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O Ibovespa fechou de lado (-0,06%, 173.714), segurado pelo petróleo, enquanto os bancos e o consumo de juro cairam e o dólar rompeu R$ 5,10.
Radar Ibov

Newsletter · Fechamento · Sexta · 17/07/2026

O Ibovespa fechou de lado, em queda de 0,06%, aos 173.714 pontos, segurado pela alta do petróleo, enquanto os bancos e o consumo sensível a juro caíram e o dólar voltou a romper a linha de R$ 5,10.

O que ninguém tá vendo

O índice ficou de lado, mas o pregão girou por dentro. De um lado, o petróleo disparou: o Brent subiu perto de 2%, para a casa de US$ 86, com nova escalada no Oriente Médio, e levou a Petrobras PN (PETR4), que subiu 2,53%, a Vibra (VBBR3), com 1,60%, e a PRIO (PRIO3), com 1,87%; como a Petrobras é o papel de maior peso do índice, foi ela que segurou o placar. Do outro lado, o doméstico de juro apanhou de novo: a Vivara (VIVA3) caiu 3,90%, a MRV (MRVE3) 3,31% e a Direcional (DIRR3) 2,75%, e os bancos cederam, com o Itaú (ITUB4) em queda de 1,39%. O detalhe do dia: os dados vieram bons para o juro, o IGP-10 despencou 1,13% no mês e o IBC-Br subiu só 0,1% em maio, mas o dólar rompeu R$ 5,10 e abafou o efeito.

Os números do fechamento

Ibovespa-0,06% · 173.714 pts
BOVA11-0,08% · R$ 170,63
Dólar (fechamento)em alta · R$ 5,12
Petróleo (Brent)+2% · US$ 86
Petrobras PN (PETR4)+2,53% · R$ 40,90
Vivara (VIVA3)-3,90% · R$ 22,44

Maiores altas (geral): USIM5 +4,18%, HAPV3 +3,93%, PETR3 +2,62%. Maiores baixas: VIVA3 -3,90%, MRVE3 -3,31%, DIRR3 -2,75%. Amplitude: 56 dos 83 papéis do Radar fecharam em queda. Lá fora, Nova York recuou de novo, num tombo de chips com a TSM.

Olho no setor · Petróleo e energia

O foco de sexta vai para o petróleo, o setor que segurou a bolsa sozinho. Num dia em que o mundo vendeu tecnologia e o câmbio pressionou os juros, foi o óleo que manteve o índice de pé. O Brent subiu perto de 2%, para a casa de US$ 86, depois de nova escalada de tensão no Oriente Médio, e como o petróleo está na lista de isenções da tarifa, o efeito chegou direto ao preço das produtoras. A Petrobras PN (PETR4) subiu 2,53%, a Petrobras ON (PETR3) 2,62%, a Vibra (VBBR3) 1,60% e a PRIO (PRIO3) 1,87%. Como a Petrobras é o papel de maior peso do Ibovespa, a alta dela compensou boa parte da queda dos bancos e do consumo, e o índice fechou de lado. A leitura: num pregão sem tendência única, quem manda no placar é o papel de maior peso, e hoje ele estava comprado. Não é recomendação, é composição.

Amanhã e à frente

O que fica no radar: a tarifa de 25% entra em vigor em 22/07, agora com a lista de isenções ampliada pelos Estados Unidos, sinal de porta aberta para negociação. Na agenda de proventos, o Santander (SANB11) tem data-com em 21/07 (pagamento em 06/08), a TIM (TIMS3) paga em 22/07 e a Iguatemi paga em 29/07 a parcela que ficou ex em 16/07. A Vale (VALE3) divulga produção em 21/07 e resultado em 30/07, e o Banco Central decide a Selic em 4 e 5 de agosto, com o dado desinflacionário de hoje reforçando o debate sobre o ritmo de corte.

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Radar Ibov é conteúdo informativo e jornalístico. Não é recomendação de compra ou venda de ativos. Fato é fato, opinião é opinião, a decisão é sua. Índice à vista, BOVA11, dólar e ações; Brent, minério e mercados externos via fontes de mercado; confirme proventos no RI da empresa e na B3.

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