O Ibovespa sobe 0,54%, a 205.430,33 pontos, e interrompe três quedas com a Petrobras na máxima de 52 semanas e o Brent a US$ 109,86; o dólar cai 0,69%, a R$ 5,0628, depois do encerramento do pregão de ações
O Ibovespa fechou esta sexta-feira em 205.430,33 pontos, alta de 0,54%, e interrompeu três quedas seguidas, com 38 altas, 44 quedas e três estáveis entre as 85 ações acompanhadas. O Brent de dezembro ajustou a US$ 109,86, alta de 3,72%, e a Petrobras subiu 4,04%, enquanto os grandes bancos caíram juntos e Nova York fechou em queda, com o Nasdaq em baixa de 2,15%.
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O índice fechou em 205.430,33 pontos, alta de 0,54%. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 202,30, alta de 0,45%, e o giro das 85 ações foi de R$ 30,32 bilhões. A mediana das 85 caiu 0,15%, então o índice subiu mais que a ação típica.
A alta veio do petróleo e de uma notícia de varejo. A Petrobras (PETR4) subiu 4,04% e fechou na máxima de 52 semanas, e o Magazine Luiza (MGLU3) subiu 6,93%, com a parceria para vender na Shopee. Do outro lado, a Braskem (BRKM5) caiu 6,48% no dia do leilão da oferta pública, e a CSN (CSNA3) caiu 3,51%, depois de o Goldman Sachs cortar o preço-alvo.
Lá fora, o Nasdaq caiu 2,15% com a venda de ações de inteligência artificial, e a Europa fechou em alta. O Brent ajustou a US$ 109,86, alta de 3,72%. Aqui o dólar à vista estava em R$ 5,0628 depois do encerramento do pregão de ações, queda de 0,69%.
O que moveu o dia
- Brent acima de US$ 109. A Rússia suspendeu a refinaria de Ryazan, uma das principais do país, depois de ataque de drone, e o contrato de dezembro ajustou com alta de 3,72%.
- Petrobras na máxima. As duas classes da ação renovaram a máxima de 52 semanas pelo histórico oficial da B3.
- Bancos em bloco. O Bradesco, o Itaú e o Banco do Brasil caíram juntos, e a ação ordinária do Bradesco negociou 2,6 vezes a média de vinte pregões.
- IBC-Br de agosto. A prévia do PIB do Banco Central cresceu 0,3% sobre julho, e os juros futuros recuaram em toda a curva.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, dez subiram e dez caíram.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, os bancos caíram e os outros quatro grupos subiram.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 16/10/2026: faixas da semanal que vence em 23/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas entre 16h30 e 16h33, com o pregão aberto, no dia do vencimento das opções de outubro. O quadro ficou com 17 cartões em alto e 4 em normal, e os vinte e um papéis tiveram leitura. O fundo que replica o Ibovespa tem razão de 1,43, com faixa de R$ 193,72 a R$ 210,88.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 23/10, entre R$ 193,72 e R$ 210,88: até 4,2% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco alto: proteção acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 43% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 16 estão com a proteção acima do padrão (risco alto) e 4 no padrão (risco normal). A faixa mais larga até sexta, 23/10, tem até 19,4% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 3,6% e é a de ABEV3 (Ambev).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 16/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 23/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
No dia do vencimento, a faixa das ações passou a ser medida pela série semanal de 23/10, e o nível, pela mensal de novembro. Com a série nova, o quadro ficou com dezessete cartões em alto e quatro em normal, porque a mensal de novembro atravessa o segundo turno, em 25/10, e cobra mais que a oscilação que as ações entregaram nos últimos meses. O fundo que replica o índice (BOVA11) foi de normal para alto, com razão de 1,43 e faixa até 23/10 de R$ 193,72 a R$ 210,88, ou 4,2% para cada lado. A faixa mais larga tem 19,4% para cada lado e é a do Magazine Luiza (MGLU3). Entre as ações, a mais estreita tem 3,6% e é a da Ambev (ABEV3). A oscilação implícita mede quanto se espera que as ações oscilem até o vencimento, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Subiu 0,54%, com 38 altas, 44 quedas e três estáveis entre as 85 ações.
Queda de 0,69%, depois do encerramento do pregão de ações.
Alta de 0,45%.
Ajuste do dia, alta de 3,72%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 19/10. Boletim Focus às 08h25 e fim do prazo de retirada dos acionistas da EMAE.
- 20/10 a 23/10. Data-com do Santander em 20/10, WEG em 21/10, Bradesco em 22/10, IPCA-15 e vencimento semanal de opções em 23/10.
- 25/10 a 28/10. Segundo turno em 25/10, data-com da Telefônica Brasil em 26/10 e decisão do Fed em 28/10.
