O Ibovespa cai 0,86%, aos 185.814 pontos, com o juro americano de dez anos acima de 5% e só o petróleo em pé
O Ibovespa fechou a quarta-feira aos 185.814,09 pontos, queda de 0,86%. No placar das 85 ações acompanhadas, 70 caíram, 13 subiram e duas não saíram do lugar. O motor veio de fora e foi o juro: o título americano de dez anos fechou com yield de 5,11%, contra 4,96% em 22/09, depois de a prévia do PMI composto dos Estados Unidos sair em 58,4, bem acima dos 56,0 de agosto, e Nova York terminou em queda, com o Nasdaq Composite perdendo 1,13%. Aqui, o dólar à vista subiu 1,23%, a R$ 5,1640, e cinco dos sete blocos que o Radar mede ficaram abaixo do índice. A exceção foi o petróleo: o Brent de novembro ajustou a US$ 103,08, alta de 3,86%, depois de o presidente do Irã dizer na ONU que o país nunca vai se render, e o bloco de Petróleo e Combustíveis subiu 1,15% na média, com a Petrobras preferencial (PETR4) como o papel mais negociado do dia, R$ 2,16 bilhões. O giro das 85 ficou em R$ 20,99 bilhões, praticamente na média dos últimos 20 pregões: foi uma queda larga, e não uma corrida de volume.
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O Ibovespa fechou a quarta-feira aos 185.814,09 pontos, queda de 0,86%, com 13 altas, 70 quedas e 2 estáveis entre as 85 ações acompanhadas e giro de R$ 20,99 bilhões, praticamente a média dos últimos 20 pregões. A média simples das 85 caiu 1,32%, mais que o índice: a queda foi larga, e o peso da Petrobras segurou o número do Ibovespa.
O motor veio de fora. A prévia do PMI composto dos Estados Unidos saiu em 58,4, contra 56,0 em agosto, e o yield do título americano de dez anos fechou em 5,11%, contra 4,96% na véspera. Nova York caiu em bloco, o dólar à vista subiu 1,23%, a R$ 5,1640, e os contratos de juro futuro fecharam em alta aqui.
Só o bloco de Petróleo e Combustíveis subiu, com média de 1,15%, depois de o Brent de novembro ajustar a US$ 103,08, alta de 3,86%. A Mineração teve a pior média, queda de 2,83%, com os dez papéis em queda, e o Financeiro caiu 1,79% com os catorze papéis em baixa.
O que moveu o dia
- Juro americano. a prévia do PMI composto dos Estados Unidos saiu em 58,4, contra 56,0 em agosto, e o título de dez anos fechou em 5,11%, alta de 15 pontos-base no dia; o de dois anos foi a 4,85%.
- Dólar. o dólar à vista subiu 1,23%, a R$ 5,1640, acompanhando o juro americano, e o rand sul-africano perdeu cerca de 1,3% no mesmo dia.
- Petróleo. o Brent voltou para cima dos US$ 100, com ajuste a US$ 103,08, depois de o presidente do Irã dizer na ONU que o país nunca vai se render e de um navio ser atingido perto de Ormuz, mesmo com o estoque americano subindo 3,0 milhões de barris.
- Nova York. o Nasdaq Composite caiu 1,13%, o S&P 500 0,75% e o Dow Jones 0,68%; a Europa já tinha fechado em queda, com o Stoxx 600 em baixa de 0,44%.
- Braskem. a Promotoria de Falências do Ministério Público de São Paulo recomendou à Justiça congelar o aporte de mais de US$ 400 milhões na Braskem Idesa, e o papel teve a maior queda das 85, 7,41%.
- Proventos. cinco ações negociaram pela primeira vez sem o direito ao provento com data-com em 22/09, e a data-com de PSSA3 e TOTS3 foi hoje.
