Fechamento de Mercado · 02/10/2026

O Ibovespa sobe 2,63%, a 192.114,55 pontos, no maior nível desde abril, com 80 das 85 ações em alta depois do emprego americano fraco; o dólar fecha em queda de 0,26%, a R$ 5,2104

O Ibovespa fechou esta sexta-feira, último pregão antes do primeiro turno, em 192.114,55 pontos, alta de 2,63%, ganho de 4.917,09 pontos e o maior nível desde abril. O dia começou com o relatório de emprego americano, 29 mil vagas em setembro contra 90 mil esperadas, e terminou com 80 das 85 ações acompanhadas em alta. O dólar à vista caiu 0,26%, a R$ 5,2104, e os juros futuros fecharam em queda nos vencimentos de 2027 a 2031.

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Como foi o pregão

O Ibovespa fechou em 192.114,55 pontos, alta de 2,63%, com giro de R$ 31,45 bilhões nas 85 ações acompanhadas, contra R$ 26,35 bilhões em 01/10. Foram 80 altas e 5 quedas, sem estáveis; a média simples subiu 2,86% e a mediana, 2,72%. Foi a quarta alta seguida, e na semana o índice subiu 4,71%. O dólar à vista fechou em R$ 5,2104, queda de 0,26%. O fundo que replica o índice fechou a R$ 190,00, alta de 3,03%.

O consumo teve a melhor média entre os blocos, alta de 3,39%, com 19 altas em 20, e o petróleo, a menor, de 2,36%, com o Brent praticamente parado. O financeiro concentrou 27,9% de todo o giro, com os catorze papéis em alta. A maior alta das 85 foi a da Hapvida, de 11,91%, depois de a Bloomberg noticiar que a companhia estuda vender hospitais e alugá-los de volta, e a maior queda, a da Braskem, de 1,71%.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

20 mais líquidos

Entre as vinte ações de maior giro, dezenove subiram e só a Copasa caiu. Na ponta de cima ficaram a WEG, o Bradesco e o BTG Pactual, e na de baixo, além da Copasa, as menores altas foram da Vibra e da Embraer.

MAIORES ALTAS
WEGE3+3,81%
BBDC4+3,64%
BPAC11+3,64%
RENT3+3,62%
BBDC3+3,34%
MAIORES BAIXAS
CSMG3-0,90%
VBBR3+0,50%
EMBJ3+1,26%
UGPA3+1,37%
ITUB4+1,54%

BESST

No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, 28 das 29 ações subiram e só a Copasa caiu. Quatro das cinco maiores altas vieram de elétricas e saneamento, e as menores altas foram do Santander e do Itaú.

MAIORES ALTAS
AURE3+4,86%
SAPR11+4,82%
EGIE3+4,03%
ENGI11+3,67%
BBDC4+3,64%
MAIORES BAIXAS
CSMG3-0,90%
SANB11+0,68%
ITUB4+1,54%
IRBR3+1,70%
TIMS3+1,81%

Mercado geral

Nas 85 acompanhadas, 80 altas e 5 quedas, com média simples de alta de 2,86% e mediana de 2,72%. A maior alta, a da Hapvida, veio com a notícia do estudo de venda de hospitais, e a Natura subiu sem fato publicado; a maior queda foi a da Braskem.

MAIORES ALTAS
HAPV3+11,91%
NATU3+10,37%
VIVA3+5,62%
USIM5+5,50%
VAMO3+5,33%
MAIORES BAIXAS
BRKM5-1,71%
FLRY3-1,05%
CSMG3-0,90%
BEEF3-0,51%
ASAI3-0,09%

Radar de Risco do dia

Grades capturadas a partir das 16h20 de 02/10/2026, antes do leilão de fechamento. A faixa passou a sair da semanal que vence em 09/10 e atravessa o primeiro turno; a implícita mensal subiu em 19 dos 20 papéis com leitura nos dois dias, e são doze em extremo, contando o BOVA11. Em quatro papéis a série veio sem número no cabeçalho da grade, e o preço de oscilação foi calculado pelo Radar com os preços de compra e venda impressos na própria grade. Faixas até o vencimento semanal de 09/10.

