O Ibovespa fecha aos 187.422 pontos, alta de 0,44%, no dia da ata do Copom, e o barril perde os US$ 100 no quinto pregão seguido de queda
O índice subiu 0,44% e terminou aos 187.422,92 pontos, com giro de R$ 22,76 bilhões nas 85 ações acompanhadas: 52 subiram, 32 caíram e uma ficou estável. A ata do Copom saiu às 08h e não cravou o próximo passo, e o dólar à vista, no encerramento do pregão de ações, estava em R$ 5,1012.
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O pregão desta terça começou com a ata da reunião que cortou a taxa básica para 13,75% ao ano, divulgada às 08h, e com a pesquisa Quaest da noite anterior na mesa. A curva de juro abriu em alta: às 09h13 o contrato de janeiro de 2029 estava em 13,735%, contra 13,675% no ajuste da véspera.
O humor virou à tarde, quando o presidente americano recebeu a delegação iraniana por cerca de três horas na Assembleia Geral da ONU e o Irã ofereceu reabrir o estreito de Ormuz em até sete dias. O Brent de novembro ajustou a US$ 99,25, queda de 1,09%, no quinto pregão seguido de baixa.
O índice fechou aos 187.422,92 pontos, alta de 0,44%. Dos três maiores pesos, dois andaram menos que ele: a Vale subiu 0,39% e o Itaú 0,23%. A Petrobras foi a exceção, com alta de 0,73% na preferencial, acima do índice.
O que moveu o dia
- Ata do Copom. manteve a porta aberta sem prometer o próximo corte, com assimetria altista nos riscos.
- Petróleo. o Brent perdeu os US$ 100 depois da conversa de três horas entre americanos e iranianos na ONU.
- Fiscal. a Secretaria de Política Econômica cortou a projeção de PIB de 2026 de 2,3% para 2,0%, às 14h31.
- Nova York. o Nasdaq fechou em máxima histórica, alta de 0,45%, e o Dow Jones caiu 0,36%.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, dezesseis subiram e quatro caíram no fechamento desta terça.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, dezesseis das trinta ações subiram.
Radar de Risco do dia
Quadro do fechamento de 22/09/2026. O preço de se proteger subiu em onze dos vinte papéis e caiu em nove. O Bradesco passou de alto para extremo e a WEG, de alto para normal.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 25/09, entre R$ 180,16 e R$ 188,44: até 2,2% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco extremo: proteção muito acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 79% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 1 está com a proteção muito acima do padrão (risco extremo), 10 acima do padrão (risco alto), 8 no padrão (risco normal) e 1 ficou sem leitura. A faixa mais larga até sexta, 25/09, tem até 7,6% para cada lado e é a de CSNA3 (CSN); a mais estreita tem até 2,2% e é a de ABEV3 (Ambev).
Datas das empresas dentro da semana:
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 22/09.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 25/09: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que 52 das 85 ações subiram e o índice fechou em alta de 0,44%, o preço de oscilação da mensal de outubro ficou dividido: subiu em onze dos vinte papéis com leitura e caiu em nove, com mediana de alta de apenas 0,03 ponto. Duas ações trocaram de nível em direções opostas. O Bradesco (BBDC4) saiu de alto para extremo, com a razão indo para 1,63 e o preço de oscilação subindo 1,45 ponto, no mesmo dia em que o papel subiu 1,49% e corre a etapa de sobras do aumento de capital, que vai até 25/09. A WEG (WEGE3) fez o caminho inverso, de alto para normal, com o preço de oscilação recuando 2,39 pontos, a maior queda do quadro, apesar da alta de 1,41% na ação. A faixa mais larga segue na CSN (CSNA3), com 7,6% para cada lado, e a faixa mais estreita é a da Ambev (ABEV3), com 2,2% para cada lado. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em extremo, com razão de 1,79, e a faixa dele até 25/09 vai de R$ 180,16 a R$ 188,44. Leitura do Radar, sem chamada de direção: o índice subiu, mas o preço de se proteger dele continua bem acima da oscilação que ele vem entregando, e a divisão entre papéis mostra que a conta está sendo refeita ação por ação, não no bloco.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
alta de 0,44% no fechamento, com giro de R$ 22,76 bilhões.
queda de 0,19%, na cotação do print colhido no encerramento do pregão de ações.
queda de 1,09% no ajuste do dia, o quinto seguido de baixa.
alta de 0,45%, em máxima histórica de fechamento.
alta de 0,19% no fundo que replica o índice.
O que fica no radar
- Amanhã, 23/09. saem os PMIs preliminares da zona do euro às 05h e dos Estados Unidos às 10h45.
- Quinta, 24/09. o Banco Central publica o Relatório de Política Monetária às 08h.
- Sexta, 25/09. sai o IPCA-15, com consenso de alta de 0,55%, e vence a série que forma a faixa do Radar.
- Proventos. o juro sobre capital da Rede D'Or tem data-com em 24/09, e o da Vivo, em 25/09.
