Fechamento de Mercado · 23/09/2026

O Ibovespa cai 0,86%, aos 185.814 pontos, com o juro americano de dez anos acima de 5% e só o petróleo em pé

O Ibovespa fechou a quarta-feira aos 185.814,09 pontos, queda de 0,86%. No placar das 85 ações acompanhadas, 70 caíram, 13 subiram e duas não saíram do lugar. O motor veio de fora e foi o juro: o título americano de dez anos fechou com yield de 5,11%, contra 4,96% em 22/09, depois de a prévia do PMI composto dos Estados Unidos sair em 58,4, bem acima dos 56,0 de agosto, e Nova York terminou em queda, com o Nasdaq Composite perdendo 1,13%. Aqui, o dólar à vista subiu 1,23%, a R$ 5,1640, e cinco dos sete blocos que o Radar mede ficaram abaixo do índice. A exceção foi o petróleo: o Brent de novembro ajustou a US$ 103,08, alta de 3,86%, depois de o presidente do Irã dizer na ONU que o país nunca vai se render, e o bloco de Petróleo e Combustíveis subiu 1,15% na média, com a Petrobras preferencial (PETR4) como o papel mais negociado do dia, R$ 2,16 bilhões. O giro das 85 ficou em R$ 20,99 bilhões, praticamente na média dos últimos 20 pregões: foi uma queda larga, e não uma corrida de volume.

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Como foi o pregão

O Ibovespa fechou a quarta-feira aos 185.814,09 pontos, queda de 0,86%, com 13 altas, 70 quedas e 2 estáveis entre as 85 ações acompanhadas e giro de R$ 20,99 bilhões, praticamente a média dos últimos 20 pregões. A média simples das 85 caiu 1,32%, mais que o índice: a queda foi larga, e o peso da Petrobras segurou o número do Ibovespa.

O motor veio de fora. A prévia do PMI composto dos Estados Unidos saiu em 58,4, contra 56,0 em agosto, e o yield do título americano de dez anos fechou em 5,11%, contra 4,96% na véspera. Nova York caiu em bloco, o dólar à vista subiu 1,23%, a R$ 5,1640, e os contratos de juro futuro fecharam em alta aqui.

Só o bloco de Petróleo e Combustíveis subiu, com média de 1,15%, depois de o Brent de novembro ajustar a US$ 103,08, alta de 3,86%. A Mineração teve a pior média, queda de 2,83%, com os dez papéis em queda, e o Financeiro caiu 1,79% com os catorze papéis em baixa.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

20 mais líquidos

Entre as vinte ações de maior giro, seis subiram e catorze caíram, e as vinte concentraram 65,5% de todo o volume do dia. As duas maiores altas do grupo são as duas classes da Petrobras.

MAIORES ALTAS
PETR3+2,61%
PETR4+2,59%
VBBR3+0,68%
PRIO3+0,66%
RENT3+0,66%
MAIORES BAIXAS
SBSP3-2,79%
SUZB3-2,24%
BBAS3-2,21%
BBDC4-2,17%
ITSA4-1,95%

BESST

No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, só uma das trinta ações subiu. Como não houve cinco altas, a coluna da esquerda é completada com as menores quedas do grupo.

MAIORES ALTAS
CSMG3+0,41%
BPAC11-0,47%
PSSA3-0,68%
AXIA3-0,90%
SANB11-0,98%
MAIORES BAIXAS
IRBR3-6,11%
EGIE3-4,27%
SBSP3-2,79%
LIGT3-2,78%
TIMS3-2,69%

Mercado geral

Nas 85 acompanhadas, a ponta de cima subiu 4,01% e a de baixo caiu 7,41%, uma distância de 11,42 pontos percentuais. Três das cinco maiores altas saíram do bloco de Petróleo e Combustíveis e da logística.

MAIORES ALTAS
CSAN3+4,01%
MGLU3+3,73%
VAMO3+2,99%
PETR3+2,61%
PETR4+2,59%
MAIORES BAIXAS
BRKM5-7,41%
IRBR3-6,11%
EGIE3-4,27%
COGN3-4,17%
CURY3-3,81%

Radar de Risco do dia

Radar de Risco de 23/09/2026: grades lidas entre 16h24 e 16h29, antes do leilão de fechamento; faixa pela série semanal que vence em 25/09 e nível pela mensal de 16/10, com toda faixa montada sobre o fechamento.

