O Ibovespa cai 1,04%, a 206.887,52 pontos, com consumo e elétricas em queda e os juros futuros em alta depois de duas pesquisas com empate técnico no segundo turno; o dólar sobe 0,81%, a R$ 5,0270, no encerramento do pregão de ações
O Ibovespa fechou esta terça-feira em 206.887,52 pontos, queda de 1,04%, com 20 altas e 65 quedas entre as 85 ações acompanhadas, no primeiro pregão depois do feriado. Duas pesquisas mostraram empate técnico no segundo turno, os juros futuros subiram e quem depende de crédito e de consumo devolveu parte da alta da semana passada. A Vamos caiu 11,22% e a PRIO subiu 3,58%, e o dólar à vista subiu 0,81%, a R$ 5,0270.
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O índice fechou em 206.887,52 pontos, queda de 1,04%, depois de oscilar entre 209.071,98 e 206.146,15 pontos. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 203,60, queda de 0,95%, e o giro das 85 ações foi de R$ 32,98 bilhões.
A queda veio de quem depende de juro e de consumo. A Vamos (VAMO3) caiu 11,22%, a YDUQS (YDUQ3), 8,45%, e as Lojas Renner (LREN3), 8,03%. Na ponta de cima ficaram a PRIO (PRIO3), com 3,58%, e a Braskem (BRKM5), com 2,75%, e a Petrobras fechou na máxima de 52 semanas.
Lá fora, Nova York fechou em leve queda, com os bancos pesando no primeiro dia de balanços, e o Brent ajustou a US$ 105,69, queda de 0,90%. O dólar caiu contra moedas fortes e contra o rand sul-africano, e subiu contra o real.
O que moveu o dia
- Empate técnico nas pesquisas. A BTG/Nexus mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 48% e Lula (PT) com 45%, e a PoderData/AYA, 51% a 49% dos votos válidos, os dois empates técnicos no segundo turno.
- Juro futuro em alta. O contrato de janeiro de 2031 foi a 12,515%, contra 12,231% no ajuste de sexta, e o de janeiro de 2029, a 12,505%, contra 12,221%.
- Escala 6x1 no Senado. A proposta que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais tem a primeira votação no plenário prevista para 14/10, e o custo trabalhista entrou na conta do varejo.
- Caixa extra na Petrobras. Depois do fechamento, a Petrobras informou que vai receber cerca de US$ 859 milhões das sócias em Berbigão e Sururu até novembro.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, seis subiram e catorze caíram.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, 24 das 29 ações caíram.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 13/10/2026: faixas da mensal que vence em 16/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas entre 16h55 e 17h00. O quadro ficou com 11 cartões em baixo, 3 em normal, 1 em alto, o da CSN, e 6 sem leitura, e o fundo que replica o Ibovespa tem razão de 0,59, com faixa de R$ 199,94 a R$ 207,26.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 16/10, entre R$ 199,94 e R$ 207,26: até 1,8% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco baixo: proteção abaixo do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 41% menor do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por menos movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 1 está com a proteção acima do padrão (risco alto), 3 no padrão (risco normal), 10 abaixo do padrão (risco baixo) e 6 ficaram sem leitura. A faixa mais larga até sexta, 16/10, tem até 9,5% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 2,0% e é a de ABEV3 (Ambev).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 13/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 16/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que o índice caiu 1,04%, com 20 altas e 65 quedas entre as 85 ações, o preço de oscilação da mensal de outubro caiu em dez dos catorze papéis com leitura nos dois dias e subiu em quatro, com mediana de queda de 3,75 pontos. As maiores quedas foram no Magazine Luiza (MGLU3), de 25,86 pontos, no Bradesco (BBDC4), de 11,55, e no BTG (BPAC11), de 7,14; as maiores altas, na B3 (B3SA3), de 11,02 pontos, na CSN (CSNA3), de 9,08, e na PRIO (PRIO3), de 5,14. O quadro ficou com onze cartões em baixo, três em normal e um em alto, e seis papéis ficaram sem leitura. Mudaram de nível a CSN, de normal para alto, com razão de 1,27, a Vale (VALE3), de alto para normal, a Suzano (SUZB3), de baixo para normal, e a Ambev (ABEV3), o Magazine Luiza e a Cemig (CMIG4), de normal para baixo. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em baixo, com razão de 0,59, contra 0,79 na véspera, e faixa até 16/10 de R$ 199,94 a R$ 207,26, ou 1,8% para cada lado: a faixa ficou mais estreita porque passou a cobrir só os três pregões até o vencimento. A faixa mais larga tem 9,5% para cada lado e é a do Magazine Luiza. Entre as ações, a mais estreita tem 2,0% e é a da Ambev. Isso mede quanto se espera que as ações oscilem até sexta, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Caiu 1,04%, com 20 altas e 65 quedas entre as 85 ações.
Alta de 0,81%, no encerramento do pregão de ações.
Queda de 0,95%.
Ajuste do dia, queda de 0,90%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 14/10. Primeira votação da escala 6x1 no Senado, inflação americana de setembro e início da janela de conversão da Axia.
- 15/10. Data-com dos dividendos do Iguatemi.
- 16/10 a 25/10. Vencimento mensal de opções e leilão da oferta pública da Braskem em 16/10, data-com do Santander em 20/10, IPCA-15 em 23/10 e segundo turno em 25/10.
