O Ibovespa caiu 0,41% e fechou a semana em queda de 1,06%, com a mineração no fundo no dia em que o minério subiu 0,70% na China
O índice fechou aos 185.229,17 pontos, queda de 0,41%, com placar de 41 altas e 44 quedas entre as 85 ações acompanhadas e variação mediana em queda de 0,06%. Mineração e siderurgia fecharam com média de queda de 3,01%, o pior entre os vinte setores acompanhados, e a CSN (CSNA3) caiu 6,40%, a maior queda do dia.
📥Newsletter desta ediçãoA versão que foi para o e-mail, com o Olho no Setor do dia. 🧭Cenário do diaA leitura completa em vigor neste dia: os vetores macro e como cada setor tende a reagir.Como foi o pregão
O pregão desta sexta teve vencimento da série mensal de opções sobre ações e juro subindo lá fora. O banco central japonês elevou a taxa básica para 1,25% ao ano, o maior nível desde 1995, e o título americano de dez anos fechou a 5,00%. Aqui, o Ibovespa fechou aos 185.229,17 pontos, queda de 0,41%, e acumulou queda de 1,06% na semana, contra o fechamento de 187.206,89 pontos de 11/09. O giro das 85 ações somou R$ 27,29 bilhões, contra R$ 18,71 bilhões no pregão anterior, e o placar foi de 41 altas e 44 quedas, com variação mediana em queda de 0,06%.
O bloco que pesou foi mineração e siderurgia, com média de queda de 3,01%, o pior entre os vinte setores acompanhados, no mesmo dia em que o minério mais negociado em Dalian subiu 0,70%, a 715,5 iuanes por tonelada, na terceira alta seguida. A CSN (CSNA3) caiu 6,40%, a R$ 5,85, a maior queda do dia entre as 85, a CSN Mineração (CMIN3) caiu 4,88% e a Vale (VALE3) caiu 1,53%, a R$ 73,37, com R$ 2,25 bilhões negociados, o segundo maior giro do pregão. A imprensa financeira atribuiu a queda da CSN ao frete mais caro para o setor e à incerteza sobre a venda de ativos, e a companhia não protocolou fato relevante.
O outro lado do dia foi o avesso da quinta. Os quatro blocos que mais tinham caído no pregão anterior fecharam esta sexta no positivo: proteína com média de alta de 2,77%, shoppings e imóveis com 2,17%, indústria com 0,81% e construção com 0,13%. A Minerva Foods (BEEF3) subiu 4,46%, a maior alta do dia, a Cyrela (CYRE3) subiu 3,86% e a Multiplan (MULT3) subiu 3,48%. O dólar à vista fechou a R$ 5,1420, alta de 0,32%, e o fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 182,47, queda de 0,44%, dentro do intervalo da pergunta da semana.
O que moveu o dia
- A mineração caiu com o minério subindo. mineração e siderurgia fecharam com média de queda de 3,01%, o pior bloco entre os vinte acompanhados, com o minério em alta de 0,70% em Dalian, na terceira alta seguida.
- Credor e acionista leram a mesma venda de ativos em direções opostas. desde 02/09, quando o novo presidente-executivo foi anunciado, os títulos de dívida em dólar do grupo renderam em média cerca de 5%, segundo a agência Bloomberg, e a CSNA3 caiu 6,40% hoje. As ofertas firmes pela unidade de cimento são de cerca de R$ 11 bilhões, contra R$ 15 bilhões pedidos.
- A rotação da quinta foi desfeita. os quatro blocos que mais tinham caído no pregão anterior fecharam no positivo, e, dos cinco que mais tinham subido, quatro fecharam em queda.
- O juro subiu lá fora e cedeu aqui. o banco central japonês elevou a taxa básica para 1,25% ao ano e o título americano de dez anos fechou a 5,00%, enquanto o contrato de juro futuro de janeiro de 2035 recuou 5 pontos-base, para 14,145%.
- O barril ajustou em queda pelo terceiro dia. o Brent ajustou a US$ 103,87, queda de 0,91%, e o petróleo americano ajustou a US$ 100,30, queda de 1,58%, com a expectativa de que a Arábia Saudita restabeleça em poucos dias parte da capacidade do oleoduto atingido na semana anterior.
- A Europa caiu mais de 1%. o índice amplo europeu fechou aos 635,45 pontos, queda de 1,11%, com montadoras em queda de 3,4% e telecomunicações em queda de 3,3%, e o britânico caiu 1,45%.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, oito subiram e doze caíram. A ponta de cima fechou em alta de 1,84% e a de baixo em queda de 2,89%, uma distância de 4,73 pontos percentuais entre as duas. Os dois maiores giros do dia, PETR4 e VALE3, fecharam em queda, e foi deles o peso que o índice sentiu.
BESST
O bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações fechou dividido exatamente ao meio pelo segundo pregão seguido, com metade dos trinta e dois papéis do recorte para cada lado. A ponta de cima subiu 3,43% e a de baixo caiu 3,47%, uma distância de 6,90 pontos percentuais. Saneamento e seguros fecharam no positivo na média, e bancos e energia no negativo.
Mercado geral
Nas 85 acompanhadas, a ponta de cima subiu 4,46% e a de baixo caiu 6,40%, uma distância de 10,86 pontos percentuais. Das cinco maiores altas, três vêm de blocos que tinham caído forte na quinta, proteína, construção e shoppings, e das cinco maiores quedas, duas são do mesmo grupo siderúrgico.
