O Ibovespa sobe 0,46%, a 187.197,46 pontos, com o petróleo inteiro em alta e o Brent de volta acima de US$ 100; os bancos ficaram de fora, e o dólar voltou para R$ 5,2187
O Ibovespa fechou esta quinta-feira, primeiro pregão de outubro, em 187.197,46 pontos, alta de 0,46%, num dia que começou com o juro americano de 10 anos no maior nível desde 2002 e terminou com o barril em alta forte. O Brent de dezembro ajustou a US$ 102,31, alta de 4,37%, e os oito papéis do bloco de petróleo subiram. Os bancos ficaram de fora, e o dólar à vista subiu 0,73%, a R$ 5,2187.
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O Ibovespa fechou em 187.197,46 pontos, alta de 0,46%, com giro de R$ 26,35 bilhões nas 85 ações acompanhadas, contra R$ 27,78 bilhões em 30/09. Foram 58 altas, 25 quedas e duas estáveis; a média simples subiu 0,61% e a mediana, 0,43%. O dólar à vista fechou em R$ 5,2187, alta de 0,73%, depois de duas sessões seguidas de queda. O fundo que replica o índice fechou a R$ 184,41, alta de 0,18%.
O petróleo teve a melhor média entre os blocos, alta de 1,52%, com os oito papéis em alta, no dia em que o Brent de dezembro ajustou a US$ 102,31, alta de 4,37%. O financeiro concentrou 34,2% de todo o giro e caiu 0,05% ponderado pelo volume, com queda de 0,26% no Itaú, de novo a ação mais negociada, e de 2,96% no Santander, a quarta seguida. A maior alta das 85 foi a da Azzas, de 7,02%, com a notícia de 15 propostas não vinculantes pela Farm Rio, e a maior queda, a da Braskem, de 3,30%, depois da alta de 13,98% de ontem.
O que moveu o dia
- O barril voltou acima de US$ 100. O Brent de dezembro ajustou a US$ 102,31, alta de 4,37%, e o WTI de novembro, a US$ 92,87, alta de 2,71%, segundo o Estadão, com a notícia de um terceiro grupo de porta-aviões americano a caminho do Oriente Médio e a suspensão das exportações de combustíveis pelas refinarias chinesas.
- Juro americano no maior nível desde 2002, e recuo à tarde. O título de 10 anos chegou a 5,342% de manhã e às 9h24 já recuava, para 5,286%, segundo o Estadão; Nova York fechou em leve alta nos três índices. Aqui, os juros futuros fecharam com altas leves, maiores na ponta longa, segundo o InfoMoney.
- Dólar forte contra os emergentes. O dólar à vista subiu 0,73%, a R$ 5,2187, e o índice do dólar subia 0,53% às 17h06, a 102,040 pontos, segundo o InfoMoney, que cita aversão a risco e a cautela a três dias do primeiro turno.
- Notícia de empresa nas pontas. Na Azzas, 15 propostas pela Farm Rio, entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, segundo o Valor. No Assaí, que renovou a máxima de 52 semanas, o Cade aprovou a compra de cerca de 12% do capital por fundos ligados à família Muffato.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, doze subiram e oito caíram. Três das cinco maiores altas do grupo são do petróleo e dos combustíveis, e na ponta de baixo ficaram a Suzano, a Itaúsa e a Localiza.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, 18 das 29 ações subiram, dez caíram e uma ficou estável. As altas vieram de elétricas, saneamento e seguros, e três das cinco quedas foram de bancos.
Mercado geral
Nas 85 acompanhadas, 58 altas, 25 quedas e duas estáveis, com média simples de alta de 0,61% e mediana de 0,43%. A maior alta, a da Azzas, veio com a notícia das propostas pela Farm Rio, e a maior queda, a da Braskem, devolveu parte da alta de ontem.
