O Ibovespa cai 0,18%, a 206.505,98 pontos, com a inflação americana acima do esperado e a Petrobras na máxima de 52 semanas segurando o índice; o dólar sobe 0,46%, a R$ 5,0503, depois do encerramento do pregão de ações
O Ibovespa fechou esta quarta-feira em 206.505,98 pontos, queda de 0,18%, com 29 altas, 55 quedas e uma estável entre as 85 ações acompanhadas. A inflação ao consumidor dos Estados Unidos subiu 3,7% em doze meses, acima dos 3,6% esperados, Nova York caiu e as ações mais sensíveis a juros devolveram parte da alta, enquanto a Petrobras subiu e renovou a máxima de 52 semanas.
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O índice fechou em 206.505,98 pontos, queda de 0,18%. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 203,65, alta de 0,02%, e o giro das 85 ações foi de R$ 31,59 bilhões. A média simples das 85 caiu 0,71%, pior que a do índice.
A queda veio de quem depende de juro e de crédito. A Usiminas (USIM5) caiu 4,76%, depois de o Citi cortar o preço-alvo, o Magazine Luiza (MGLU3), 4,49%, e a Cyrela (CYRE3), 4,31%, com a prévia do trimestre. Do outro lado, a Petrobras (PETR4) subiu 2,22% e a PRIO (PRIO3), 2,29%, as duas com preço-alvo elevado pelo Bank of America.
Lá fora, o S&P 500 caiu 1,10% e o Nasdaq, 1,88%, depois da inflação. O Brent ajustou a US$ 106,06, alta de 0,35%, com uma mina em Ormuz. O dólar subiu contra moedas fortes e contra o rand sul-africano. Aqui o dólar à vista estava em R$ 5,0503 depois do encerramento do pregão de ações, alta de 0,46%.
O que moveu o dia
- Inflação americana acima do esperado. O índice de preços ao consumidor subiu 3,7% em doze meses até setembro, contra 3,6% esperados, e o núcleo foi a 2,6%, contra 2,5%.
- Juro longo em alta. O contrato de juro futuro de janeiro de 2035 foi a 12,655%, contra 12,615% na véspera, e o de janeiro de 2029 caiu a 12,480%.
- Bank of America no petróleo. O banco elevou o preço-alvo da Petrobras de R$ 55 para R$ 70 e o da PRIO de R$ 71 para R$ 74.
- Empate técnico na Quaest. Depois do fechamento, a pesquisa mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 46% e Lula (PT) com 44% no segundo turno.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, sete subiram e treze caíram.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, 12 das 29 ações subiram e 16 caíram.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 14/10/2026: faixas da mensal que vence em 16/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas entre 17h37 e 17h41, depois do leilão. O quadro ficou com 4 cartões em baixo e 5 em normal, e doze papéis ficaram sem leitura por falta de oferta dos dois lados nas opções. O fundo que replica o Ibovespa tem razão de 0,72, com faixa de R$ 200,12 a R$ 207,18.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 16/10, entre R$ 200,12 e R$ 207,18: até 1,7% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco baixo: proteção abaixo do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 28% menor do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por menos movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 5 estão com a proteção no padrão (risco normal), 3 abaixo do padrão (risco baixo) e 12 ficaram sem leitura. A faixa mais larga até sexta, 16/10, tem até 4,5% para cada lado e é a de B3SA3 (B3); a mais estreita tem até 1,9% e é a de CMIG4 (Cemig).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 14/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 16/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que o índice caiu 0,18%, com 29 altas, 55 quedas e uma estável entre as 85 ações, o preço de oscilação da mensal de outubro subiu em cinco dos sete papéis com leitura nos dois dias e caiu em dois, com mediana de alta de 1,82 ponto. As maiores altas foram no Itaú (ITUB4), de 11,50 pontos, e no Banco do Brasil (BBAS3), de 8,72; as quedas, na B3 (B3SA3), de 8,77 pontos, e na Petrobras (PETR4), de 3,23. O quadro ficou com quatro cartões em baixo e cinco em normal, nenhum em alto, e doze papéis ficaram sem leitura. Mudaram de nível o Itaú, o Banco do Brasil e a Ambev (ABEV3), de baixo para normal, e a Axia (AXIA3), que estava sem leitura e voltou em normal. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em baixo, com razão de 0,72, contra 0,59 na véspera, e faixa até 16/10 de R$ 200,12 a R$ 207,18, ou 1,7% para cada lado. A faixa mais larga tem 4,5% para cada lado e é a da B3. Entre as ações, a mais estreita tem 1,9% e é a da Cemig (CMIG4). Isso mede quanto se espera que as ações oscilem até sexta, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Caiu 0,18%, com 29 altas, 55 quedas e uma estável entre as 85 ações.
Alta de 0,46%, depois do encerramento do pregão de ações.
Alta de 0,02%.
Ajuste do dia, alta de 0,35%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 15/10. Vendas do varejo de agosto pelo IBGE, vendas no varejo e preços ao produtor dos Estados Unidos e data-com dos dividendos do Iguatemi.
- 16/10. Vencimento mensal de opções, leilão da oferta pública da Braskem e fim da janela de conversão da Axia.
- 20/10 a 25/10. Data-com do Santander em 20/10, WEG em 21/10, Bradesco em 22/10, IPCA-15 em 23/10 e segundo turno em 25/10.