Entenda em 30 segundos
1
A proteção

Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.

2
A faixa

Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.

3
O nível

Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.

Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.

Exemplo: o índice na semana
BOVA11o fundo que replica o Ibovesparisco extremo
ponta de baixoR$ 179,50
fechou em 23/09R$ 182,86
ponta de cimaR$ 186,22

Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 25/09, entre R$ 179,50 e R$ 186,22: até 1,8% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.

Risco extremo: proteção muito acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 78% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.

O quadro de 23/09 em uma olhada
1 muito acima do padrão11 acima do padrão6 no padrão1 abaixo do padrão1 sem leitura

Das 20 ações do quadro, 1 está com a proteção muito acima do padrão (risco extremo), 11 acima do padrão (risco alto), 6 no padrão (risco normal), 1 abaixo do padrão (risco baixo) e 1 ficou sem leitura. A faixa mais larga até sexta, 25/09, tem até 6,2% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 1,1% e é a de CMIG4 (Cemig).

Datas das empresas dentro da semana:

  • BBDC4etapa de sobras do aumento de capital até 25/09
Como ler cada cartão
risco baixoabaixo do padrão
risco normalno padrão
risco altoacima do padrão
risco extremomuito acima do padrão
  • A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
  • O preço é o do fechamento de 23/09.
  • A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 25/09: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
  • Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
PETR4risco alto
Petrobras · petróleo, câmbio e política de preçosR$ 49,60 no fechamento de 23/09
até 2,8% para cada ladofaixa até 25/09R$ 48,23 a R$ 50,97
VALE3risco normal
Vale · minério de ferro e demanda chinesaR$ 71,48 no fechamento de 23/09
até 2,4% para cada ladofaixa até 25/09R$ 69,77 a R$ 73,19
ITUB4risco alto
Itaú Unibanco · crédito, inadimplência e margemR$ 42,37 no fechamento de 23/09
até 2,3% para cada ladofaixa até 25/09R$ 41,39 a R$ 43,35
BBDC4risco extremo
Bradesco · crédito, inadimplência e margemR$ 18,03 no fechamento de 23/09
até 2,5% para cada ladofaixa até 25/09R$ 17,58 a R$ 18,48etapa de sobras do aumento de capital até 25/09
BBAS3risco alto
Banco do Brasil · crédito rural, provisão e políticaR$ 22,17 no fechamento de 23/09
até 3,1% para cada ladofaixa até 25/09R$ 21,49 a R$ 22,85
ABEV3risco alto
Ambev · consumo, custo de insumo e câmbioR$ 15,30 no fechamento de 23/09
até 2,0% para cada ladofaixa até 25/09R$ 15,00 a R$ 15,60
MGLU3risco normal
Magazine Luiza · varejo alavancado, sensível a juroR$ 6,12 no fechamento de 23/09
até 6,2% para cada ladofaixa até 25/09R$ 5,74 a R$ 6,50
PRIO3risco normal
PRIO · produção de petróleo e BrentR$ 60,86 no fechamento de 23/09
até 3,0% para cada ladofaixa até 25/09R$ 59,04 a R$ 62,68
Ver as outras 12 ações do quadro
B3SA3risco alto
B3 · volume negociado e apetite por riscoR$ 18,04 no fechamento de 23/09
até 3,8% para cada ladofaixa até 25/09R$ 17,36 a R$ 18,72
BPAC11risco alto
BTG Pactual · banco de investimento e mercado de capitaisR$ 63,65 no fechamento de 23/09
até 2,9% para cada ladofaixa até 25/09R$ 61,79 a R$ 65,51
WEGE3risco alto
WEG · indústria global e câmbioR$ 51,16 no fechamento de 23/09
até 2,9% para cada ladofaixa até 25/09R$ 49,66 a R$ 52,66
SUZB3risco baixo
Suzano · celulose em dólar e custo de caixaR$ 47,49 no fechamento de 23/09
até 2,2% para cada ladofaixa até 25/09R$ 46,43 a R$ 48,55
RENT3risco alto
Localiza · juro, preço de carro usado e frotaR$ 38,15 no fechamento de 23/09
até 3,3% para cada ladofaixa até 25/09R$ 36,90 a R$ 39,40
LREN3risco alto
Lojas Renner · varejo de vestuário e rendaR$ 11,17 no fechamento de 23/09
até 3,4% para cada ladofaixa até 25/09R$ 10,79 a R$ 11,55
GGBR4risco normal
Gerdau · aço, importação chinesa e construçãoR$ 25,25 no fechamento de 23/09
até 3,3% para cada ladofaixa até 25/09R$ 24,42 a R$ 26,08
CSNA3risco normal
CSN · aço, minério e alavancagemR$ 6,05 no fechamento de 23/09
até 5,0% para cada ladofaixa até 25/09R$ 5,75 a R$ 6,35
HAPV3sem leitura
Hapvida · sinistralidade, judicialização e reajusteR$ 6,65 no fechamento de 23/09A Hapvida (HAPV3) segue sem nível e sem faixa. O nível compara o preço da proteção com o quanto a ação balançou nos últimos meses. Esse balanço ainda carrega o tombo de agosto, e a conta daria o nível mais baixo do quadro justamente para a ação que mais oscila. Como o resultado seria enganoso, a regra da casa é não publicar nível nem faixa.
CMIG4risco alto
Cemig · tarifa, regulação e distribuiçãoR$ 11,03 no fechamento de 23/09
até 1,1% para cada ladofaixa até 25/09R$ 10,91 a R$ 11,15
AXIA3risco alto
Axia Energia · geração, transmissão e regulaçãoR$ 55,35 no fechamento de 23/09
até 2,0% para cada ladofaixa até 25/09R$ 54,22 a R$ 56,48
USIM5risco normal
Usiminas · aço plano, indústria e importaçãoR$ 7,05 no fechamento de 23/09
até 4,3% para cada ladofaixa até 25/09R$ 6,75 a R$ 7,35
Leitura técnica do dia · BOVA11

Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.

Num pregão em que 70 das 85 ações caíram e o índice recuou 0,86%, o preço de oscilação da mensal de outubro subiu em dezessete dos vinte papéis com leitura e caiu em dois, com mediana de alta de 0,68 ponto. A maior alta foi na CSN (CSNA3), de 2,36 pontos, seguida da PetroRio (PRIO3), com 1,78, e da Magazine Luiza (MGLU3), com 1,53. Duas ações trocaram de nível em direções opostas. A WEG (WEGE3) voltou de normal para alto, com razão de 1,22, e a Suzano (SUZB3) desceu de normal para baixo, com razão de 0,90, a única do quadro com nível baixo. Com 6,2% para cada lado, a faixa mais larga passou a ser a da Magazine Luiza. Com 1,1%, a mais estreita é a da Cemig (CMIG4). O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em extremo, com razão de 1,78, e a faixa dele até 25/09 vai de R$ 179,50 a R$ 186,22. Leitura do Radar, sem chamada de direção: num dia de queda larga, o mercado de opções passou a cobrar mais pela oscilação de quase todos os papéis, e isso mede o que o mercado espera de balanço, e não para que lado.

Glossário rápido dos termos técnicos
Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
Razão
O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
Série semanal e série mensal
Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
Ponto
A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
Degrau
Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.

Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.

Os números do fechamento

Ibovespa185.814,09

queda de 0,86% no fechamento, com giro de R$ 20,99 bilhões.

Dólar à vistaR$ 5,1640

alta de 1,23%, na cotação coletada depois do encerramento do mercado.

Brent de novembroUS$ 103,08

alta de 3,86% no ajuste do dia, de volta acima dos US$ 100.

Juro de dez anos dos EUA5,11%

yield de fechamento, contra 4,96% na véspera.

Nasdaq Composite26.936,04

queda de 1,13% no fechamento.

O que fica no radar