Radar de Risco do dia
Grades capturadas a partir das 16h49 de 01/10/2026, antes do leilão de fechamento, e a do BTG Pactual numa captura separada, mais tarde. A implícita mensal subiu em 16 dos 17 papéis com leitura nos dois dias; são doze em extremo, contando o BOVA11. A Hapvida volta ao quadro com faixa, e o nível dela pede leitura com cuidado. Faixas até o vencimento semanal de 02/10.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 02/10, entre R$ 181,38 e R$ 187,44: até 1,6% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco extremo: proteção muito acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 128% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 11 estão com a proteção muito acima do padrão (risco extremo), 4 acima do padrão (risco alto) e 5 no padrão (risco normal). A faixa mais larga até sexta, 02/10, tem até 6,7% para cada lado e é a de HAPV3 (Hapvida); a mais estreita tem até 1,3% e é a de ABEV3 (Ambev).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 01/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 02/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que o índice subiu 0,46% com 58 altas, 25 quedas e duas estáveis entre as 85 ações, o preço de oscilação da mensal de outubro subiu em dezesseis dos dezessete papéis que têm leitura nos dois dias e caiu em um, com mediana de alta de 1,91 ponto. A maior alta foi na Hapvida (HAPV3), de 15,67 pontos, seguida pela Magazine Luiza (MGLU3), de 6,77, e pela Lojas Renner (LREN3), de 5,63. A única queda foi na CSN (CSNA3), de 9,10 pontos, devolvendo parte do salto da véspera. Cinco papéis subiram de nível: a Petrobras (PETR4), o Itaú (ITUB4), a Localiza (RENT3) e a Cemig (CMIG4), de alto para extremo, e a Magazine Luiza, de normal para alto. Os três cartões que ficaram em branco na véspera voltaram com leitura: o BTG Pactual (BPAC11) em extremo, a Usiminas (USIM5) em alto e a Gerdau (GGBR4) em normal. Contando o fundo que replica o índice, são doze em extremo, o maior número do quadro nesta semana. A Hapvida volta ao quadro com faixa até 02/10 de R$ 6,50 a R$ 7,44 e nível normal, com razão de 0,95, e esse nível pede leitura com cuidado: a régua compara a proteção com um balanço de 85,77% ao ano, que ainda carrega o tombo de agosto, e a oscilação embutida na mensal, de 81,67% ao ano, é a segunda maior do quadro, atrás só da Magazine Luiza. A faixa mais larga é a da Hapvida, com 6,7% para cada lado, seguida pela da CSN, com 4,2%, e a mais estreita, de 1,3% para cada lado, é a da Ambev (ABEV3). O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em extremo, com razão de 2,28, contra 2,08 na véspera, e faixa até 02/10 de R$ 181,38 a R$ 187,44. Leitura do Radar, sem chamada de direção: a proteção encareceu de novo num pregão de alta curta do índice, e isso mede quanto o mercado espera que as ações oscilem nas próximas semanas, que incluem o primeiro turno, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
alta de 0,46% no dia, 857 pontos acima do fechamento de 30/09
alta de 0,73% no fechamento, depois de duas sessões seguidas de queda
contrato de dezembro, alta de 4,37% no ajuste
pico da manhã, o maior nível desde 2002, segundo o Estadão; às 9h24 já estava em 5,286%
altas contra quedas nas 85 ações, com duas estáveis
O que fica no radar
- Hoje à noite, 01/10: debate da TV Globo às 21h20, o último antes do primeiro turno.
- Sexta, 02/10: relatório de emprego dos Estados Unidos às 09h30, produção industrial de agosto do IBGE, com projeção de alta de 0,2% no mês, primeiro pregão do Bradesco sem o direito ao juro mensal e vencimento da semanal que baliza as faixas do Radar de Risco.
- Sábado, 03/10: Datafolha, Quaest e CNT/MDA divulgam as últimas pesquisas antes do primeiro turno, segundo o calendário do InfoMoney.
- Domingo, 04/10: primeiro turno da eleição.
- Quinta, 08/10: primeira data-com das três parcelas do juro sobre capital da ISA Energia, de R$ 0,188959 por ação no bruto cada uma, com pagamento em 07/12.
- Terça, 13/10: data-com do juro sobre capital do terceiro trimestre do Bradesco, de R$ 0,3766 por preferencial e R$ 0,3424 por ordinária, pago em 30/04/2027.
