O Ibovespa sobe 7,70%, a 206.911,89 pontos, e fecha pela primeira vez acima de 200 mil depois do primeiro turno; o dólar cai 4,40%, a R$ 4,9959, no encerramento do pregão de ações
O Ibovespa fechou esta segunda-feira em 206.911,89 pontos, alta de 7,70%, no primeiro pregão depois do primeiro turno da eleição presidencial. Foi a primeira vez que o índice fechou acima de 200 mil pontos, segundo o InfoMoney. Pela apuração do TSE, Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03% dos votos válidos e Lula (PT), 45,16%, e os dois disputam o segundo turno em 25/10.
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O Ibovespa fechou em 206.911,89 pontos, alta de 7,70% e ganho de 14.797,34 pontos sobre o fechamento de 02/10. Entre as 85 ações acompanhadas foram 77 altas e 8 quedas, com média simples de alta de 7,69%, mediana de 7,11% e giro de R$ 79,93 bilhões, contra R$ 31,45 bilhões na sexta. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 204,35, alta de 7,55%.
O dólar à vista estava em R$ 4,9959 no encerramento do pregão de ações, queda de 4,40% sobre o fechamento anterior, e os juros futuros caíram com força, segundo o InfoMoney. A alta veio concentrada nas ações ligadas ao juro doméstico: o bloco de consumo subiu 11,81% na média e o financeiro, 9,11%, enquanto a mineração ficou praticamente estável, com média de 0,08%.
O que moveu o dia
- O resultado da urna. Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03% dos votos válidos e Lula (PT), 45,16%, segundo o TSE, resultado diferente da maioria das pesquisas da reta final, segundo o InfoMoney. A leitura de mercado publicada pela Reuters é de aposta numa melhora das contas públicas.
- O câmbio. O dólar caiu 4,40%, abaixo de R$ 5, e o custo do seguro contra calote da dívida brasileira caiu 20 pontos-base, segundo a Reuters. O rand sul-africano quase não se mexeu no mesmo dia.
- As exportadoras na contramão. As oito quedas do dia vieram de exportadoras ou de papéis ligados a commodities, com a Suzano em queda de 5,39% e a Embraer, de 3,31%.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, dezesseis subiram e quatro caíram.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, as 29 ações subiram.
Radar de Risco do dia
Radar de Risco de 05/10/2026: faixas da semanal que vence em 09/10, montadas sobre o fechamento, com grades capturadas a partir das 16h53, já no leilão de fechamento. A implícita mensal caiu nas vinte ações do quadro, com mediana de queda de 13,96 pontos, e o quadro ficou com treze cartões em baixo e oito em normal.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 09/10, entre R$ 198,35 e R$ 210,35: até 2,9% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco baixo: proteção abaixo do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 30% menor do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por menos movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 8 estão com a proteção no padrão (risco normal) e 12 abaixo do padrão (risco baixo). A faixa mais larga até sexta, 09/10, tem até 11,7% para cada lado e é a de CSNA3 (CSN); a mais estreita tem até 2,3% e é a de CMIG4 (Cemig).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 05/10.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 09/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que o índice subiu 7,70% com 77 altas e 8 quedas entre as 85 ações, o preço de oscilação da mensal de outubro caiu nos vinte papéis que têm leitura nos dois dias, com mediana de queda de 13,96 pontos. As maiores quedas foram no Banco do Brasil (BBAS3), de 28,12 pontos, na Hapvida (HAPV3), de 23,71, com a mensal calculada pela grade nos dois dias, e na Lojas Renner (LREN3), de 22,03; as menores foram na Suzano (SUZB3), de 2,26, e na PRIO (PRIO3), de 3,95. O quadro, que tinha doze cartões em extremo e cinco em alto na sexta, ficou com treze em baixo e oito em normal, sem nenhum em alto ou extremo. Há uma ressalva de régua que pesa na leitura: a volatilidade histórica que entra no denominador da razão subiu com o salto do próprio pregão, em mais de dez pontos em nove das vinte ações, e em três delas passou de menos de 40% para mais de 70% num dia; parte da queda da razão vem desse denominador inflado, e não só da oscilação embutida nas opções. O fundo que replica o índice (BOVA11) passou de extremo para baixo, com razão de 0,70, contra 2,25 na sexta, e faixa até 09/10 de R$ 198,35 a R$ 210,35, ou 2,9% para cada lado; a semanal marca 23,36% ao ano, contra 20,63% da mensal. A faixa mais larga é a da CSN (CSNA3), com 11,7% para cada lado, e a mais estreita, a da Cemig (CMIG4), com 2,3% para cada lado. Leitura do Radar, sem chamada de direção: com o primeiro turno apurado, as opções que vencem antes do segundo turno deixaram de embutir a eleição, e o preço da proteção caiu no mesmo dia em que o índice subiu 7,70%; isso mede quanto se espera que as ações oscilem, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
Primeira vez acima de 200 mil pontos no fechamento, segundo o InfoMoney.
Cotação no encerramento do pregão de ações, sobre o fechamento anterior.
Ajuste do dia, segundo o Estadão.
Média simples de alta de 7,69% e mediana de 7,11%.
Contra R$ 31,45 bilhões na sexta.
O que fica no radar
- 07/10: ata do Fomc, às 15h de Brasília, e data-com do juro sobre capital da RD Saúde.
- 09/10: IPCA de setembro, pelo IBGE.
- 16/10: vencimento mensal de opções de outubro.
- 25/10: segundo turno da eleição presidencial. O Radar não projeta resultado eleitoral.
