FECHAMENTO · SEXTA · 07/08/2026

O Ibovespa cai 1,73%, aos 172.513 pontos, e o recorde de Nova York deixa a bolsa daqui sozinha

A semana fechou com um descolamento raro. O Ibovespa recuou 1,73%, aos 172.513,42 pontos, acumulando perda perto de 3% em cinco pregões, o BOVA11 caiu 1,55%, a R$ 169,37, e o dólar à vista cedeu 0,50%, a R$ 5,0977, enquanto o S&P 500 fechava em máxima histórica nos Estados Unidos. O papel que fez o dia foi a Petrobras (PETR4), com R$ 4,06 bilhões negociados, o maior volume do pregão, e queda de 2,99%, a R$ 40,87, um dia depois do lucro de R$ 52,4 bilhões: a ação abriu em alta e virou quando o diretor financeiro afirmou em entrevista que dificilmente haverá dividendo extraordinário. A Renner (LREN3) foi a maior baixa, com 8,09%, a R$ 12,39, depois de ter caído mais de 13% no meio do dia, e o Fleury (FLRY3) foi a maior alta, com 9,73%, a R$ 18,95. Nesta edição estreia o Radar de Risco, com o nível de risco e a faixa esperada da semana de nove papéis, extraídos do preço das opções da B3.

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Como foi o pregão

O pregão teve venda ampla e um único vetor por trás de tudo: o relatório de emprego dos Estados Unidos, que apontou o fechamento de 23 mil vagas em julho contra expectativa de criação de 83 mil. Lá fora, o dado tirou do preço a hipótese de alta de juro e levou o S&P 500 a 7.757,64 pontos, recorde de fechamento, com o Nasdaq acumulando a melhor semana desde abril. Aqui, o mesmo número foi lido como economia global perdendo tração, e o gestor estrangeiro reduziu exposição a bolsa emergente: o Ibovespa fechou aos 172.513,42 pontos, em queda de 1,73%, com dez altas, três estáveis e setenta quedas entre os 83 papéis do painel. A Petrobras (PETR4) caiu 2,99% com o maior volume do dia, a Renner (LREN3) caiu 8,09% com o maior número de negócios do pregão e o BTG Pactual (BPAC11) recuou 4,07% depois de reportar R$ 4,96 bilhões de lucro. Na ponta oposta, o Fleury (FLRY3) subiu 9,73% e a Azzas 2154 (AZZA3) avançou 5,06%. O dólar à vista caiu 0,50%, a R$ 5,0977, sem sustentar o índice.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

20 mais líquidos (fechamento)

Entre os de maior giro, o Fleury e a Embraer sustentam a ponta de cima, enquanto a Renner, a Energisa e o BTG Pactual concentram a queda, os três com balanço já na mesa.

MAIORES ALTAS
FLRY3+9,73%
EMBJ3+0,95%
RADL3+0,50%
SANB110,00%
AXIA3-0,23%
MAIORES BAIXAS
LREN3-8,09%
ENGI11-5,22%
UGPA3-4,49%
BPAC11-4,07%
MGLU3-3,72%

BESST (fechamento)

No BESST não houve uma única alta: o Santander e a Light ficaram no zero e o resto do bloco fechou em queda, com energia elétrica e seguros na ponta de baixo.

MAIORES ALTAS
SANB110,00%
LIGT30,00%
AXIA3-0,23%
ABCB4-0,30%
EGIE3-0,60%
MAIORES BAIXAS
ENGI11-5,22%
PSSA3-4,24%
BPAC11-4,07%
EQTL3-2,99%
ITUB4-2,58%

Mercado geral (fechamento)

Da maior alta à maior queda do painel vão 17,82 pontos percentuais, e sete dos dez extremos são de empresas que divulgaram resultado nas últimas 48 horas.

