O Ibovespa cai 2,68%, a 171.006,10 pontos, no terceiro pregão seguido de queda, com 77 das 85 ações em baixa, os bancos à frente e o dólar a R$ 5,3489
O Ibovespa fechou esta quarta-feira em 171.006,10 pontos, queda de 2,68%, no terceiro pregão seguido de perda depois da reeleição de Lula. A venda voltou a ser geral, com 7 altas, 77 quedas e uma ação estável entre as 85 acompanhadas, e mediana de queda de 3,18%. Os bancos puxaram, com o Santander mostrando lucro 28% menor em um ano e o Itaú BBA rebaixando o Bradesco, e os gestores citaram o receio fiscal do novo mandato. O Fed manteve os juros americanos entre 3,75% e 4,00%. O dólar à vista estava em R$ 5,3489 depois do encerramento do pregão de ações, queda de 0,05% no painel.
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O índice fechou em 171.006,10 pontos, queda de 2,68%. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 168,47, queda de 2,62%, e o giro das 85 ações foi de R$ 42,33 bilhões.
A MBRF (MBRF3) subiu 2,82% e a TIM (TIMS3) subiu 2,26%, nas duas maiores altas de um dia com só sete ações no positivo. Do outro lado, a Cosan (CSAN3) caiu 12,31% e a Vamos (VAMO3) caiu 11,34%.
Lá fora, o Fed manteve os juros entre 3,75% e 4,00%, o Dow Jones subiu 0,19% e o Brent de janeiro ajustou a US$ 111,64, alta de 2,04%. Aqui o dólar à vista estava em R$ 5,3489 depois do encerramento do pregão de ações, queda de 0,05% no painel.
O que moveu o dia
- A venda geral. Das 85 ações acompanhadas, 77 caíram, e a mediana delas perdeu mais do que o índice.
- Os bancos. O Santander mostrou lucro recorrente de R$ 2,885 bilhões, 28,0% menor em um ano, e o Itaú BBA rebaixou o Bradesco para neutro.
- O risco fiscal. Os gestores citaram o receio com a política fiscal do novo mandato, e os juros futuros subiram desde a manhã.
- O Fed. O banco central americano manteve os juros entre 3,75% e 4,00%, com dois votos por nova alta.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, só três subiram, com os bancos na ponta de baixo.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, só as telecomunicações fecharam em alta na média.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 28/10/2026: faixas da semanal que vence em 30/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas entre 16h18 e 16h24 de 28/10. O quadro ficou com 15 cartões em baixo, 4 em normal e 2 em alto, a Gerdau e a Ambev, esta com o balanço marcado para 29/10. O fundo que replica o Ibovespa tem faixa de R$ 163,66 a R$ 173,28.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 30/10, entre R$ 163,66 e R$ 173,28: até 2,9% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco baixo: proteção abaixo do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 60% menor do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por menos movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 2 estão com a proteção acima do padrão (risco alto), 4 no padrão (risco normal) e 14 abaixo do padrão (risco baixo). A faixa mais larga até sexta, 30/10, tem até 10,6% para cada lado e é a de CSNA3 (CSN); a mais estreita tem até 1,9% e é a de AXIA3 (Axia Energia).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 28/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 30/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
No dia em que o índice caiu 2,68%, o prêmio das opções voltou a subir. A mensal de novembro subiu em treze dos vinte papéis, com mediana de 1,96 ponto a mais, e as maiores altas ficaram com Bradesco, BTG Pactual e Hapvida. O quadro ficou com quinze cartões em baixo, quatro em normal e dois em alto. A Gerdau (GGBR4) subiu de normal para alto, com a mensal a 43,30% acima da oscilação histórica, e a Ambev (ABEV3) segue em alto, e o motivo é datado. A semanal dela está a 69,01%, quase o dobro da mensal, com o resultado do terceiro trimestre em 29/10, dentro da janela da faixa. A CSN (CSNA3) também tem degrau de evento. A semanal dela está a 118,51%, e a faixa dela é a mais larga do quadro, 10,6% para cada lado. A Suzano desceu de normal para baixo. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em baixo, com faixa até 30/10 de R$ 163,66 a R$ 173,28. A faixa mais estreita é a da Axia (AXIA3), com 1,9%. A oscilação implícita mede quanto se espera que as ações oscilem até o vencimento, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Caiu 2,68%, com 7 altas, 77 quedas e uma estável entre as 85 ações.
Queda de 0,05%, depois do encerramento do pregão de ações.
Queda de 2,62%.
Ajuste do dia, alta de 2,04%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 29/10. Balanços de Vale, Ambev e Multiplan, PIB americano, decisão do BCE, Caged e IGP-M.
- 30/10. Usiminas, PNAD, prazo dos credores da Braskem e vencimento semanal de opções.
- 03 e 04/11. Copom, o primeiro depois da urna, com a Selic em 13,75%, e balanços de Itaú e TIM em 3/11.
