O Ibovespa sobe 0,70%, aos 176.564 pontos, mesmo com Vivo e TIM caindo cerca de 6%: o IPCA-15 de julho vem bem abaixo do esperado, derruba o juro futuro e leva a bolsa para a alta, na contramão das duas maiores teles.
Foram duas histórias no mesmo pregão. O IPCA-15 de julho saiu em 0,06%, bem abaixo do consenso perto de 0,20%, derrubou o juro futuro e reacendeu a aposta de corte da Selic; o Ibovespa fechou em alta de 0,70%, aos 176.564 pontos, com 60 dos 83 papéis do Radar em alta. Na contramão, a Vivo caiu 5,97% e a TIM 5,81% depois dos balanços do segundo trimestre, lidos como fracos, e a telecom recuou 5,89%. O petróleo ficou de lado (Brent perto de US$ 86) e o dólar fechou perto de R$ 5,14.
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O Ibovespa subiu 0,70% nesta terca, aos 176.564 pontos, num pregão comprado por dentro: foram 60 dos 83 papéis do Radar em alta contra 20 em queda. O motor foi o IPCA-15 de julho, que saiu em 0,06% no mês, bem abaixo do consenso perto de 0,20%, com a inflação em doze meses recuando para a casa de 4,52%; o juro futuro cedeu e reacendeu a aposta de corte da Selic. Com isso, a energia subiu 0,78%, os bancos 0,61% e a saúde, a siderurgia e a locadora Vamos (mais 5,05%) puxaram o topo. A exceção pesada foi a telecom, que recuou 5,89%: a Vivo caiu 5,97% e a TIM 5,81% depois dos balanços do segundo trimestre, lidos como fracos, com cortes de preço-alvo por JPMorgan, Bradesco BBI e UBS BB. O saneamento cedeu 0,65%, puxado pela Sabesp (menos 2,08%), e o dólar fechou quase de lado, perto de R$ 5,14; o petróleo ficou de lado, com o Brent perto de US$ 86.
O que moveu o dia
- O IPCA-15 veio bem abaixo do consenso. A previa da inflação de julho ficou em 0,06% no mês, contra consenso perto de 0,20%, com a taxa em 12 meses na casa de 4,52%; o juro futuro cedeu ao longo da curva.
- Vivo e TIM cairam cerca de 6% depois do balanço. A Vivo recuou 5,97% e a TIM 5,81% após o segundo trimestre, lido como fraco; casas como JPMorgan, Bradesco BBI e UBS BB cortaram preços-alvo, e a telecom recuou 5,89%.
- Mesmo assim o índice fechou em alta, por dentro. Energia (mais 0,78%), bancos (mais 0,61%), saúde e siderurgia levaram o Ibovespa para a alta; foram 60 dos 83 papéis do Radar no positivo.
- A inflação mais baixa reforça a aposta de corte da Selic. Uma previa abaixo do esperado joga a favor do eixo doméstico da bolsa, o juro-sensível: banco, energia, saneamento e consumo financiado.
- A Sabesp pesou no saneamento. O saneamento cedeu 0,65% no agregado porque a Sabesp, o papel de maior peso do bloco, caiu 2,08%, mesmo com a Copasa (mais 1,55%) e a Rumo (mais 2,03%) firmes.
As três camadas do dia
20 mais liquidos (fechamento)
Entre os papéis de maior giro, as teles dominam o lado negativo depois dos balanços, e a Suzano, a Gerdau e a Embraer puxam o positivo; a Vale fica de lado e a maior queda e a da Vivo.
BESST (fechamento)
No BESST, energia e bancos sobem com a queda do juro, e a telecom aparece isolada e pesada em queda, com Vivo e TIM na ponta negativa; o saneamento cede pela Sabesp.
Mercado geral (fechamento)
Na bolsa toda, a locadora Vamos, a saúde e o papel lideram as altas com a aposta de corte; as maiores quedas ficam com as teles, o saneamento e a petroquimica.
Os números do fechamento
Subiu 0,70%, aos 176.564 pontos, com 60 dos 83 papéis do Radar em alta; as duas maiores teles limitaram um avanço maior
O ETF que segue o Ibovespa subiu 0,57%, a R$ 173,74
Ficou quase de lado, a R$ 5,14 (mais 0,17%), com a curva de juro mandando mais no câmbio
Wall Street opera perto da estabilidade, aguardando a decisão do Federal Reserve amanha, 29/07
Ficou de lado, perto de US$ 86, em leve queda, com a tregua entre Estados Unidos e Ira mantida
A previa da inflação veio em 0,06% no mês, bem abaixo do consenso perto de 0,20%; em 12 meses, 4,52%
Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com a aposta majoritaria de corte
O que fica no radar
- O Federal Reserve decide amanha. O banco central americano anuncia a decisão de juro em 29/07, com o consenso de manutenção na faixa de 3,50% a 3,75%; o tom do comunicado mexe com o dólar e a curva global.
- O balanço da Vale sai em 30/07. O resultado do segundo trimestre, o primeiro sob o novo conselho, e o próximo catalisador da mineração, com decisão sobre proventos; no mesmo dia sai o nucleo do PCE americano.
- A queda das teles e reação a balanço. Vivo (VIVT3) e TIM (TIMS3) são defensivas de dividendo; a queda concentrada reflete resultado e corte de preço-alvo, não fuga de risco. O que vem depois e leitura grafica.
- A Selic e o grande evento da semana que vem. O Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com a aposta majoritaria de corte, reforçada pela inflação mais baixa de hoje.
- A agenda de proventos segue cheia. A Iguatemi (IGTI11) paga em 29/07, o Bradesco (BBDC4) em 31/07, o Santander (SANB11) em 06/08 e a Petrobras (PETR4) a primeira parcela do JCP em 20/08.
