O Ibovespa sobe 2,63%, a 192.114,55 pontos, no maior nível desde abril, com 80 das 85 ações em alta depois do emprego americano fraco; o dólar fecha em queda de 0,26%, a R$ 5,2104
O Ibovespa fechou esta sexta-feira, último pregão antes do primeiro turno, em 192.114,55 pontos, alta de 2,63%, ganho de 4.917,09 pontos e o maior nível desde abril. O dia começou com o relatório de emprego americano, 29 mil vagas em setembro contra 90 mil esperadas, e terminou com 80 das 85 ações acompanhadas em alta. O dólar à vista caiu 0,26%, a R$ 5,2104, e os juros futuros fecharam em queda nos vencimentos de 2027 a 2031.
📥Newsletter desta ediçãoA versão que foi para o e-mail, com o Olho no Setor do dia. 🧭Cenário do diaA leitura completa em vigor neste dia: os vetores macro e como cada setor tende a reagir.Como foi o pregão
O Ibovespa fechou em 192.114,55 pontos, alta de 2,63%, com giro de R$ 31,45 bilhões nas 85 ações acompanhadas, contra R$ 26,35 bilhões em 01/10. Foram 80 altas e 5 quedas, sem estáveis; a média simples subiu 2,86% e a mediana, 2,72%. Foi a quarta alta seguida, e na semana o índice subiu 4,71%. O dólar à vista fechou em R$ 5,2104, queda de 0,26%. O fundo que replica o índice fechou a R$ 190,00, alta de 3,03%.
O consumo teve a melhor média entre os blocos, alta de 3,39%, com 19 altas em 20, e o petróleo, a menor, de 2,36%, com o Brent praticamente parado. O financeiro concentrou 27,9% de todo o giro, com os catorze papéis em alta. A maior alta das 85 foi a da Hapvida, de 11,91%, depois de a Bloomberg noticiar que a companhia estuda vender hospitais e alugá-los de volta, e a maior queda, a da Braskem, de 1,71%.
O que moveu o dia
- O emprego americano veio fraco. Os Estados Unidos criaram 29 mil vagas em setembro, contra 90 mil esperadas, e o desemprego subiu de 4,1% para 4,2%, segundo o Departamento do Trabalho, com julho e agosto revisados para baixo em 60 mil vagas. Nova York fechou em alta nos três índices, com o Nasdaq subindo 1,19%.
- Juros futuros em queda. O DI de janeiro de 2029 fechou a 13,690%, queda de 0,110 ponto percentual sobre o ajuste de 01/10, segundo o InfoMoney, e o dólar à vista caiu 0,26%, a R$ 5,2104. A produção industrial de agosto caiu 0,6% contra julho, segundo o IBGE, abaixo da alta de 0,1% esperada.
- O barril ficou parado. O Brent de dezembro ajustou a US$ 102,25, queda de 0,06%, segundo o Estadão, entre a liberação coordenada de 100 milhões de barris de estoques aprovada pelo G7 e mais um navio-tanque atingido no Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO.
- Notícia de empresa nas pontas e depois do fechamento. Na Hapvida, o estudo de venda de hospitais com aluguel de volta, segundo a Bloomberg; a Natura subiu 10,37% sem fato publicado. Depois do fechamento, o Bradesco homologou o aumento de capital de R$ 10 bilhões e a Totvs vendeu a participação na RJ Participações por cerca de R$ 39 milhões.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, dezenove subiram e só a Copasa caiu. Na ponta de cima ficaram a WEG, o Bradesco e o BTG Pactual, e na de baixo, além da Copasa, as menores altas foram da Vibra e da Embraer.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, 28 das 29 ações subiram e só a Copasa caiu. Quatro das cinco maiores altas vieram de elétricas e saneamento, e as menores altas foram do Santander e do Itaú.
Mercado geral
Nas 85 acompanhadas, 80 altas e 5 quedas, com média simples de alta de 2,86% e mediana de 2,72%. A maior alta, a da Hapvida, veio com a notícia do estudo de venda de hospitais, e a Natura subiu sem fato publicado; a maior queda foi a da Braskem.