- África do Sul. o banco central subiu a taxa básica de 7,00% para 7,25%, por unanimidade, e a bolsa de Joanesburgo caiu 1,7%.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, seis subiram e catorze caíram, e as vinte concentraram 65,5% de todo o volume do dia. As duas maiores altas do grupo são as duas classes da Petrobras.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, só uma das trinta ações subiu. Como não houve cinco altas, a coluna da esquerda é completada com as menores quedas do grupo.
Mercado geral
Nas 85 acompanhadas, a ponta de cima subiu 4,01% e a de baixo caiu 7,41%, uma distância de 11,42 pontos percentuais. Três das cinco maiores altas saíram do bloco de Petróleo e Combustíveis e da logística.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 23/09/2026: grades lidas entre 16h24 e 16h29, antes do leilão de fechamento; faixa pela série semanal que vence em 25/09 e nível pela mensal de 16/10, com toda faixa montada sobre o fechamento.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 25/09, entre R$ 179,50 e R$ 186,22: até 1,8% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco extremo: proteção muito acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 78% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 1 está com a proteção muito acima do padrão (risco extremo), 11 acima do padrão (risco alto), 6 no padrão (risco normal), 1 abaixo do padrão (risco baixo) e 1 ficou sem leitura. A faixa mais larga até sexta, 25/09, tem até 6,2% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 1,1% e é a de CMIG4 (Cemig).
Datas das empresas dentro da semana:
- BBDC4etapa de sobras do aumento de capital até 25/09
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 23/09.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 25/09: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que 70 das 85 ações caíram e o índice recuou 0,86%, o preço de oscilação da mensal de outubro subiu em dezessete dos vinte papéis com leitura e caiu em dois, com mediana de alta de 0,68 ponto. A maior alta foi na CSN (CSNA3), de 2,36 pontos, seguida da PetroRio (PRIO3), com 1,78, e da Magazine Luiza (MGLU3), com 1,53. Duas ações trocaram de nível em direções opostas. A WEG (WEGE3) voltou de normal para alto, com razão de 1,22, e a Suzano (SUZB3) desceu de normal para baixo, com razão de 0,90, a única do quadro com nível baixo. Com 6,2% para cada lado, a faixa mais larga passou a ser a da Magazine Luiza. Com 1,1%, a mais estreita é a da Cemig (CMIG4). O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em extremo, com razão de 1,78, e a faixa dele até 25/09 vai de R$ 179,50 a R$ 186,22. Leitura do Radar, sem chamada de direção: num dia de queda larga, o mercado de opções passou a cobrar mais pela oscilação de quase todos os papéis, e isso mede o que o mercado espera de balanço, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
queda de 0,86% no fechamento, com giro de R$ 20,99 bilhões.
alta de 1,23%, na cotação coletada depois do encerramento do mercado.
alta de 3,86% no ajuste do dia, de volta acima dos US$ 100.
yield de fechamento, contra 4,96% na véspera.
queda de 1,13% no fechamento.
O que fica no radar
- Quinta, 24/09, 08h. o Banco Central publica o Relatório de Política Monetária, o primeiro documento oficial depois do salto do juro americano, com o cenário de inflação que sustenta a taxa básica de 13,75%.
- Quinta, 24/09, 09h30. saem os pedidos semanais de seguro-desemprego nos Estados Unidos, e falam dirigentes de três bancos regionais do Fed ao longo do dia.
- Quinta, 24/09. o presidente chinês está em Washington para a cúpula com o presidente americano, e a Justiça americana analisa o plano de recuperação da Braskem Idesa.
- Sexta, 25/09. sai o IPCA-15, com consenso de alta de 0,55%, e vence a série de opções que forma a faixa do Radar; a do BOVA11 vai de R$ 179,50 a R$ 186,22.
- Proventos. a data-com da Rede D'Or é amanhã, 24/09, e a da Vivo e a da Localiza, em 25/09. PSSA3 e TOTS3, com data-com hoje, negociam sem o direito a partir de amanhã.
- Sequências abertas. a CSN Mineração soma nove quedas seguidas, e a Vamos e a Rumo, sete altas seguidas.
