O Ibovespa subiu 0,74%, aos 186.595,60 pontos, sem a Petrobras e sem a Vale, puxado pelas ações que dependem de juro longo
O índice fechou aos 186.595,60 pontos, alta de 0,74%, com placar de 56 altas, 28 quedas e uma estável entre as 85 acompanhadas e variação mediana em alta de 0,94%. Educação subiu 4,98% na média, o melhor entre os vinte setores acompanhados, e a Hapvida (HAPV3) subiu 8,05%, a maior alta do dia.
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O pregão desta segunda teve juro longo em queda aqui e lá fora e barril em queda firme. O Brent de novembro teve ajuste a US$ 100,34, queda de 3,40%, na quarta sessão seguida de queda, segundo a Reuters, e o título americano de dez anos fechou a 4,96%. Aqui, o Ibovespa fechou aos 186.595,60 pontos, alta de 0,74%, com placar de 56 altas, 28 quedas e uma estável e variação mediana em alta de 0,94%. O giro das 85 ações somou R$ 19,66 bilhões, contra R$ 27,29 bilhões no vencimento de sexta.
A alta veio sem os dois maiores pesos do índice. A PETR4 recuou 1,03% e a VALE3 recuou 1,12%, e quem puxou foram os setores que vivem de crédito e de juro longo: educação subiu 4,98% na média, locação de veículos 4,76%, saúde 3,65%, varejo 2,79% e shoppings e imóveis 2,67%. No fundo ficaram alimentos e frigoríficos, com média de queda de 0,79%, e petróleo e energia, com queda de 0,60%.
O motivo aparece na curva de juros. O Boletim Focus passou a projetar a Selic em 13,50% no fim de 2026, contra 13,75% na semana anterior, e o contrato de juro futuro de janeiro de 2027 quase não se mexeu, a 13,550%. O de janeiro de 2031 recuou de 14,020% para 13,880%, segundo a InfoMoney. O dólar à vista caiu 0,57%, a R$ 5,1129, mesmo com o índice do dólar em alta de 0,21% lá fora, e o BOVA11 fechou a R$ 183,95, alta de 0,81%.
O que moveu o dia
- A bolsa subiu sem a Petrobras e sem a Vale. a PETR4 recuou 1,03% com o Brent em queda de 3,40% no ajuste, e a VALE3 recuou 1,12% com o minério parado em Dalian. A variação mediana das 85 ações, em alta de 0,94%, ficou acima da alta do índice.
- O alívio veio no juro longo, e não na Selic. o Focus passou a projetar um corte a mais em novembro, mas o contrato de juro de janeiro de 2027 ficou em 13,550%, praticamente parado, enquanto o de janeiro de 2031 caiu 14 pontos-base, para 13,880%. Quem vive de crédito subiu mais: educação 4,98% e saúde 3,65% na média.
- O real ganhou força com o dólar subindo no mundo. o dólar à vista caiu 0,57%, a R$ 5,1129, e o índice do dólar subiu 0,21%, a 100,43. Segundo o Money Times, o movimento daqui destoou do desempenho do dólar global.
As três camadas do dia
20 mais líquidos
Entre as vinte ações de maior giro, onze subiram e nove caíram. A ponta de cima subiu 3,64% e a de baixo caiu 3,46%, uma distância de 7,10 pontos percentuais entre as duas. Os dois maiores giros do dia, PETR4 e BBAS3, fecharam em queda.
BESST
No bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações, dezessete papéis subiram, onze caíram e um ficou estável entre os 29 do recorte. A ponta de cima subiu 3,42% e a de baixo caiu 2,55%, uma distância de 5,97 pontos percentuais.
Mercado geral
Nas 85 acompanhadas, a ponta de cima subiu 8,05% e a de baixo caiu 3,46%, uma distância de 11,51 pontos percentuais. Quatro das cinco maiores altas são de consumo, saúde e locação, e duas das cinco maiores quedas são produtoras de petróleo.
Radar de Risco do dia
Quadro do fechamento de 21/09/2026, com as vinte e uma grades lidas entre 16h37 e 16h45, antes do leilão de fechamento, e livro vivo em todas elas. A faixa segue saindo da semanal que vence em 25/09, com cinco dias úteis impressos no cabeçalho, e o nível lê a mensal de 16/10, com dezenove. Só a bolsa mudou de nível contra o quadro de sexta. Leitura informativa, não é recomendação.
Na B3 existe um mercado onde se compra e se vende proteção contra a oscilação das ações: as opções. Quando o mercado espera que a ação balance mais, essa proteção sobe de preço.
Do preço dessa proteção sai a faixa da semana: o intervalo, em reais, onde a ação termina a semana na maioria dos cenários. Pela teoria, cerca de 2 em cada 3 semanas terminam dentro dela.
Compara o preço da proteção com o quanto a própria ação balançou nos últimos meses: abaixo do padrão, no padrão, acima ou muito acima. É isso que a cor de cada cartão mostra.
Nada aqui diz se a ação vai subir ou cair. O Radar mede o tamanho do movimento que o mercado está pagando para se proteger. Quer ver de onde sai cada número? Leia o guia, sem fórmula ↗Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Pelo preço da proteção, o mercado trabalha com o BOVA11 terminando a semana, na sexta, 25/09, entre R$ 179,31 e R$ 188,59: até 2,5% para cima ou para baixo. Terminar dentro quer dizer que a semana foi do tamanho que o mercado esperava; terminar fora quer dizer que aconteceu algo maior do que a proteção cobria.