Entenda em 30 segundos
1
A proteção

Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.

2
A faixa

Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.

3
O nível

Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.

Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.

Exemplo: o índice na semana
BOVA11o fundo que replica o Ibovesparisco extremo
ponta de baixoR$ 177,46
fechou em 02/10R$ 190,00
ponta de cimaR$ 202,54

Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 09/10, entre R$ 177,46 e R$ 202,54: até 6,6% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.

Risco extremo: proteção muito acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 125% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.

O quadro de 02/10 em uma olhada
11 muito acima do padrão5 acima do padrão4 no padrão

Das 20 ações do quadro, 11 estão com a proteção muito acima do padrão (risco extremo), 5 acima do padrão (risco alto) e 4 no padrão (risco normal). A faixa mais larga até sexta, 09/10, tem até 16,0% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 4,1% e é a de SUZB3 (Suzano).

Como ler cada cartão
risco baixoabaixo do padrão
risco normalno padrão
risco altoacima do padrão
risco extremomuito acima do padrão
  • A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
  • O preço é o do fechamento de 02/10.
  • A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 09/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
  • Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
PETR4risco extremo
Petrobras · petróleo, câmbio e política de preçosR$ 51,17 no fechamento de 02/10
até 7,9% para cada ladofaixa até 09/10R$ 47,14 a R$ 55,20
VALE3risco alto
Vale · minério de ferro e demanda chinesaR$ 72,10 no fechamento de 02/10
até 5,3% para cada ladofaixa até 09/10R$ 68,29 a R$ 75,91
ITUB4risco extremo
Itaú Unibanco · crédito, inadimplência e margemR$ 44,83 no fechamento de 02/10
até 7,7% para cada ladofaixa até 09/10R$ 41,36 a R$ 48,30
BBDC4risco extremo
Bradesco · crédito, inadimplência e margemR$ 19,23 no fechamento de 02/10
até 8,4% para cada ladofaixa até 09/10R$ 17,61 a R$ 20,85
BBAS3risco extremo
Banco do Brasil · crédito rural, provisão e políticaR$ 23,72 no fechamento de 02/10
até 10,9% para cada ladofaixa até 09/10R$ 21,14 a R$ 26,30
ABEV3risco extremo
Ambev · consumo, custo de insumo e câmbioR$ 15,84 no fechamento de 02/10
até 5,6% para cada ladofaixa até 09/10R$ 14,96 a R$ 16,72
MGLU3risco alto
Magazine Luiza · varejo alavancado, sensível a juroR$ 7,61 no fechamento de 02/10
até 16,0% para cada ladofaixa até 09/10R$ 6,39 a R$ 8,83
PRIO3risco normal
PRIO · produção de petróleo e BrentR$ 63,01 no fechamento de 02/10
até 5,8% para cada ladofaixa até 09/10R$ 59,37 a R$ 66,65
Ver as outras 12 ações do quadro
B3SA3risco extremo
B3 · volume negociado e apetite por riscoR$ 19,00 no fechamento de 02/10
até 10,6% para cada ladofaixa até 09/10R$ 16,98 a R$ 21,02
BPAC11risco extremo
BTG Pactual · banco de investimento e mercado de capitaisR$ 66,02 no fechamento de 02/10
até 7,3% para cada ladofaixa até 09/10R$ 61,23 a R$ 70,81
WEGE3risco alto
WEG · indústria global e câmbioR$ 51,45 no fechamento de 02/10
até 6,9% para cada ladofaixa até 09/10R$ 47,89 a R$ 55,01
SUZB3risco normal
Suzano · celulose em dólar e custo de caixaR$ 44,35 no fechamento de 02/10
até 4,1% para cada ladofaixa até 09/10R$ 42,51 a R$ 46,19
RENT3risco extremo
Localiza · juro, preço de carro usado e frotaR$ 41,48 no fechamento de 02/10
até 10,0% para cada ladofaixa até 09/10R$ 37,35 a R$ 45,61
LREN3risco extremo
Lojas Renner · varejo de vestuário e rendaR$ 11,76 no fechamento de 02/10
até 10,5% para cada ladofaixa até 09/10R$ 10,53 a R$ 12,99
GGBR4risco alto
Gerdau · aço, importação chinesa e construçãoR$ 26,10 no fechamento de 02/10
até 4,8% para cada ladofaixa até 09/10R$ 24,85 a R$ 27,35
CSNA3risco normal
CSN · aço, minério e alavancagemR$ 6,17 no fechamento de 02/10
até 13,1% para cada ladofaixa até 09/10R$ 5,36 a R$ 6,98
HAPV3risco normal
Hapvida · sinistralidade, judicialização e reajusteR$ 7,80 no fechamento de 02/10
até 12,7% para cada ladofaixa até 09/10R$ 6,81 a R$ 8,79
CMIG4risco extremo
Cemig · tarifa, regulação e distribuiçãoR$ 11,41 no fechamento de 02/10
até 6,9% para cada ladofaixa até 09/10R$ 10,62 a R$ 12,20
AXIA3risco extremo
Axia Energia · geração, transmissão e regulaçãoR$ 56,90 no fechamento de 02/10
até 5,0% para cada ladofaixa até 09/10R$ 54,04 a R$ 59,76
USIM5risco alto
Usiminas · aço plano, indústria e importaçãoR$ 7,48 no fechamento de 02/10
até 8,8% para cada ladofaixa até 09/10R$ 6,82 a R$ 8,14
Leitura técnica do dia · BOVA11

Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.

Num pregão em que o índice subiu 2,63% com 80 altas e 5 quedas entre as 85 ações, o preço de oscilação da mensal de outubro subiu em dezenove dos vinte papéis que têm leitura nos dois dias e caiu em um, com mediana de alta de 3,22 pontos. A maior alta foi na Magazine Luiza (MGLU3), de 12,46 pontos, seguida pela Hapvida (HAPV3), de 8,53, com a mensal calculada pela grade, e pela Localiza (RENT3), de 7,49; a Gerdau (GGBR4) subiu 4,96 pontos e passou de normal para alto. A única queda foi na Lojas Renner (LREN3), de 0,75 ponto. Contando o fundo que replica o índice, são doze em extremo, entre eles o Itaú (ITUB4) e a Cemig (CMIG4), cujas semanais vieram sem número no cabeçalho e foram calculadas pela grade. A faixa passou a ir até 09/10 e atravessa o primeiro turno, e por isso é bem mais larga que a da véspera, que vencia em um dia: a mais larga é a da Magazine Luiza, com 16,0% para cada lado, seguida pela da CSN (CSNA3), com 13,1% para cada lado, e a mais estreita é a da Suzano (SUZB3), com 4,1% para cada lado. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em extremo, com razão de 2,25, contra 2,28 na véspera, e faixa até 09/10 de R$ 177,46 a R$ 202,54, ou 6,6% para cada lado; a semanal que forma essa faixa marca 47,09% ao ano, contra 39,44% da mensal. Das 20 faixas montadas para o vencimento de 02/10, 15 ficaram para trás pelo lado de cima com a alta do pregão. Leitura do Radar, sem chamada de direção: a semanal mais cara que a mensal é o mercado cobrando pelo domingo de eleição dentro da semana, e a proteção não barateou num pregão de alta forte do índice; isso mede quanto se espera que as ações oscilem, e não para que lado.

Glossário rápido dos termos técnicos
Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
Razão
O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
Série semanal e série mensal
Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
Ponto
A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
Degrau
Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.

Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.

Os números do fechamento

Ibovespa192.114,55

alta de 2,63% no dia, 4.917,09 pontos acima do fechamento de 01/10, no maior nível desde abril

Dólar à vistaR$ 5,2104

queda de 0,26% no fechamento

BrentUS$ 102,25

contrato de dezembro, queda de 0,06% no ajuste

Emprego americano29 mil

vagas criadas em setembro, contra 90 mil esperadas, com o desemprego em 4,2%

Amplitude80 x 5

altas contra quedas nas 85 ações, sem estáveis

O que fica no radar