O Ibovespa sobe 1,37%, a 186.340,46 pontos, e fecha setembro com ganho acumulado de 5,03%: bancos e varejo puxaram depois da inflação americana fraca, e o petróleo foi o único setor a cair
O Ibovespa fechou esta quarta-feira, último pregão de setembro e do terceiro trimestre, em 186.340,46 pontos, alta de 1,37%, e terminou o mês com ganho acumulado de 5,03%. A alta foi larga: entre as 85 ações acompanhadas foram 65 altas e 20 quedas, e a média simples subiu 1,90%, acima do índice. O pano de fundo foi a inflação americana de agosto abaixo do esperado e a disputa presidencial empatada a quatro dias do primeiro turno, com o juro futuro em alívio pela manhã; o petróleo foi o único bloco em queda, mesmo com o Brent em alta.
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O Ibovespa fechou em 186.340,46 pontos, alta de 1,37%, com giro de R$ 27,78 bilhões nas 85 ações acompanhadas, contra R$ 20,06 bilhões em 29/09. Foram 65 altas e 20 quedas; a média simples subiu 1,90% e a mediana, 1,67%. O dólar à vista fechou em R$ 5,1759, queda de 0,55%, na segunda sessão seguida de queda. O fundo que replica o índice fechou a R$ 184,08, alta de 1,67%. No mês, o índice acumulou alta de 5,03% desde os 177.418,78 pontos do fechamento de 31/08.
Seis dos sete blocos setoriais subiram na média. O consumo teve a melhor média, alta de 2,90%, com 18 altas em 20, e o financeiro concentrou 29,6% de todo o giro, com alta de 3,64% ponderada pelo volume; só no Itaú foram R$ 3,25 bilhões negociados. O petróleo foi o único bloco em queda, de 0,13% na média, no mesmo dia em que o Brent de dezembro, agora a referência, ajustou a US$ 98,03, alta de 1,94%. A maior alta das 85 foi de 13,98%, na Braskem, decidida no leilão de fechamento prorrogado do fim do trimestre. A maior queda foi de 3,49%, na Totvs.
Lá fora, Nova York fechou sem direção única: o Dow Jones caiu 0,86%, o S&P 500 perdeu 0,25% e o Nasdaq Composite subiu 0,24%, segundo a Agência Estado. O núcleo do PCE, a medida de inflação que o Federal Reserve acompanha, subiu 0,2% em agosto, contra projeção de 0,3%, e o título de 10 anos estava em 5,29% no fim da tarde, segundo a AP. A Europa fechou em queda, com o Stoxx 600 a 634,89 pontos, baixa de 0,50%.
O que moveu o dia
- Inflação americana abaixo do esperado. O núcleo do PCE subiu 0,2% em agosto, contra projeção de 0,3%, e está em 3,0% em doze meses, pelo BEA; segundo a AP, o dado reduziu a aposta numa nova alta de juros do Federal Reserve em outubro, e o juro curto caiu.
- Juro futuro: alívio de manhã, estabilidade no fechamento. No Tesouro Direto, a taxa do IPCA+ 2050 caiu de 7,08% para 6,93% na atualização das 9h26, abaixo de 7% pela primeira vez desde maio, segundo o InfoMoney. No fechamento, o contrato de janeiro de 2029 terminou a 13,790%, contra 13,789% no ajuste de terça, e o de janeiro de 2031 passou de 13,98% para 13,96%, segundo o Estadão.
- Disputa empatada a quatro dias do primeiro turno. Na pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta, Lula tem 39,4% e Flávio Bolsonaro, 38,4%, no primeiro turno, com margem de 2,2 pontos; no segundo turno, 48,5% a 48%. O Radar não projeta resultado eleitoral.
- Bancos com o dinheiro do dia. Alta de 4,68% no Itaú, a ação mais negociada; de 4,67% no Banco do Brasil; e de 4,11% no Bradesco, sem causa própria publicada. A Money Times cita apetite a risco, sinais de entrada de fluxo estrangeiro e a eleição.
- Leilão de fechamento prorrogado. No último pregão do trimestre, os leilões de fechamento foram prorrogados e mudaram preços depois das 17h07: a alta de 0,27% que a Braskem mostrava às 17h07 virou 13,98% no leilão, e a CSN foi de R$ 5,67 para R$ 5,77.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, catorze subiram e seis caíram. Três das cinco maiores altas do grupo são bancos, e na ponta de baixo ficaram exportadoras e petróleo, com a Embraer na maior queda.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, 24 das 29 ações subiram e cinco caíram, e as três maiores altas foram de bancos.
