O Ibovespa cai 0,52%, a 205.835,29 pontos, na realização de lucros depois do rali do primeiro turno, com 51 das 85 ações em alta; o Banco do Brasil cai 6,42% com o rebaixamento do JPMorgan, e o dólar recua 0,30%, a R$ 4,9829, no encerramento do pregão de ações
O Ibovespa fechou esta terça-feira em 205.835,29 pontos, queda de 0,52%, no dia seguinte ao rali de 7,70% do primeiro turno. Para Gabriel Magno, da AW Capital, foi realização de lucros, e o peso ficou concentrado nos papéis grandes: 51 das 85 ações acompanhadas subiram. O Banco do Brasil caiu 6,42% depois de o JPMorgan rebaixar a recomendação da ação.
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O Ibovespa fechou em 205.835,29 pontos, queda de 0,52% sobre o fechamento de 05/10, depois de oscilar entre 204.725,23 e 209.522,60 pontos. Entre as 85 ações acompanhadas foram 51 altas e 34 quedas, com média simples de alta de 0,63%, mediana de 0,47% e giro de R$ 43,92 bilhões, pouco mais da metade do da segunda. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 202,50, queda de 0,91%.
O dólar à vista estava em R$ 4,9829 no encerramento do pregão de ações, queda de 0,30% sobre o fechamento anterior, e os juros futuros fecharam em queda em todos os vencimentos. A queda do índice ficou concentrada nos papéis grandes: o bloco de saúde e proteína subiu 2,64% na média e o de consumo, 1,80%, enquanto o de petróleo caiu 1,32% e o de mineração, 0,92%.
O que moveu o dia
- A realização de lucros. Para Gabriel Magno, da AW Capital, a queda do índice foi realização de lucros depois do rali de 7,70% da véspera. Entre os índices setoriais da bolsa, o de small caps subiu 1,83% e o imobiliário, 2,53%, enquanto o do setor financeiro caiu 0,58%.
- O relatório do JPMorgan. O banco rebaixou a recomendação do Banco do Brasil de neutra para venda, citando a piora dos créditos do agronegócio, e elevou o Bradesco de neutra para compra, no mesmo relatório. O Banco do Brasil caiu 6,42%, a maior queda do dia, e o Bradesco subiu 4,40%.
- O petróleo e o câmbio. O Brent de dezembro ajustou a US$ 100,58, alta de 0,26%, e mesmo assim a Petrobras caiu 2,78% e a PRIO, 3,27%. O dólar recuou 0,30%, num dia de juro americano em queda, e o economista André Galhardo, da Análise Econômica, atribuiu o recuo à redução do prêmio de risco no câmbio.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, oito subiram e doze caíram.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, 18 das 29 ações subiram.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 06/10/2026: faixas da semanal que vence em 09/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas às 16h34, antes do leilão de fechamento. A implícita mensal subiu em onze dos vinte papéis com leitura nos dois dias e caiu em nove, e o quadro ficou com treze cartões em baixo e oito em normal.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 09/10, entre R$ 197,82 e R$ 207,18: até 2,3% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco baixo: proteção abaixo do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 17% menor do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por menos movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 8 estão com a proteção no padrão (risco normal) e 12 abaixo do padrão (risco baixo). A faixa mais larga até sexta, 09/10, tem até 9,1% para cada lado e é a de MGLU3 (Magazine Luiza); a mais estreita tem até 1,9% e é a de CMIG4 (Cemig).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 06/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 09/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que o índice caiu 0,52%, com 51 altas e 34 quedas entre as 85 ações, o preço de oscilação da mensal de outubro voltou a se dividir: subiu em onze dos vinte papéis com leitura nos dois dias e caiu em nove, com mediana de alta de 0,24 ponto, depois de cair nos vinte na véspera. As maiores altas foram no BTG Pactual (BPAC11), de 7,55 pontos, na CSN (CSNA3), de 7,40, e no Bradesco (BBDC4), de 5,82; as maiores quedas, no Magazine Luiza (MGLU3), de 9,56 pontos, na B3 (B3SA3), de 4,37, e na Axia (AXIA3), de 3,90. O quadro ficou com treze cartões em baixo e oito em normal, sem nenhum em alto ou extremo; mudaram de nível o Magazine Luiza, de normal para baixo, e a Suzano (SUZB3), de baixo para normal. A ressalva de régua da véspera continua valendo: a volatilidade histórica da B3, do BTG e da Localiza segue acima de 70% por causa do salto de 05/10, e isso puxa a razão para baixo. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em baixo, com razão de 0,83, contra 0,70 na véspera, e faixa até 09/10 de R$ 197,82 a R$ 207,18, ou 2,3% para cada lado; a semanal marca 21,17% ao ano, contra 24,36% da mensal. A faixa mais larga tem 9,1% para cada lado e é a do Magazine Luiza. A mais estreita tem 1,9% e é a da Cemig (CMIG4). Isso mede quanto se espera que as ações oscilem até sexta, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Realização de lucros depois do rali do primeiro turno, com 51 das 85 ações em alta.
Cotação no encerramento do pregão de ações, sobre o fechamento anterior.
Ajuste do dia do contrato de dezembro na ICE.
Média simples de alta de 0,63% e mediana de 0,47%.
Pouco mais da metade do giro da segunda.
O que fica no radar
- 07/10: ata da reunião de setembro do Fed, às 15h de Brasília, e data-com do juro sobre capital da RD Saúde.
- 08/10: data-com da ISA Energia e volta de Dalian.
- 09/10: IPCA de setembro, vencimento das opções semanais e fim da redução de PIS e Cofins da gasolina.
- 13/10: data-com do juro trimestral do Bradesco.
- 16/10: vencimento mensal de opções de outubro e leilão da oferta pública de aquisição da Braskem.
- 25/10: segundo turno da eleição presidencial. O Radar não projeta resultado eleitoral.
