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Newsletter · Fechamento · Terça · 23/06/2026
Ibovespa sobe na contramão de Wall Street e emenda a terceira alta após a ata do Copom; petróleo recua lá fora.
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O que ninguém tá vendo
O Ibovespa subir 0,52% e emendar a terceira alta parece pouco, mas o mérito está em ter virado contra tudo: a sessão abriu em queda de mais de 1%, com Wall Street derrubando a tecnologia em bloco e a Vale apanhando do minério na faixa baixa. O que mudou a maré foi a ata do Copom. Lida como menos dura que o comunicado da semana passada, ela fez a curva de juros fechar, e o investidor leu que ainda há espaço para cortar a Selic, mesmo que não de forma sequencial e num cenário que exige juros altos por mais tempo. Foi o suficiente para o dinheiro voltar à bolsa doméstica, enquanto os pesos-pesados de commodity ficaram para trás. Quem subiu, subiu pela aposta de juro; quem caiu, caiu pela China e por Nova York. É leitura, não garantia.
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Os números do fechamento
| Ibovespa | +0,52% · 171.258 pts |
| BOVA11 | +0,65% · R$ 168,21 |
| Dólar | subiu · perto de R$ 5,19 |
| Petróleo (Brent BRN1!) | ~US$ 77 · mínima de quase 3 meses |
| Petrobras (PETR4) | +0,41% · R$ 39,33 |
| Vale (VALE3) | -1,89% · R$ 79,38 |
Maiores altas (geral): MBRF3 +9,88%, VIVA3 +4,64%, AZZA3 +3,61%. Maiores baixas: MGLU3 -5,15%, USIM5 -4,94%, HAPV3 -3,11%.
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Olho no setor · Petróleo
O petróleo voltou a recuar nesta terça, com o Brent perto de US$ 77, na mínima de quase três meses, e o movimento tem um mecanismo claro por trás. O Tesouro dos Estados Unidos liberou por 60 dias a venda de petróleo iraniano e o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz se normalizou, o que aumenta a oferta esperada e derruba o prêmio de risco que vinha sustentando o barril. Para as petroleiras brasileiras, isso corta nos dois sentidos: no curtíssimo, Brent mais baixo aperta a receita projetada e a tese de dividendo, e foi o que pesou na PRIO3 (-1,02%) hoje, enquanto PETR3 (+0,78%) e PETR4 (+0,41%) subiram pouco. Na macro, porém, petróleo cedendo é desinflacionário na margem, alivia a expectativa de inflação que o Banco Central monitora e reforça a tese de corte de juro, justo no dia da ata do Copom. O que se acompanha daqui para frente é o andamento do acordo EUA-Irã, ainda cercado de ruído, e a próxima reunião da OPEP+. Não é recomendação, é contexto.
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Amanhã e na semana
Na quinta vêm o IPCA-15 de junho e o PCE dos Estados Unidos, que completam o quadro de inflação e calibram a aposta de corte da Selic; o mercado ainda vê chance de redução na próxima reunião do Copom, segundo as opções da B3, ainda que a ata de hoje tenha elevado a barra ao falar em juros altos por mais tempo. No setorial, a Lojas Renner (LREN3) tem hoje a data-com do JCP de R$ 0,229299 por ação e a Embraer (EMBJ3) também fica ex em 24/06; a Rumo (RAIL3) confirmou troca de presidente, com efeito em 20 de julho. O dólar, o petróleo e o minério seguem no centro das atenções.
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Radar Ibov é conteúdo informativo e jornalístico. Não é recomendação de compra ou venda de ativos. Fato é fato, opinião é opinião, a decisão é sua. Valores conferidos na tela do pregão; confirme proventos no RI da empresa e na B3.
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