O Ibovespa cai 0,27% com mais altas do que quedas: o peso estava no petróleo, e a inflação acima do consenso não subiu o juro longo
O Ibovespa fechou esta sexta-feira em 183.476,86 pontos, queda de 0,27%. Na semana, a perda acumulada foi de 0,95%. Entre as 85 ações acompanhadas foram 46 altas, 37 quedas e duas estáveis, e a média simples subiu 0,21%: quem derrubou o índice foi o bloco de petróleo e combustíveis, que caiu 2,55% na média depois de o Brent de novembro recuar 2,14%, a US$ 104,32. O IPCA-15 de setembro veio em 0,70%, contra consenso de 0,53%, e o juro futuro de janeiro de 2035 recuou para 13,98% mesmo assim.
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O Ibovespa fechou em 183.476,86 pontos, queda de 0,27%, com giro de R$ 15,65 bilhões nas 85 ações acompanhadas, 0,75 vez a média de 20 pregões. Foram 46 altas, 37 quedas e duas estáveis; a média simples subiu 0,21% e a mediana, 0,12%. No encerramento do pregão de ações, o dólar à vista estava em R$ 5,1812, queda de 0,21%. O fundo que replica o índice fechou a R$ 180,82, queda de 0,03%.
O desenho do dia foi de peso concentrado. O bloco de petróleo e combustíveis, com 22,6% do giro, caiu 3,14% ponderado pelo volume, com sete quedas em oito papéis, e seis dos sete blocos setoriais fecharam acima do índice. A maior queda entre as 85 foi de 5,77%, na Ultrapar. A queda de 4,96% da Vibra veio logo atrás, e as duas caíram sem fato próprio publicado até o fechamento. A maior alta foi de 12,97%, na Azzas 2154, com a venda da Farm Rio no radar.
Lá fora, Nova York subiu puxada por tecnologia, com o S&P 500 em alta de 0,51% e de 1,2% na semana, e a Europa subiu pouco, com o Stoxx 600 em alta de 0,35%. O Brent de novembro caiu 2,14% com a proposta do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz em troca do fim do bloqueio naval americano.
O que moveu o dia
- Inflação acima do consenso. O IPCA-15 de setembro subiu 0,70%, contra consenso de 0,53% do Broadcast, com 4,47% em doze meses, puxado pela energia elétrica residencial, que subiu 7,42%.
- Juro longo em queda mesmo assim. O contrato de juro futuro de janeiro de 2035 estava em 13,98% no fim da tarde, contra 14,054% no ajuste anterior, segundo a Reuters, e a Aneel definiu bandeira verde para outubro.
- Barril em queda. O Brent de novembro fechou a US$ 104,32, queda de 2,14%, e o WTI a US$ 92,41, queda de 2,33%, com a proposta iraniana sobre Ormuz.
- Distribuidoras sem documento. Ultrapar e Vibra caíram com giro acima da própria média e sem fato relevante ou comunicado até o fechamento.
- Bancos com proteção mais cara. Banco do Brasil, Bradesco e B3 subiram de alto para extremo no Radar de Risco, num dia em que o bloco financeiro subiu 0,73% na média.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, onze subiram, oito caíram e uma ficou estável; as cinco maiores quedas do grupo são todas do bloco de petróleo e combustíveis.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, dezenove das 29 ações subiram; as duas de telecomunicações lideram as quedas.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 25/09/2026: grades lidas entre 16h32 e 16h37, antes do leilão de fechamento, com a faixa pela série semanal que vence em 02/10 e o nível pela mensal de 16/10. Oitenta e quatro séries conferidas pela conta do cabeçalho, todas dentro de meio centavo.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 02/10, entre R$ 175,23 e R$ 186,41: até 3,1% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco extremo: proteção muito acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 88% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 4 estão com a proteção muito acima do padrão (risco extremo), 8 acima do padrão (risco alto), 7 no padrão (risco normal) e 1 ficou sem leitura. A faixa mais larga até sexta, 02/10, tem até 9,9% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 3,3% e é a de ABEV3 (Ambev).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 25/09.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 02/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que o índice caiu 0,27% com 46 altas, 37 quedas e duas estáveis entre as 85 ações, o preço de oscilação da mensal de outubro subiu em dez dos vinte papéis com leitura e caiu em nove, com mediana de alta de 0,10 ponto. As maiores altas foram no Banco do Brasil (BBAS3), de 2,38 pontos, e na Localiza (RENT3), de 2,11, que teve a data-com do juro sobre capital em 25/09. As maiores quedas foram na CSN (CSNA3), de 2,06 pontos, e na Renner (LREN3), de 1,86. Três papéis subiram de alto para extremo: o Banco do Brasil, com razão de 1,66, o Bradesco (BBDC4), com 1,63, e a B3 (B3SA3), com 1,64. São cinco em extremo, quatro deles do setor financeiro. Na Petrobras (PETR4), o nível segue alto, com razão de 1,40. Com a série nova de seis dias úteis, a faixa mais larga é a da Magazine Luiza (MGLU3), com 9,9% para cada lado, e a mais estreita é a do fundo que replica o índice (BOVA11), com 3,1%, que segue em extremo, com razão de 1,88, e faixa até 02/10 de R$ 175,23 a R$ 186,41. Leitura do Radar, sem chamada de direção: num dia de índice quase parado, o preço da proteção subiu justamente nos bancos, e isso mede quanto o mercado espera que eles oscilem, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
queda de 0,27% no dia e de 0,95% na semana
queda de 0,21% no encerramento do pregão de ações
contrato de novembro, queda de 2,14%
contra consenso de 0,53%; 4,47% em doze meses
altas contra quedas nas 85 ações; duas estáveis
O que fica no radar
- Segunda, 28/09: Boletim Focus, volta da China e da Coreia do Sul, Vivo e Localiza sem o direito ao juro sobre capital (data-com em 25/09) e data-com da Hypera.
- Quarta, 30/09: índice de preços de consumo pessoal de agosto nos Estados Unidos, às 09h30, e vencimento do contrato de novembro do Brent na ICE.
- Quinta, 01/10: a China fecha de novo pelo feriado nacional.
- Sexta, 02/10: relatório de emprego de setembro dos Estados Unidos, às 09h30.
- Braskem: leilão da oferta pública do novo controlador em 16/10.
