O Ibovespa cai 1,06%, a 204.324,26 pontos, com 73 das 85 ações em queda depois da pesquisa empatada e do fim da escala 6x1 no Senado; o dólar sobe 1,15%, a R$ 5,0989, depois do encerramento do pregão de ações
O Ibovespa fechou esta quinta-feira em 204.324,26 pontos, queda de 1,06%, a terceira seguida, com 11 altas, 73 quedas e uma estável entre as 85 ações acompanhadas. A pesquisa Quaest mostrou empate técnico no segundo turno e o Senado aprovou o fim da escala 6x1, e a venda se concentrou em construtoras e varejo, enquanto Nova York subiu e o dólar caiu no exterior.
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O índice fechou em 204.324,26 pontos, queda de 1,06%. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 201,39, queda de 1,11%, e o giro das 85 ações foi de R$ 27,44 bilhões. A média simples das 85 caiu 1,43%, pior que a do índice.
A queda veio de quem vende ao consumidor daqui. A Direcional (DIRR3) caiu 9,26%, depois de a prévia do trimestre mostrar vendas e lançamentos menores, a MRV (MRVE3), 4,94%, e o Magazine Luiza (MGLU3), 4,24%. Do outro lado, a Embraer (EMBJ3) subiu 2,70%, com receita em dólar, e a Yduqs (YDUQ3), 2,12%.
Lá fora, o Dow Jones subiu 1,08% mesmo com os preços ao produtor acima do esperado, e o índice do dólar caiu contra moedas fortes. O Brent ajustou a US$ 105,92, queda de 0,13%. Aqui o dólar à vista estava em R$ 5,0989 depois do encerramento do pregão de ações, alta de 1,15%.
O que moveu o dia
- Empate técnico na Quaest. A pesquisa da noite de quarta mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 46% e Lula (PT) com 44% no segundo turno.
- Fim da escala 6x1. O Senado aprovou a proposta por 75 votos a 1, com a nova jornada em vigor dois meses depois da promulgação. Pela Agência Brasil, a jornada máxima cai para 42 horas nessa data e para 40 horas um ano depois.
- Juro longo em alta. O contrato de juro futuro de janeiro de 2035 foi a 12,870%, contra 12,655% na véspera, e o de janeiro de 2029, a 12,730%.
- Prévia fraca da Direcional. As vendas líquidas do terceiro trimestre caíram 20,7% e os lançamentos, 37,1%, na comparação com um ano antes.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, três subiram e dezessete caíram.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, 5 das 29 ações subiram e 23 caíram.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 15/10/2026: faixas da mensal que vence em 16/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas entre 16h05 e 16h12, com o pregão aberto, e as do BOVA11 e da WEG às 16h52. O quadro ficou com 8 cartões em baixo, 10 em normal e 3 em alto, e os vinte e um papéis tiveram leitura. O fundo que replica o Ibovespa tem razão de 0,93, com faixa de R$ 198,22 a R$ 204,56.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 16/10, entre R$ 198,22 e R$ 204,56: até 1,6% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco normal: proteção no padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 7% menor do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por menos movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 3 estão com a proteção acima do padrão (risco alto), 9 no padrão (risco normal) e 8 abaixo do padrão (risco baixo). A faixa mais larga até sexta, 16/10, tem até 7,2% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 1,3% e é a de ABEV3 (Ambev).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 15/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 16/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que o índice caiu 1,06%, com 11 altas, 73 quedas e uma estável entre as 85 ações, o preço de oscilação da mensal de outubro subiu em cinco dos oito papéis com leitura nos dois dias e caiu em três, com mediana de alta de 1,1 ponto. As maiores altas foram na Cemig (CMIG4), de 6,50 pontos, e na Petrobras (PETR4), de 6,28; a maior queda, no Itaú (ITUB4), de 10,37 pontos. O quadro ficou com oito cartões em baixo, dez em normal e três em alto, a Vale (VALE3), a WEG (WEGE3) e a CSN (CSNA3), e os doze papéis que estavam sem leitura em 14/10 voltaram ao quadro. O fundo que replica o índice (BOVA11) passou de baixo para normal, com razão de 0,93, contra 0,72 na véspera, e faixa até 16/10 de R$ 198,22 a R$ 204,56, ou 1,6% para cada lado. A faixa mais larga tem 7,2% para cada lado e é a do Magazine Luiza (MGLU3). Entre as ações, a mais estreita tem 1,3% e é a da Ambev (ABEV3). Com um dia útil até o vencimento, a oscilação implícita da série de sexta pesa poucas horas de pregão, e isso mede quanto se espera que as ações oscilem até lá, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Caiu 1,06%, com 11 altas, 73 quedas e uma estável entre as 85 ações.
Alta de 1,15%, depois do encerramento do pregão de ações.
Queda de 1,11%.
Ajuste do dia, queda de 0,13%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 16/10. Vencimento das opções sobre ações, leilão da oferta pública da Braskem, fim da janela de conversão da Axia e IBC-Br de agosto.
- 20/10 a 23/10. Data-com do Santander em 20/10, WEG em 21/10, Bradesco em 22/10 e IPCA-15 em 23/10.
- 25/10 a 28/10. Segundo turno em 25/10, data-com da Telefônica Brasil em 26/10 e decisão do Fed em 28/10.