Risco extremo: proteção muito acima do padrão da própria ação. A proteção do índice embute uma oscilação 74% maior do que a que o índice teve nos últimos meses. Não é aviso de queda: mede que o mercado está pagando por mais movimento do que vinha acontecendo.
Das 20 ações do quadro, 12 estão com a proteção acima do padrão (risco alto), 7 no padrão (risco normal) e 1 ficou sem leitura. A faixa mais larga até sexta, 25/09, tem até 9,1% para cada lado e é a de CSNA3 (CSN); a mais estreita tem até 2,3% e é a de SUZB3 (Suzano).
Datas das empresas dentro da semana:
- BBDC4etapa de sobras do aumento de capital de 21 a 25/09
- B3SA3negocia sem o juro sobre capital a partir de 23/09
- WEGE3negociou sem o juro sobre capital em 21/09
- LREN3negocia sem o juro sobre capital a partir de 23/09
- CMIG4negocia sem o juro sobre capital a partir de 23/09
- AXIA3pagamento do resgate das preferenciais em 22/09
- A cor e o selo mostram o nível: quanto a proteção está acima ou abaixo do padrão da própria ação. Não serve para comparar uma ação com a outra.
- O preço é o do fechamento de 21/09.
- A barra mostra o tamanho do movimento esperado até sexta, 25/09: quanto mais cheia, maior, comparada com as outras ações do quadro.
- Embaixo vêm a faixa em reais e, em amarelo, a data da empresa que cai dentro da semana, quando existe: balanço, pagamento ou último dia para ter direito a um provento.
Ver as outras 12 ações do quadro
Para quem já acompanha opções. Se você chegou agora, o quadro acima já basta.
Num pregão de alta em que 56 das 85 ações subiram, o preço de oscilação de outubro caiu em treze dos vinte papéis do quadro, com mediana de queda de 0,34 ponto, e a maior queda veio de quem mais subiu: a CSN (CSNA3) teve o preço de oscilação da mensal recuando 2,69 pontos no dia em que o papel foi uma das maiores altas. Na Petrobras (PETR4), o recuo foi de 1,56 ponto no mesmo dia em que o barril teve ajuste em queda de 3,40%. Só uma ação mudou de nível: a bolsa (B3SA3) saiu de extremo para alto, com a razão indo de 1,62 para 1,48. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em extremo, com razão de 1,74, e a faixa dele até 25/09 vai de R$ 179,31 a R$ 188,59, ou 2,5% para cada lado. Leitura do Radar, sem chamada de direção: o dia de alta tirou prêmio das ações que subiram, mas no índice o preço de se proteger segue bem acima da oscilação que ele entregou nos últimos meses.
Glossário rápido dos termos técnicos
- Preço de oscilação, ou volatilidade implícita
- A oscilação que o preço das opções embute, em porcentagem ao ano. É dela que sai a faixa.
- Oscilação entregue, ou volatilidade histórica
- Quanto a ação de fato balançou nos últimos meses, na mesma escala de porcentagem ao ano.
- Razão
- O preço de oscilação da série mensal dividido pela oscilação entregue. Acima de 1, a proteção embute mais movimento do que o recente; é o número que decide o nível.
- Série semanal e série mensal
- Os vencimentos das opções. A faixa sai da série que vence no fim da semana; o nível sai da mensal, que vence na terceira sexta-feira do mês.
- Ponto
- A unidade da variação do preço de oscilação: de 30% para 28% é uma queda de 2 pontos.
- Degrau
- Quando a proteção da semana custa mais de 1,5 vez a do mês, o nível sobe uma casa, sinal de data marcada.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
Os números do fechamento
subiu 0,74% no dia, com placar de 56 altas, 28 quedas e uma estável entre as 85 ações acompanhadas.
a ação do meio da lista subiu mais que o índice.
contra R$ 27,29 bilhões no vencimento de opções de sexta.
alta de 0,81%, no fundo que replica o índice, dentro do intervalo da pergunta da semana.
queda de 0,57% no fechamento, com o índice do dólar em alta lá fora.
ajuste de hoje, queda de 3,40%, no quarto dia seguido de recuo.
no fim do pregão de Nova York, contra 5,00% na sexta.
contra 14,020% no fechamento de sexta, segundo a InfoMoney.
O que fica no radar
- 22/09. sai às 08h a ata da reunião que cortou a taxa básica para 13,75% ao ano, e o mercado reage à pesquisa Quaest, divulgada depois do fechamento. É o último dia com direito aos proventos da Renner (LREN3), da bolsa (B3SA3), da TIM (TIMS3), da Cemig (CMIG4) e da Allos (ALOS3), a Axia Energia (AXIA3) paga o resgate das preferenciais classe C e vence o contrato de outubro do petróleo americano.
- 23/09. saem as prévias de setembro dos índices de gerentes de compras da zona do euro e dos Estados Unidos, o banco central sul-africano decide juro, sai a pesquisa AtlasIntel, e a Porto (PSSA3) e a Totvs (TOTS3) têm data-com.
- 24/09. sai o Relatório de Política Monetária, o presidente americano recebe o líder chinês, a Rede D'Or (RDOR3) tem data-com do juro sobre capital aprovado hoje e a CPFL (CPFE3) paga a parcela de R$ 700 milhões do dividendo aprovado em abril.
- 25/09. sai o IPCA-15 de setembro e vence a série semanal de opções que forma a faixa do BOVA11, hoje de R$ 179,31 a R$ 188,59. A pergunta da semana é se o fundo que replica o índice fecha dentro ou fora do intervalo de R$ 177,06 a R$ 187,88, publicado em 18/09, contra a partida de R$ 182,47.
