O Ibovespa cai 13,88%, a 176.608,23 pontos, no primeiro pregão depois da reeleição de Lula, com circuit breaker, 77 das 85 ações em queda, o dólar a R$ 5,3721 e o juro de janeiro de 2029 a 15,250%
O Ibovespa fechou esta segunda-feira em 176.608,23 pontos, queda de 13,88%, no primeiro pregão depois da reeleição de Lula. A queda passou de 10% logo na abertura e acionou o circuit breaker, que parou os negócios por 30 minutos. Das 85 ações acompanhadas, 77 caíram e oito subiram, todas com receita em dólar, e a mediana das 85 perdeu 17,14%. O dólar à vista estava em R$ 5,3721 depois do encerramento do pregão de ações, alta de 8,04% no painel, e os juros futuros subiram em toda a curva. Lá fora, Nova York e a Europa fecharam em alta.
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O índice fechou em 176.608,23 pontos, queda de 13,88%. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 172,42, queda de 14,51%, e o giro das 85 ações foi de R$ 89,52 bilhões. A mediana das 85 caiu 17,14%, e 38 ações perderam mais de 20%.
A Suzano (SUZB3) subiu 10,08%, a Embraer (EMBJ3) subiu 8,89% e a WEG (WEGE3) subiu 4,21%. Do outro lado, o Magazine Luiza (MGLU3) caiu 58,23% e a Vamos (VAMO3) caiu 56,79%.
Lá fora, o Nasdaq subiu 0,82% e o Stoxx 600 subiu 0,80%, e o Brent de janeiro ajustou a US$ 110,74, queda de 0,86%. Aqui o dólar à vista estava em R$ 5,3721 depois do encerramento do pregão de ações, alta de 8,04% no painel.
O que moveu o dia
- A urna. O Tribunal Superior Eleitoral anunciou na madrugada de segunda a reeleição de Lula, e a bolsa de sexta carregava o outro resultado.
- O circuit breaker. A queda passou de 10% na abertura, e a B3 parou os negócios por 30 minutos, com reabertura em leilão às 10h30.
- O juro longo. O contrato de juro futuro de janeiro de 2029 foi a 15,250%, contra 12,595% na sexta, e o Tesouro recomprou títulos e cancelou os leilões da semana.
- O câmbio. O real perdeu valor e as únicas oito altas foram de empresas que recebem em dólar, como Suzano, Embraer, WEG e Vale.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, quatro subiram e dezesseis caíram.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, nenhuma ação subiu, e o saneamento teve a maior queda na média.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 26/10/2026: faixas da semanal que vence em 30/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas na tarde de 26/10, durante a chamada de fechamento. O quadro ficou com 14 cartões em baixo, 5 em normal e 2 em alto, porque a oscilação histórica saltou com o próprio pregão e a implícita mensal caiu com a urna decidida. O fundo que replica o Ibovespa tem faixa de R$ 164,08 a R$ 180,76.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 30/10, entre R$ 164,08 e R$ 180,76: até 4,8% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco baixo: proteção abaixo do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 49% menor do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por menos movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 2 estão com a proteção acima do padrão (risco alto), 5 no padrão (risco normal) e 13 abaixo do padrão (risco baixo). A faixa mais larga até sexta, 30/10, tem até 13,5% para cada lado e é a de B3SA3 (B3); a mais estreita tem até 2,7% e é a de SUZB3 (Suzano).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 26/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 30/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
A série que forma a faixa passou a ser a semanal de 30/10, que atravessa o segundo turno, e as opções cobram isso: nove papéis tiveram a semanal acima de uma vez e meia a mensal, o que sobe o cartão um degrau por evento. O quadro ficou com dez cartões em extremo, dez em alto e um em normal, com quatro trocas. O BTG Pactual (BPAC11) e a Axia (AXIA3) subiram de alto para extremo, a PRIO (PRIO3) passou de normal para alto, e a Renner (LREN3) desceu de extremo para alto. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em extremo, com faixa até 30/10 de R$ 179,51 a R$ 223,87, com a semanal a 77,88%. Com 24,2% para cada lado, a faixa mais larga é a do Magazine Luiza (MGLU3), e a mais estreita é a da Suzano (SUZB3), com 5,0%. A oscilação implícita mede quanto se espera que as ações oscilem até o vencimento, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Caiu 13,88%, com 77 quedas e oito altas entre as 85 ações.
Alta de 8,04%, depois do encerramento do pregão de ações.
Queda de 14,51%.
Ajuste do dia, queda de 0,86%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 27/10. Balanço da Hypera e teleconferência da Gerdau.
- 28/10 a 30/10. Decisão do Fed e Santander em 28/10, Vale, BCE e Caged em 29/10 e vencimento semanal de opções em 30/10.
- 03 e 04/11. Copom, o primeiro depois da urna, com a Selic em 13,75%.
