O Ibovespa sobe 1,38%, a 209.066,90 pontos, recorde de fechamento, com construtoras e varejo na frente e as teles em queda; o dólar recua 0,64%, a R$ 4,9872, no encerramento do pregão de ações
O Ibovespa fechou esta sexta-feira em 209.066,90 pontos, alta de 1,38%, renovando o recorde de fechamento, com 65 das 85 ações acompanhadas em alta. O IPCA de setembro veio acima do esperado e mesmo assim não segurou a bolsa, porque os juros futuros longos seguiram em queda com as pesquisas do segundo turno. A MRV subiu 21,62% e a Vivo caiu 5,25%, e o dólar à vista recuou 0,64%, a R$ 4,9872.
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O índice fechou em 209.066,90 pontos, alta de 1,38%, renovando o recorde de fechamento. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 205,55, alta de 1,22%, e o giro das 85 ações foi de R$ 40,00 bilhões.
A alta foi larga e veio de quem depende de crédito e de consumo. A MRV (MRVE3) subiu 21,62% com a prévia do terceiro trimestre, o Magazine Luiza (MGLU3) subiu 19,22% e as Lojas Renner (LREN3), 11,56%. Na ponta de baixo ficaram a Vivo (VIVT3), com 5,25%, e a TIM (TIMS3), com 4,18%.
Lá fora, Nova York e Europa fecharam em alta, e o Brent ajustou a US$ 104,72, alta de 0,42%, depois de cair pela manhã. As teles caíram no mundo com a compra de espectro pela SpaceX nos Estados Unidos.
O que moveu o dia
- IPCA acima do teto. O IPCA de setembro subiu 0,82% e o acumulado de doze meses foi a 4,58%, acima do teto de 4,5%, com a energia elétrica em alta de 7,98% pelo fim do bônus de Itaipu.
- Juro longo em queda. As pesquisas do segundo turno mantiveram a queda dos contratos longos de juros futuros, e foi isso que puxou construção, varejo e concessões.
- Gasolina sem tributo federal. A medida provisória 1.395 zerou PIS, Cofins e Cide da gasolina por 30 dias e ampliou a subvenção ao diesel importado.
- Satélite contra as teles. A compra de espectro pela SpaceX nos Estados Unidos derrubou as teles no mundo, e um banco apontou a Starlink como possível quarta operadora no Brasil.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, dezessete subiram, duas caíram e uma ficou estável.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, 19 das 29 ações subiram.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 09/10/2026: faixas da mensal que vence em 16/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas entre 16h50 e 16h54. O quadro ficou com 12 cartões em baixo, 7 em normal e 2 em alto, os de Vale e WEG, e o fundo que replica o Ibovespa tem razão de 0,79, com faixa de R$ 199,75 a R$ 211,35.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 16/10, entre R$ 199,75 e R$ 211,35: até 2,8% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco baixo: proteção abaixo do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 21% menor do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por menos movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 2 estão com a proteção acima do padrão (risco alto), 7 no padrão (risco normal) e 11 abaixo do padrão (risco baixo). A faixa mais larga até sexta, 16/10, tem até 14,2% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 3,0% e é a de ABEV3 (Ambev).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 09/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 16/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que o índice subiu 1,38%, com 65 altas, 18 quedas e duas estáveis entre as 85 ações, o preço de oscilação da mensal de outubro subiu em treze dos vinte papéis com leitura nos dois dias e caiu em sete, com mediana de alta de 0,68 ponto. As maiores altas foram no Magazine Luiza (MGLU3), de 21,14 pontos, nas Lojas Renner (LREN3), de 9,69, e na Localiza (RENT3), de 9,43, três papéis que subiram forte no dia; as maiores quedas, na Usiminas (USIM5), de 1,65 ponto, no Banco do Brasil (BBAS3), de 1,16, e na Suzano (SUZB3), também de 1,16. O quadro ficou com doze cartões em baixo, sete em normal e dois em alto; mudaram de nível a WEG (WEGE3), de normal para alto, com razão de 1,21, a Suzano, de normal para baixo, e a Cemig (CMIG4), de baixo para normal. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em baixo, com razão de 0,79, contra 0,68 na véspera, e faixa até 16/10 de R$ 199,75 a R$ 211,35, ou 2,8% para cada lado: a faixa ficou mais larga porque passou a cobrir uma semana inteira. A faixa mais larga tem 14,2% para cada lado e é a do Magazine Luiza. Entre as ações, a mais estreita tem 3,0% e é a da Ambev. Isso mede quanto se espera que as ações oscilem até a próxima sexta, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Subiu 1,38%, recorde de fechamento, com 65 altas, 18 quedas e duas estáveis entre as 85 ações.
Queda de 0,64%, no encerramento do pregão de ações.
Alta de 1,22%.
Ajuste do dia, alta de 0,42%.
Soma do volume das 85 ações acompanhadas.
O que fica no radar
- 12/10 e 13/10. Feriado sem pregão e, na volta, a data-com do juro trimestral do Bradesco.
- 14/10 a 16/10. Janela de conversão da Axia, vencimento mensal de opções e leilão da oferta pública da Braskem.
- 19/10 a 25/10. Fim do direito de retirada da EMAE, último pregão da EMAE em 23/10 e segundo turno em 25/10.
