Ibovespa fecha em alta, com a inflação mais fraca puxando banco e saneamento; Braskem desaba no impasse com os credores.
No fechamento desta quinta, o Ibovespa à vista subiu 0,87% (aos 171.990 pontos), depois de tocar acima de 173 mil no melhor momento e devolver parte do ganho. O gatilho foi a inflação: o IPCA-15 de junho veio a 0,41%, abaixo dos 0,62% de maio e do que o mercado esperava, reforçando a aposta de novo corte da Selic e empurrando os setores sensíveis a juro. Os bancos lideraram (ITUB4 +1,78%, ITSA4 +1,92%, BBAS3 +1,62%) e o saneamento foi destaque (CSMG3 +2,85%, EQTL3 +2,76%, SBSP3 +1,51%). A alta veio na contramão do exterior, onde a tecnologia derrubou S&P 500 e Nasdaq enquanto o Dow renovava máxima. A Vale subiu (+1,20%), mas a siderurgia caiu forte (CSNA3 -4,74%). O dólar recuou para R$ 5,18, com o real firme.
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A quinta abriu em alta firme e chegou a subir mais de 1,4%, acima de 173 mil pontos, no embalo do bom humor lá fora e da leitura de que a inflação cedeu na margem. A prévia do IPCA de junho veio abaixo do esperado, e isso reacendeu a aposta de corte da Selic, empurrando banco, saneamento e construção. Ao longo da tarde o índice devolveu parte do ganho, acompanhando a virada da tecnologia em Nova York, mas sustentou a alta puxado pelo doméstico ligado a juro.
O que moveu o dia
No mercado amplo, o atacarejo liderou (ASAI3 +4,11%), seguido da Rumo (RAIL3 +3,62%), da construção (MRVE3 +3,39%), da Marfrig (MBRF3 +3,16%) e do saneamento (CSMG3 +2,85%, EQTL3 +2,76%). Do outro lado, a Braskem desabou sozinha (BRKM5 -10,50%) após divulgar o impasse na negociação da dívida com os credores e pedir uma tutela cautelar; a siderurgia caiu forte (CSNA3 -4,74%, USIM5 -2,07%), e a B3 (-1,16%) também ficou em queda. Entre os pesos, a Vale subiu (+1,20%) e segurou as commodities, enquanto a Petrobras fechou mista (PETR4 +0,42%, PETR3 -0,12%).
As três camadas do dia
O Ibovespa fechou em alta de 0,87% (a 171.990 pontos), depois de tocar acima de 173 mil; o BOVA11 subiu 0,83% (R$ 169,00) e o dólar recuou a R$ 5,18 (-0,46%). Na ponta de cima: ASAI3 (+4,11%), RAIL3 (+3,62%), MRVE3 (+3,39%) e MBRF3 (+3,16%). Na ponta de baixo: BRKM5 (-10,50%), CSNA3 (-4,74%), USIM5 (-2,07%) e B3SA3 (-1,16%).
A sessão teve um fio condutor: o doméstico no comando. A prévia da inflação veio mais fraca que o esperado e reacendeu a aposta de que o Copom ainda corta a Selic, o que valoriza justamente quem é sensível a juro: banco, elétrica, saneamento e construção. Por isso o índice subiu apesar da tecnologia em queda em Nova York. As commodities ficaram mistas, com a Vale sustentando e a siderurgia caindo, e não tiraram o índice do positivo.
Foi um dia de juro mandando mais que commodity, o inverso da véspera. O alívio da inflação é de margem, não de fundo: o acumulado em doze meses segue acima do teto, e o próprio Banco Central elevou a probabilidade de a meta ser furada em 2026. Bastou, porém, para dar o tom. O caso Braskem corre por fora do índice, mas vigia-se a negociação com os credores. É interpretação, não garantia.
Maiores altas e baixas
| Maiores altas (geral) | ASAI3 +4,11% · RAIL3 +3,62% · MRVE3 +3,39% |
| Maiores baixas (geral) | BRKM5 -10,50% · CSNA3 -4,74% · USIM5 -2,07% |
| Entre os 20 mais líquidos | EQTL3 +2,76% · ITSA4 +1,92% · ITUB4 +1,78% |
Os números do fechamento
| Ibovespa | +0,87% · ~171.990 pts |
| BOVA11 | +0,83% · R$ 169,00 |
| Dólar | -0,46% · perto de R$ 5,18 |
| Petróleo (Brent) | estável · perto de US$ 73 |
| Minério de ferro | fraco · sem gatilho na China |
| Petrobras | PETR4 +0,42% · R$ 38,45 |
| Vale | VALE3 +1,20% · R$ 78,66 |
| Destaque negativo | BRKM5 -10,50% · impasse com credores |
| Mundo | Dow recorde · S&P e Nasdaq caem |
O que fica no radar
Na sexta vêm a taxa de desemprego (Pnad Contínua) e a sondagem da indústria, que fecham a semana de dados domésticos. O acumulado da inflação em doze meses segue acima do teto, então o alívio de hoje não resolve o quadro de fundo; a próxima reunião do Copom, no começo de agosto, segue no centro, com o mercado apostando em mais um corte de 0,25 ponto. No corporativo, o caso Braskem segue no radar: o mercado acompanha a negociação da dívida com os credores após o pedido de tutela cautelar. Dólar, petróleo e minério seguem no centro das atenções.
