FECHAMENTO · SEXTA · 17/07/2026

O Ibovespa fecha de lado, em queda de 0,06%, aos 173.714 pontos, segurado pela alta do petróleo, enquanto os bancos e o consumo sensível a juro caem e o dólar volta a romper a linha de R$ 5,10.

O índice ficou parado por fora e girou por dentro. O petróleo disparou e a Petrobras, o papel de maior peso, segurou o placar sozinha; do outro lado, banco, varejo e construção caíram, e o dólar rompeu o pivô de R$ 5,10. Os dois dados do dia vieram a favor do corte da Selic, mas foi o câmbio, não a inflação, que precificou o pregão.

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Como foi o pregão

O dia teve o índice parado por fora e girando por dentro. O Ibovespa fechou em queda de 0,06%, aos 173.714 pontos, e o BOVA11 recuou 0,08%, a R$ 170,63, numa amplitude negativa, 25 altas contra 56 quedas. O que segurou o placar foi o petróleo: o Brent subiu perto de 2%, para a casa de US$ 86, depois de nova escalada no Oriente Médio, e levou a Petrobras PN em alta de 2,53%, a Petrobras ON de 2,62%, a Vibra de 1,60% e a PRIO de 1,87%; como a Petrobras é o papel de maior peso do índice, a alta dela compensou boa parte da queda do resto. E o resto caiu: os bancos cederam 1,01% no bloco, com o Itaú perdendo 1,39% e a B3 1,23%, e o consumo ligado a juro apanhou, com a Vivara caindo 3,90% e a MRV 3,31%. Em casa, os dados vieram a favor do corte da Selic, o IGP-10 despencou 1,13% no mês e o IBC-Br subiu só 0,1% em maio, mas o dólar rompeu o pivô de R$ 5,10 e fechou perto de R$ 5,12, e foi o câmbio, não a inflação, que precificou o dia.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

20 mais líquidos (fechamento)

Entre os mais líquidos, o petróleo dominou as altas, com Petrobras, PRIO, Vibra e Copel; do lado vendido, a Engie, os bancos e a Eneva puxaram as quedas num pregão de baixa ampla.

MAIORES ALTAS
PETR3+2,62%
PETR4+2,53%
PRIO3+1,87%
VBBR3+1,60%
CPLE3+1,37%
MAIORES BAIXAS
EGIE3-1,41%
ITUB4-1,39%
BBAS3-1,30%
B3SA3-1,23%
ENEV3-1,04%

BESST (fechamento)

No BESST, só o telecom fechou em alta (+0,45%); bancos caíram 1,01%, energia 0,81%, seguros 0,48% e saneamento 0,43%. Copel e Axia seguraram a energia; a Light afundou.

MAIORES ALTAS
CPLE3+1,37%
AXIA3+0,95%
TIMS3+0,76%
CMIG4+0,27%
VIVT3+0,14%
MAIORES BAIXAS
LIGT3-5,28%
ENGI11-1,64%
AURE3-1,45%
EGIE3-1,41%
ITUB4-1,39%

Mercado geral (fechamento)

No geral, Usiminas e Hapvida lideram, com o petróleo logo atrás; nas quedas, a Vivara, a MRV e a Direcional, o doméstico de juro que apanhou com o câmbio em alta.

MAIORES ALTAS
USIM5+4,18%
HAPV3+3,93%
PETR3+2,62%
PETR4+2,53%
PRIO3+1,87%
MAIORES BAIXAS
VIVA3-3,90%
MRVE3-3,31%
DIRR3-2,75%
YDUQ3-2,60%
TOTS3-2,37%

Os números do fechamento

Ibovespa173.714

Fechou de lado, em queda de 0,06%, aos 173.714 pontos, com 25 altas contra 56 quedas entre os 83 papéis do Radar

BOVA11R$ 170,63

O ETF que segue o Ibovespa recuou 0,08%, a R$ 170,63, acompanhando o índice

Dólar (fechamento)R$ 5,12

Rompeu o pivô de R$ 5,10 e fechou perto de R$ 5,12; o real perdeu força apesar da inflação baixa, e foi o câmbio que precificou o dia

BrentUS$ 86

Subiu perto de 2%, para a casa de US$ 86, com a escalada no Oriente Médio; o petróleo é isento da tarifa, então move a Petrobras pelo preço do barril

Wall Streetem queda

A tecnologia caiu de novo, com a TSM devolvendo ganhos ao elevar o investimento previsto e os semicondutores vendidos; a bolsa aqui se descolou pelo peso do petróleo

Minérioperto de US$ 99

O minério de ferro segue na faixa baixa do ano, perto de US$ 99 a tonelada, e é ele, com a China, que move a Vale, não a tarifa

Boletim FocusSelic 14,00%

A mediana da Selic de fim de ano segue em 14,00%; o dado desinflacionário de hoje reforça o debate sobre o ritmo de corte, com o câmbio como contrapeso

Selic14,25%

Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto

O que fica no radar