Radar de Risco do dia
Quadro do fechamento de 18/09/2026, com as vinte e uma grades lidas entre 16h19 e 16h25, antes do leilão de fechamento, e livro vivo em todas elas. A mensal de 18/09 venceu neste pregão: a faixa passa a sair da semanal que vence em 25/09, com seis dias úteis impressos no cabeçalho, e o nível passa a ler a mensal de 16/10, com vinte. Por isso a maior parte das mudanças de nível contra o quadro de ontem é da régua, e não do mercado. Leitura informativa, não é recomendação.
Existe um mercado dentro da bolsa em que se compra e se vende proteção contra o preço de uma ação se mexer. Quem vende essa proteção cobra caro quando acha que a ação vai balançar muito, e cobra barato quando acha que ela vai ficar quieta. O Radar de Risco lê esse preço e o transforma em duas informações. A primeira é o nível: a proteção está cara ou barata comparada ao que aquela ação costuma balançar? A segunda é a faixa: entre que valores, em reais, o mercado está pagando para ver essa ação até a data de vencimento. Nenhuma das duas diz se o preço vai subir ou cair. Vale deixar isso claro logo, porque é o erro mais comum de quem chega agora: proteção cara não é aviso de queda, é aviso de movimento. Não é previsão de direção. É o preço do medo, medido onde ele é pago.
A faixa acima é o que o preço das opções coloca como cenário provável até sexta, 25/09/2026: uma oscilação de até 3,0% para cada lado. Fora dela, apareceu informação que ninguém tinha pago.
Antes de ler qualquer nível, a troca de série. A mensal de 18/09 venceu hoje, e a razão que decide o nível passou a usar a mensal de 16/10, com vinte dias úteis pela frente em vez de dois. Por isso doze dos vinte e um papéis aparecem com nível diferente do quadro de ontem, e a maior parte dessa mudança é da régua, e não do mercado. A conta que separa uma coisa da outra usa a mesma série nos dois dias, porque a mensal de 16/10 já aparecia na grade de ontem como a mensal seguinte. Medida nela, só duas ações mudariam de nível. Uma é a Renner (LREN3), que sairia de extremo para alto: na série de outubro, o preço de oscilação dela caiu 12,25 pontos contra a leitura de ontem, para 51,49%. A outra é a Cemig (CMIG4), que sairia de normal para alto, com a razão indo de 1,20 para 1,29. Entre as vinte ações do quadro, o preço de oscilação de outubro subiu em onze e caiu em nove, com mediana de alta de 0,39 ponto. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em extremo, com razão de 1,72, e a faixa dele se alargou de 1,8% para 3,0% para cada lado porque a série nova tem seis dias úteis, e não dois. Leitura do Radar, sem chamada de direção: quem comparar o quadro de hoje com o de ontem sem saber da troca vai ler medo onde houve só calendário, e a mudança que resiste à mesma régua é a da Renner, e ela foi para baixo.
Ele compara o preço do seguro de hoje com a agitação que o próprio papel teve nos últimos meses. Não serve para comparar um papel com o outro, e sim cada papel com ele mesmo.
É o intervalo onde o preço das opções coloca a maioria dos cenários até sexta. Se o papel terminar a semana dentro dela, o movimento já estava pago; se terminar fora, apareceu informação nova.
Quando ela aparece, o seguro caro tem endereço: um balanço, uma data-com, uma decisão marcada. Seguro caro sem tag é nervosismo; com tag, é calendário.
Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
caiu 0,41% no dia, com placar de 41 altas, 44 quedas e nenhuma estável entre as 85 ações acompanhadas.
contra o fechamento de 187.206,89 pontos de 11/09.
a ação do meio da lista caiu, no mesmo sentido do índice.
contra R$ 18,71 bilhões no pregão anterior, no vencimento da série mensal de opções.
queda de 0,44%, no fundo que replica o índice, dentro do intervalo da pergunta da semana.
alta de 0,32% no fechamento.
ajuste de hoje, queda de 0,91%, no terceiro dia seguido de recuo.
yield de fechamento, contra 4,94% na quinta.
alta de 0,17%, com o de tecnologia em alta de 0,39%.
queda de 1,11%, com Londres em queda de 1,45%.
O que fica no radar
- 21/09. a Petrobras (PETR4) paga a segunda parcela do juro sobre capital do primeiro trimestre, de R$ 0,35048636 por ação, a Copasa (CSMG3) tem data-com, a WEG (WEGE3) passa a negociar sem o juro sobre capital e abre a etapa de sobras do aumento de capital do Bradesco, que vai até 25/09.
- 22/09. sai às 08h a ata da reunião que cortou a taxa básica para 13,75% ao ano. No mesmo dia ficam data-com a bolsa (B3SA3), a TIM (TIMS3), a Cemig (CMIG4) e a Allos (ALOS3), e a Axia Energia (AXIA3) paga o resgate de R$ 55,56 por ação.
- 23/09. a Porto (PSSA3) fica data-com do juro sobre capital de cerca de R$ 0,52 por ação aprovado hoje, e a bolsa, a TIM e a Cemig passam a negociar sem o direito.
- 24/09. sai o Relatório de Política Monetária do Banco Central, e a CPFL (CPFE3) paga a parcela de R$ 700 milhões do dividendo aprovado em abril.
- 25/09. sai o IPCA-15 de setembro e vence a série semanal que forma a faixa do BOVA11 no quadro de risco, de R$ 177,06 a R$ 187,88.
- 04/10 e 09/10. primeiro turno da eleição e fim da redução de tributo na gasolina e no etanol.