Radar de Risco do dia
Grades capturadas a partir das 16h20 de 02/10/2026, antes do leilão de fechamento. A faixa passou a sair da semanal que vence em 09/10 e atravessa o primeiro turno; a implícita mensal subiu em 19 dos 20 papéis com leitura nos dois dias, e são doze em extremo, contando o BOVA11. Em quatro papéis a série veio sem número no cabeçalho da grade, e o preço de oscilação foi calculado pelo Radar com os preços de compra e venda impressos na própria grade. Faixas até o vencimento semanal de 09/10.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 09/10, entre R$ 177,46 e R$ 202,54: até 6,6% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco extremo: proteção muito acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 125% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 11 estão com a proteção muito acima do padrão (risco extremo), 5 acima do padrão (risco alto) e 4 no padrão (risco normal). A faixa mais larga até sexta, 09/10, tem até 16,0% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 4,1% e é a de SUZB3 (Suzano).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 02/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 09/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que o índice subiu 2,63% com 80 altas e 5 quedas entre as 85 ações, o preço de oscilação da mensal de outubro subiu em dezenove dos vinte papéis que têm leitura nos dois dias e caiu em um, com mediana de alta de 3,22 pontos. A maior alta foi na Magazine Luiza (MGLU3), de 12,46 pontos, seguida pela Hapvida (HAPV3), de 8,53, com a mensal calculada pela grade, e pela Localiza (RENT3), de 7,49; a Gerdau (GGBR4) subiu 4,96 pontos e passou de normal para alto. A única queda foi na Lojas Renner (LREN3), de 0,75 ponto. Contando o fundo que replica o índice, são doze em extremo, entre eles o Itaú (ITUB4) e a Cemig (CMIG4), cujas semanais vieram sem número no cabeçalho e foram calculadas pela grade. A faixa passou a ir até 09/10 e atravessa o primeiro turno, e por isso é bem mais larga que a da véspera, que vencia em um dia: a mais larga é a da Magazine Luiza, com 16,0% para cada lado, seguida pela da CSN (CSNA3), com 13,1% para cada lado, e a mais estreita é a da Suzano (SUZB3), com 4,1% para cada lado. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em extremo, com razão de 2,25, contra 2,28 na véspera, e faixa até 09/10 de R$ 177,46 a R$ 202,54, ou 6,6% para cada lado; a semanal que forma essa faixa marca 47,09% ao ano, contra 39,44% da mensal. Das 20 faixas montadas para o vencimento de 02/10, 15 ficaram para trás pelo lado de cima com a alta do pregão. Leitura do Radar, sem chamada de direção: a semanal mais cara que a mensal é o mercado cobrando pelo domingo de eleição dentro da semana, e a proteção não barateou num pregão de alta forte do índice; isso mede quanto se espera que as ações oscilem, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
alta de 2,63% no dia, 4.917,09 pontos acima do fechamento de 01/10, no maior nível desde abril
queda de 0,26% no fechamento
contrato de dezembro, queda de 0,06% no ajuste
vagas criadas em setembro, contra 90 mil esperadas, com o desemprego em 4,2%
altas contra quedas nas 85 ações, sem estáveis
O que fica no radar
- Domingo, 04/10: primeiro turno da eleição, com votação das 8h às 17h de Brasília; no mesmo dia, a Opep+ se reúne.
- Segunda, 05/10: Boletim Focus e, às 11h de Brasília, o índice de serviços do ISM nos Estados Unidos.
- Quarta, 07/10: ata do Fomc, às 15h de Brasília, e data-com do juro sobre capital da RD Saúde, de R$ 0,0914 por ação.
- Quinta, 08/10: primeira data-com das três parcelas do juro sobre capital da ISA Energia, com pagamento em 07/12.
- Terça, 13/10: data-com do juro sobre capital do terceiro trimestre do Bradesco, de R$ 0,3766 por preferencial e R$ 0,3424 por ordinária, pago em 30/04/2027.
- Sexta, 23/10: a CPFL paga R$ 250 milhões, a quinta parcela dos dividendos aprovados na assembleia de 29/04.
