Ibovespa fecha em queda no fim do semestre, com os bancos pesando e o dólar em leve alta.
No fechamento desta terça, último dia do semestre, o Ibovespa à vista caiu 0,68%, aos 172.024 pontos, descolado de uma Wall Street que ficou de lado depois do recorde de ontem. Foi um dia de realização, mas o índice melhorou na reta final, depois de rondar os 171.800 no intraday, à medida que os bancos aliviaram parte da pressão. Ainda assim, o setor financeiro foi o mais pesado da sessão (-0,98%). A Natura disparou 5,18% e liderou as altas, com Embraer (+2,08%) e Engie (+1,90%) firmes; na ponta de baixa, Braskem (-3,78%), Assaí (-2,89%) e C&A (-2,45%). O dólar fechou em leve alta, perto de R$ 5,20.
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A terça foi de realização no fechamento de semestre, com a bolsa sem conseguir engatar no humor externo. O índice abriu pressionado, chegou a rondar os 171.800 pontos no intraday e recuperou parte da perda na reta final, terminando aos 172.024 (queda de 0,68%). O peso veio dos bancos, o setor mais negativo do dia, e de um movimento amplo de ajuste de carteira típico de fim de período. Lá fora, depois do recorde de ontem, Wall Street passou o dia de lado, à espera do relatório de emprego de quinta, o que deixou a B3 sem um vetor externo claro.
O que moveu o dia
No mercado amplo, a Natura disparou e liderou (NATU3 +5,18%), seguida da Embraer (EMBJ3 +2,08%), da Engie (EGIE3 +1,90%), da MBRF (MBRF3 +1,86%) e da Marcopolo (POMO4 +1,53%), com a Usiminas (USIM5 +1,44%) acompanhando. Entre os bancos, todos fecharam em queda: o Banco do Brasil recuou (BBAS3 -1,73%), com Itaúsa (ITSA4 -1,04%), Itaú (ITUB4 -0,54%) e Bradesco (BBDC4 -0,39%) cedendo menos, e a B3 caiu (B3SA3 -1,22%). Do outro lado, a Braskem despencou (BRKM5 -3,78%), o Assaí recuou (ASAI3 -2,89%) e a C&A (CEAB3 -2,45%), a Vamos (VAMO3 -2,43%) e a Gerdau (GGBR4 -2,40%) completaram as quedas. A Vale fechou de lado (VALE3 -0,32%), sem ser o freio do dia.
As três camadas do dia
O Ibovespa fechou em queda de 0,68% (a 172.024 pontos pelo índice à vista); o BOVA11 caiu 0,68% (R$ 169,05) e o dólar fechou em leve alta, perto de R$ 5,20. Na ponta de cima: NATU3 (+5,18%), EMBJ3 (+2,08%), EGIE3 (+1,90%) e MBRF3 (+1,86%). Na ponta de baixo: BRKM5 (-3,78%), ASAI3 (-2,89%), CEAB3 (-2,45%) e VAMO3 (-2,43%).
A sessão teve duas faces: de um lado, a realização de fim de semestre e os bancos, o setor mais pesado e o principal motor da baixa; de outro, papéis como Natura, Embraer e Engie em alta, sustentando alguns nomes. Como o índice é ponderado pelo tamanho das empresas, foi o peso dos grandes bancos que mais derrubou o Ibovespa, ainda que tenham aliviado na reta final. As exportadoras de minério seguiram sem empurrão, com a Vale de lado.
Foi um dia de Brasil descolado do exterior, com Wall Street de lado e o índice local pressionado por fatores domésticos: realização de carteira e dólar em alta. No pano de fundo, o Banco Central cortou a Selic para 14,25% e sinalizou pausa e retomada no ciclo; o IPCA-15 mais brando ajuda, mas a inflação em doze meses, a 4,80%, segue acima do teto e pede cautela. É interpretação, não garantia.
Maiores altas e baixas
| Maiores altas (geral) | NATU3 +5,18% · EMBJ3 +2,08% · EGIE3 +1,90% |
| Maiores baixas (geral) | BRKM5 -3,78% · ASAI3 -2,89% · CEAB3 -2,45% |
| Entre os 20 mais líquidos | EMBJ3 +2,08% · WEGE3 +0,26% · SUZB3 +0,18% |
Os números do fechamento
| Ibovespa | -0,68% · ~172.024 pts (fim do semestre) |
| BOVA11 | -0,68% · R$ 169,05 |
| Dólar | leve alta · perto de R$ 5,20 |
| Petróleo (Brent) | aliviado · perto de US$ 73 |
| Minério de ferro | faixa baixa · ~US$ 100, China fraca |
| Petrobras | PETR4 -0,89% · R$ 37,80 |
| Vale | VALE3 -0,32% · R$ 77,88 (de lado) |
| Destaque positivo | NATU3 +5,18% · lidera o dia |
| Mundo | Wall Street de lado · recorde ontem (Dow >52 mil) |
O que fica no radar
O foco passa ao relatório de emprego nos Estados Unidos, que sai na quinta, antecipado pelo feriado de 4 de Julho, com o mercado americano fechado na sexta. No quadro doméstico, o próximo Copom e a temporada de balanços do 2T26, no começo de agosto, ganham peso, agora que o Banco Central sinalizou pausa e retomada no ciclo de cortes; a inflação em doze meses, a 4,80%, segue acima do teto, o que pede cautela. No exterior, a desescalada entre Estados Unidos e Irã e a liberação de Ormuz seguem no radar pelo efeito no petróleo. Fluxo estrangeiro, dólar, petróleo e minério seguem no centro das atenções, com o minério em destaque pelo peso da Vale no índice.
