. O Brent ajustou a US$ 109,55, queda de 0,28%. Aqui o dólar à vista estava em R$ 5,0406 depois do encerramento do pregão de ações, queda de 0,51%.
O que moveu o dia
- Citi no varejo. O banco cortou em cerca de 150 pontos-base o custo de capital do setor pela queda dos juros longos e elevou a Azzas 2154 e o Magazine Luiza para compra.
- Petrobras depois da máxima. As duas classes caíram perto de 3% com o Brent de dezembro em queda de só 0,28%.
- Newcastle em Santa Catarina. O Ministério da Agricultura confirmou um foco da doença numa criação de perus e avisou os parceiros comerciais, entre eles a China.
- Focus e IGP-10. O boletim manteve a Selic projetada em 13,25% no fim do ano, e o IGP-10 de outubro subiu 1,76%.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, onze subiram e nove caíram.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, os seguros tiveram a maior queda, e bancos e saneamento subiram.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 19/10/2026: faixas da semanal que vence em 23/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas na tarde de 19/10, com o pregão aberto. O quadro ficou com 17 cartões em alto e 4 em normal, e os vinte e um papéis tiveram leitura. O fundo que replica o Ibovespa tem razão de 1,47, com faixa de R$ 195,36 a R$ 209,48.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 23/10, entre R$ 195,36 e R$ 209,48: até 3,5% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco alto: proteção acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 47% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 16 estão com a proteção acima do padrão (risco alto) e 4 no padrão (risco normal). A faixa mais larga até sexta, 23/10, tem até 9,7% para cada lado e é a de CSNA3 (CSN); a mais estreita tem até 3,3% e é a de ABEV3 (Ambev).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 19/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 23/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
O quadro manteve dezessete cartões em alto e quatro em normal, com duas trocas: o Bradesco (BBDC4) subiu de normal para alto a três dias do balanço, e a CSN (CSNA3) desceu de alto para normal. O fundo que replica o índice (BOVA11) seguiu em alto, com razão de 1,47 e faixa até 23/10 de R$ 195,36 a R$ 209,48, ou 3,5% para cada lado. A faixa mais larga tem 9,7% para cada lado e é a da CSN. Entre as ações, a mais estreita tem 3,3% e é a da Ambev (ABEV3). A oscilação implícita mede quanto se espera que as ações oscilem até o vencimento, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Caiu 0,17%, com 55 altas e 30 quedas entre as 85 ações.
Queda de 0,51%, depois do encerramento do pregão de ações.
Alta de 0,06%.
Ajuste do dia, queda de 0,28%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 20/10 a 22/10. Data-com do Santander em 20/10, WEG e liquidação da oferta da Braskem em 21/10 e Bradesco em 22/10.
- 23/10. IPCA-15 de outubro, vencimento semanal de opções e último pregão da EMAE.
- 25/10 a 28/10. Segundo turno em 25/10, Gerdau e data-com da Telefônica Brasil em 26/10 e decisão do Fed em 28/10.
