O Ibovespa cai 1,06%, a 169.186,42 pontos, no quarto pregão seguido de queda, com as exportadoras na ponta de cima e o dólar a R$ 5,3841
O Ibovespa fechou esta quinta-feira em 169.186,42 pontos, queda de 1,06%, no quarto pregão seguido de perda depois da reeleição de Lula. A venda ficou menos intensa, com 15 altas e 70 quedas entre as 85 acompanhadas, e mediana de queda de 1,85%. O dinheiro foi para quem vende em dólar, com Gerdau, Embraer, WEG e Suzano nas maiores altas, e a Ambev caiu no dia do balanço. Depois do fechamento, a Vale informou lucro de US$ 1,255 bilhão no terceiro trimestre, com o minério mais barato e o custo maior. O dólar à vista estava em R$ 5,3841 depois do encerramento do pregão de ações, alta de 0,68% no painel.
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O índice fechou em 169.186,42 pontos, queda de 1,06%. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 166,51, queda de 1,16%, e o giro das 85 ações foi de R$ 31,26 bilhões.
A Gerdau (GGBR4) subiu 5,69% e a Embraer (EMBJ3) subiu 5,25%, nas duas maiores altas de um dia em que o dinheiro procurou quem vende em dólar. Do outro lado, a Braskem (BRKM5) caiu 10,39% e a JHSF (JHSF3) caiu 9,38%, no dia em que passou a ser negociada sem o dividendo mensal.
Lá fora, o PIB americano cresceu 3,4% em ritmo anual, o Nasdaq caiu 1,38% e o BCE manteve os juros. O petróleo americano de dezembro ajustou a US$ 102,00, queda de 0,76%. Aqui o dólar à vista estava em R$ 5,3841 depois do encerramento do pregão de ações, alta de 0,68% no painel.
O que moveu o dia
- As exportadoras. Gerdau, Embraer, WEG e Suzano, que vendem em dólar, tiveram as maiores altas num dia de real mais fraco, e o Itaú BBA elevou a recomendação da Gerdau.
- A Ambev. A ação caiu no dia do balanço, com o volume de cerveja no Brasil quase parado no trimestre, apesar do lucro ajustado 14,3% maior.
- O fiscal. O dólar subiu com a fala do ministro Guilherme Boulos contra o ajuste, e aliviou no fim do pregão com a notícia de que Lula vai convidar Rafael Fonteles para a Fazenda.
- Os bancos. O JPMorgan rebaixou o Bradesco para neutro e cortou o preço-alvo para R$ 18, no segundo rebaixamento em dois dias.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Os vinte maiores giros caíram 0,70% na média, contra 2,31% das outras 65 ações.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, seis dos 31 papéis subiram, com as seguradoras na frente.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 29/10/2026: faixas da semanal que vence em 30/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas na tarde de 29/10, depois do leilão. O quadro ficou com 14 cartões em baixo, 4 em normal e 3 em alto, a Vale, a Gerdau e a Usiminas, a Vale com o balanço saindo depois do fechamento. O fundo que replica o Ibovespa tem faixa de R$ 163,50 a R$ 169,52.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 30/10, entre R$ 163,50 e R$ 169,52: até 1,8% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco baixo: proteção abaixo do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 64% menor do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por menos movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 3 estão com a proteção acima do padrão (risco alto), 4 no padrão (risco normal) e 13 abaixo do padrão (risco baixo). A faixa mais larga até sexta, 30/10, tem até 7,5% para cada lado e é a de USIM5 (Usiminas); a mais estreita tem até 1,1% e é a de AXIA3 (Axia Energia).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 29/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 30/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
No dia em que o índice caiu 1,06%, o prêmio das opções ficou quase parado na mediana. A mensal de novembro subiu em onze dos vinte papéis e caiu em nove, com mediana de 0,96 ponto a mais, e as maiores altas ficaram com Hapvida, Bradesco e Usiminas. O quadro ficou com catorze cartões em baixo, quatro em normal e três em alto. Com a semanal a 60,10%, perto do dobro da mensal, a Vale (VALE3) subiu de normal para alto, com o balanço publicado depois do fechamento de 29/10, dentro da janela da faixa. A Usiminas (USIM5) também subiu para alto, com o resultado marcado para 30/10, e tem a faixa mais larga do quadro, 7,5% para cada lado. A Ambev (ABEV3) desceu de alto para baixo depois de o balanço sair, e a mensal dela caiu 10,82 pontos. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em baixo, com faixa até 30/10 de R$ 163,50 a R$ 169,52. A faixa mais estreita é a da Axia (AXIA3), com 1,1%. A oscilação implícita mede quanto se espera que as ações oscilem até o vencimento, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Caiu 1,06%, com 15 altas e 70 quedas entre as 85 ações.
Alta de 0,68%, depois do encerramento do pregão de ações.
Queda de 1,16%.
Ajuste do dia, queda de 0,76%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 30/10. PNAD de setembro, teleconferência da Vale, balanço da Usiminas, prazo dos credores da Braskem e vencimento semanal de opções.
- 03 e 04/11. Copom, o primeiro depois da urna, com a Selic em 13,75%, balanços de Itaú e TIM em 3/11 e eleição americana de meio de mandato.
- 05/11. Balanços de Suzano, Localiza, Sabesp e Magazine Luiza.
