O Ibovespa fecha em alta de 1,22%, aos 172.742 pontos, e apaga a queda de ontem: o saneamento, os bancos e os seguros puxam a recuperação ampla, enquanto as petroleiras cedem com o Brent recuando para a casa de US$ 77.
O pregão de recuperação apagou a queda da véspera. O Ibovespa fechou aos 172.742 pontos (índice à vista), em alta de 1,22%, reforçando o passo perto do fim do dia, com o BOVA11 a R$ 169,80. A liderança foi do time doméstico: o saneamento (mais 2,45%, o melhor bloco BESST) e os bancos (mais 2,28%) puxaram, com os seguros (mais 1,75%) e a B3SA3 (mais 3,86%) juntos, enquanto o MGLU3 disparava 7,76% e a construção civil saltava (CURY3 mais 4,37%, CYRE3 mais 4,08%). Do outro lado, as petroleiras cederam: a Petrobras caiu (PETR4 menos 1,11%, PETR3 menos 1,43%), a PetroRio recuou 1,44% e a PetroReconcavo perdeu 1,67%, acompanhando o Brent, que voltou para a casa de US$ 77 (cerca de menos 1,35%) e interrompeu o rali de dois dias. A VALE3 subiu de leve (mais 0,62%, a R$ 73,15), com o minério estável perto de US$ 99, depois de esclarecer à CVM que a saída de Daniel Stieler do conselho foi decisão pessoal. Lá fora, Wall Street fechou em alta (Dow mais 0,27%, S&P 500 mais 0,81%, Nasdaq mais 1,30%), com os semicondutores à frente, e o dólar à vista caiu a R$ 5,12, com o real firme.
📥Newsletter desta ediçãoA versão que foi para o e-mail, com o Olho no Setor do dia. 🧭Cenário do diaA leitura completa em vigor neste dia: os vetores macro e como cada setor tende a reagir.Como foi o pregão
O dia foi de apetite por risco doméstico, e a bolsa reforçou o passo perto do fim. O Ibovespa fechou em alta de 1,22%, aos 172.742 pontos, apagando o recuo da véspera, com o saneamento (mais 2,45%), os bancos (mais 2,28%) e os seguros (mais 1,75%) na frente e a B3SA3 subindo 3,86%. As cíclicas domésticas dispararam: o MGLU3 saltou 7,76% e a construção civil, sensível ao juro, subiu forte (CURY3 mais 4,37%, CYRE3 mais 4,08%). Do outro lado, as petroleiras cederam com o Brent recuando para a casa de US$ 77 (PETR4 menos 1,11%, PETR3 menos 1,43%, PRIO3 menos 1,44%), e a VALE3 subiu de leve (mais 0,62%), com o minério estável e depois de esclarecer à CVM o caso de governança. O dólar à vista caiu a R$ 5,12, com o real firme.
O que moveu o dia
- Recuperação ampla e doméstica. O saneamento, os bancos e os seguros puxaram, com a B3SA3 subindo 3,86%; a alta de base ampla apagou a queda de ontem e levou o índice aos 172.742 pontos, mais 1,22%.
- Petróleo recua e as petroleiras cedem. O Brent voltou para a casa de US$ 77 (cerca de menos 1,35%) e interrompeu o rali de dois dias; a Petrobras (PETR4 menos 1,11%, PETR3 menos 1,43%), a PRIO3 (menos 1,44%) e a RECV3 (menos 1,67%) devolveram o ganho da véspera.
- Vale estabiliza e esclarece a governança. A VALE3 subiu 0,62%, com o minério estável perto de US$ 99, e informou à CVM que a saída de Daniel Stieler do conselho foi decisão pessoal, sem pagamento para acelerar a renúncia.
- Wall Street fecha em alta com os chips. O Dow subiu 0,27%, o S&P 500 ganhou 0,81% e o Nasdaq avançou 1,30%, com os semicondutores à frente (Micron mais 4,5%); a força de Nova York ajudou o humor por aqui.
As três camadas do dia
20 mais líquidos (fechamento)
Entre os mais líquidos, a alta veio do financeiro e das domésticas: B3, BTG, Embraer, Copasa e Sabesp lideraram a alta; do lado fraco ficaram a Axia Energia e as petroleiras, que devolveram o ganho de ontem.
BESST (fechamento)
No bloco BESST, quase tudo fechou em alta: BTG, Copasa, Cemig, Sabesp e Santander à frente, com o saneamento e os bancos puxando; na ponta fraca, só a Axia Energia caiu, com a TIM e a Vivo de lado no telecom.
Mercado geral (fechamento)
No mercado geral, o Magazine Luiza disparou e liderou as altas, seguido por Vamos, Yduqs, Raia Drogasil e SLC Agrícola; do lado das quedas, a Axia Energia, a PetroReconcavo e as Petrobras acompanharam o recuo do petróleo.
Os números do fechamento
Subiu 1,22%, aos 172.742 pontos, apagando a queda de ontem numa recuperação ampla de saneamento, bancos, seguros e domésticas
O ETF que segue o Ibovespa subiu 1,34%, a R$ 169,80, acompanhando o índice
O dólar à vista caiu a R$ 5,12, com o real firme apesar do risco global; o DOLPRO, o futuro, fechou perto de R$ 5,14 (menos 0,74%)
O Dow subiu 0,27% (52.487), o S&P 500 ganhou 0,81% (7.544) e o Nasdaq avançou 1,30% (26.207), com os semicondutores à frente
Os bancos subiram 2,28% no setor e os seguros, 1,75%, com BTG (mais 3,21%) e Santander (mais 2,54%) à frente; foi o motor da alta
Recuou para a casa de US$ 77 (cerca de US$ 76,97, menos 1,35%), interrompendo o rali de dois dias e tirando força das petroleiras
Estável, perto de US$ 99, com o contrato de Dalian praticamente no zero e estoques recordes nos portos chineses; a Vale subiu de leve
Segue em 14,25%; a curva deu trégua com o barril recuando, e o IPCA de junho, que sai amanhã, é o próximo balizador
O que fica no radar
- IPCA de junho na sexta. O índice oficial de inflação sai em 10/07 e é o dado doméstico central da semana; o mercado vai olhar o repasse do petróleo aos preços e o efeito na curva de juros.
- Tarifaço em 15/07. O prazo para a tarifa de 25% dos Estados Unidos ao Brasil segue no radar; qualquer sinal de acordo ou de recuo move exportadoras e o câmbio.
- Guerra no Oriente Médio. A escalada entre Estados Unidos e Irã segue ativa; enquanto o fornecimento não é cortado, o prêmio de risco do petróleo entra e sai rápido.
- Dividendo em foco. A LREN3 e a VIVT3 pagam em 14/07 e a TIMS3 em 22/07; as próximas data-com de pagadores perenes são as do BBDC4 e da CXSE3, em 03/08.
- Vale e balanços. A VALE3 divulga produção em 21/07 e resultado em 30/07; a temporada do segundo trimestre, no início de agosto, define os próximos passos e testa a queda projetada da Selic.