Mercado geral
Nas 85 acompanhadas, 65 altas e 20 quedas, com média simples de alta de 1,90% e mediana de 1,67%. A maior alta, a da Braskem, saiu do leilão de fechamento.
Radar de Risco do dia
Grades capturadas perto das 16h40 de 30/09/2026, antes do leilão de fechamento. A implícita mensal subiu em 13 dos 16 papéis com leitura; são sete em extremo, contando o BOVA11. BTG Pactual, Gerdau e Usiminas ficam sem leitura por série sem negócio. Faixas até o vencimento semanal de 02/10.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 02/10, entre R$ 180,57 e R$ 187,59: até 1,9% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco extremo: proteção muito acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 108% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 6 estão com a proteção muito acima do padrão (risco extremo), 6 acima do padrão (risco alto), 4 no padrão (risco normal) e 4 ficaram sem leitura. A faixa mais larga até sexta, 02/10, tem até 8,1% para cada lado e é a de CSNA3 (CSN); a mais estreita tem até 1,9% e é a de RENT3 (Localiza).
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 30/09.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 02/10: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão em que o índice subiu 1,37% com 65 altas e 20 quedas entre as 85 ações, o preço de oscilação da mensal de outubro subiu em treze dos dezesseis papéis com leitura e caiu em três, com mediana de alta de 1,72 ponto. A maior alta foi na CSN (CSNA3), de 7,32 pontos, um dia depois da queda de quase 10% com o corte de projeção da controlada, seguida pela Magazine Luiza (MGLU3), de 4,41, num dos dias de maior alta das 85. A maior queda foi na Hapvida (HAPV3), de 6,22 pontos, que segue sem nível. Três papéis desceram de nível: o Itaú (ITUB4) e a Localiza (RENT3), de extremo para alto, e a Magazine Luiza, de alto para normal. A Lojas Renner (LREN3) subiu de alto para extremo, e a Cemig (CMIG4) voltou ao quadro em alto. Três cartões ficam sem leitura porque as opções que dão a faixa ou o nível não tiveram negócio até a captura: BTG Pactual, Gerdau e Usiminas. Contando o fundo que replica o índice, são sete em extremo. A faixa mais larga é a da CSN, com 8,1% para cada lado, e a mais estreita é a do fundo que replica o índice (BOVA11), com 1,9%, em extremo, com razão de 2,08, e faixa até 02/10 de R$ 180,57 a R$ 187,59. Leitura do Radar, sem chamada de direção: o preço de proteção subiu mesmo num pregão de alta larga, e isso mede quanto o mercado espera que as ações oscilem nas próximas semanas, que incluem o primeiro turno, e não para que lado.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
alta de 1,37% no dia, e ganho acumulado de 5,03% em setembro
queda de 0,55% no fechamento, a segunda sessão seguida de queda
contrato de dezembro, alta de 1,94% no ajuste, agora a referência depois do vencimento de novembro
fechamento, 0,1 ponto-base acima do ajuste de terça, segundo o Estadão; o IPCA+ 2050 foi a 6,93% às 9h26
altas contra quedas nas 85 ações
O que fica no radar
- Quinta, 01/10: a China fica fechada até 07/10; índice de gerentes de compras da indústria às 10h00; nos Estados Unidos, pedidos de seguro-desemprego às 09h30 e ISM industrial às 11h00; data-com do juro mensal do Bradesco, na preferencial e na ordinária; Itaú, Multiplan e JHSF passam a negociar sem o direito ao provento.
- Sexta, 02/10: relatório de emprego dos Estados Unidos às 09h30, produção industrial de agosto do IBGE às 09h00 e vencimento da semanal que baliza as faixas do Radar de Risco.
- Sábado, 03/10: Datafolha, Quaest e CNT/MDA divulgam as últimas pesquisas antes do primeiro turno, segundo o calendário do InfoMoney.
- Domingo, 04/10: primeiro turno da eleição.
- Quinta, 08/10: primeira data-com das três parcelas do juro sobre capital da ISA Energia, de R$ 0,188959 por ação no bruto cada uma, com pagamento em 07/12.