MAIORES ALTAS
FLRY3+9,73%
AZZA3+5,06%
RECV3+1,59%
HYPE3+1,27%
NATU3+1,22%
MAIORES BAIXAS
LREN3-8,09%
CMIN3-5,22%
ENGI11-5,22%
UGPA3-4,49%
PSSA3-4,24%

Radar de Risco do dia

Toda semana alguém paga, no mercado de opções da B3, para se proteger de um tombo em uma ação. Quanto mais gente com medo, mais caro fica esse seguro. O Radar de Risco lê esse preço e traduz em duas coisas: se a proteção do papel está cara ou barata para o padrão dele, e em que faixa o próprio mercado coloca a maioria dos cenários até a próxima sexta. Não é previsão de direção. É o preço do medo, medido onde ele é pago.

BOVA11o ETF que segue o Ibovesparisco baixo
R$ 165,23hoje R$ 169,36R$ 173,49

A faixa acima é o que o preço das opções coloca como cenário provável até sexta, 14/08: uma oscilação de até 2,4% para cada lado.

O papel do dia · BBAS3

O Banco do Brasil é o único papel do quadro com o seguro caro, e ele tem endereço: o balanço do segundo trimestre sai em 12/08, dentro da janela. A série que vence em 14/08 marca volatilidade implícita de 43,64% contra 35,91% da mensal, ou seja, a semana do evento custa mais caro que o mês inteiro. Do outro lado, o Magazine Luiza saiu de risco extremo para normal em um único dia: a implícita da semanal desabou de 120,46% para 56,79% depois do balanço, mesmo com a ação caindo 3,72%. Quem comprava proteção pagava pela incerteza do evento, não pela direção, e o prêmio evaporou junto com o evento.

PETR4 Petrobrasrisco normal
hoje R$ 40,86 · o mercado paga por até 3,8% na semana · faixa de R$ 39,31 a R$ 42,41
VALE3 Valerisco normal
hoje R$ 75,17 · o mercado paga por até 3,4% na semana · faixa de R$ 72,64 a R$ 77,70
ITUB4 Itaúrisco baixo
hoje R$ 40,61 · o mercado paga por até 3,0% na semana · faixa de R$ 39,40 a R$ 41,82
BBDC4 Bradescorisco normal
hoje R$ 17,25 · o mercado paga por até 3,4% na semana · faixa de R$ 16,67 a R$ 17,83
BBAS3 Banco do Brasilrisco extremo
hoje R$ 20,02 · o mercado paga por até 6,1% na semana · faixa de R$ 18,79 a R$ 21,25 · balanço do 2T em 12/08
ABEV3 Ambevrisco normal
hoje R$ 15,50 · o mercado paga por até 3,0% na semana · faixa de R$ 15,03 a R$ 15,97
MGLU3 Magazine Luizarisco normal
hoje R$ 4,30 · o mercado paga por até 7,9% na semana · faixa de R$ 3,96 a R$ 4,64
PRIO3 PRIOrisco normal
hoje R$ 57,50 · o mercado paga por até 4,9% na semana · faixa de R$ 54,71 a R$ 60,29

A régua compara cada papel com ele mesmo: baixo é seguro mais barato que a agitação normal dele, normal é o de sempre, alto é alguém pagando para se proteger de alguma coisa e extremo quase sempre tem data marcada no calendário. Direção ninguém sabe; risco tem preço. Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.

Os números do fechamento

Ibovespa172.513 pts

Recuou 1,73%, aos 172.513,42 pontos, com perda perto de 3% na semana

BOVA11R$ 169,37

O ETF que segue o Ibovespa caiu 1,55%, a R$ 169,37

Dólar (fechamento)R$ 5,0977

Cedeu 0,50%, a R$ 5,0977, com o índice caindo junto

Selic14,00%

Mantida a régua cortada em 05/08; o Comitê só volta a se reunir em 15 e 16/09

Fleury (FLRY3)+9,73%

Maior alta, a R$ 18,95, com lucro de R$ 221,9 milhões no 2T e avanço de 45,7%

Lojas Renner (LREN3)-8,09%

Maior baixa, a R$ 12,39, com 84.256 negócios, o maior número do pregão

O que fica no radar