O Ibovespa fecha de lado, em queda de 0,06%, aos 173.714 pontos, segurado pela alta do petróleo, enquanto os bancos e o consumo sensível a juro caem e o dólar volta a romper a linha de R$ 5,10.
O índice ficou parado por fora e girou por dentro. O petróleo disparou e a Petrobras, o papel de maior peso, segurou o placar sozinha; do outro lado, banco, varejo e construção caíram, e o dólar rompeu o pivô de R$ 5,10. Os dois dados do dia vieram a favor do corte da Selic, mas foi o câmbio, não a inflação, que precificou o pregão.
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O dia teve o índice parado por fora e girando por dentro. O Ibovespa fechou em queda de 0,06%, aos 173.714 pontos, e o BOVA11 recuou 0,08%, a R$ 170,63, numa amplitude negativa, 25 altas contra 56 quedas. O que segurou o placar foi o petróleo: o Brent subiu perto de 2%, para a casa de US$ 86, depois de nova escalada no Oriente Médio, e levou a Petrobras PN em alta de 2,53%, a Petrobras ON de 2,62%, a Vibra de 1,60% e a PRIO de 1,87%; como a Petrobras é o papel de maior peso do índice, a alta dela compensou boa parte da queda do resto. E o resto caiu: os bancos cederam 1,01% no bloco, com o Itaú perdendo 1,39% e a B3 1,23%, e o consumo ligado a juro apanhou, com a Vivara caindo 3,90% e a MRV 3,31%. Em casa, os dados vieram a favor do corte da Selic, o IGP-10 despencou 1,13% no mês e o IBC-Br subiu só 0,1% em maio, mas o dólar rompeu o pivô de R$ 5,10 e fechou perto de R$ 5,12, e foi o câmbio, não a inflação, que precificou o dia.
O que moveu o dia
- O petróleo segurou o índice sozinho. O Brent subiu perto de 2%, para a casa de US$ 86, com nova escalada no Oriente Médio, e a Petrobras PN avançou 2,53%; como é o papel de maior peso do Ibovespa, a alta dela compensou a queda de quase todo o resto e o índice fechou de lado.
- O dado veio a favor do corte, o câmbio não deixou aparecer. O IGP-10 despencou 1,13% no mês, uma deflação forte no atacado, e o IBC-Br subiu só 0,1% em maio; o par reforça a aposta de corte da Selic, mas o dólar rompeu R$ 5,10 e fechou perto de R$ 5,12, e a curva de juro subiu em vez de ceder.
- A dor foi para o doméstico de juro. Com o real mais fraco e a curva pressionada, a Vivara caiu 3,90%, a MRV 3,31%, a Direcional 2,75% e a Cury 1,98%; nenhum deles exporta, e o que os atingiu foi o câmbio, não a tarifa.
- Lá fora, a tecnologia caiu de novo. Em Nova York, a fabricante de chips TSM devolveu ganhos ao elevar o investimento previsto, os semicondutores foram vendidos e o Nasdaq recuou; a bolsa aqui se descolou porque o petróleo pesa mais no índice que a tecnologia.
As três camadas do dia
20 mais líquidos (fechamento)
Entre os mais líquidos, o petróleo dominou as altas, com Petrobras, PRIO, Vibra e Copel; do lado vendido, a Engie, os bancos e a Eneva puxaram as quedas num pregão de baixa ampla.
BESST (fechamento)
No BESST, só o telecom fechou em alta (+0,45%); bancos caíram 1,01%, energia 0,81%, seguros 0,48% e saneamento 0,43%. Copel e Axia seguraram a energia; a Light afundou.
Mercado geral (fechamento)
No geral, Usiminas e Hapvida lideram, com o petróleo logo atrás; nas quedas, a Vivara, a MRV e a Direcional, o doméstico de juro que apanhou com o câmbio em alta.
Os números do fechamento
Fechou de lado, em queda de 0,06%, aos 173.714 pontos, com 25 altas contra 56 quedas entre os 83 papéis do Radar
O ETF que segue o Ibovespa recuou 0,08%, a R$ 170,63, acompanhando o índice
Rompeu o pivô de R$ 5,10 e fechou perto de R$ 5,12; o real perdeu força apesar da inflação baixa, e foi o câmbio que precificou o dia
Subiu perto de 2%, para a casa de US$ 86, com a escalada no Oriente Médio; o petróleo é isento da tarifa, então move a Petrobras pelo preço do barril
A tecnologia caiu de novo, com a TSM devolvendo ganhos ao elevar o investimento previsto e os semicondutores vendidos; a bolsa aqui se descolou pelo peso do petróleo
O minério de ferro segue na faixa baixa do ano, perto de US$ 99 a tonelada, e é ele, com a China, que move a Vale, não a tarifa
A mediana da Selic de fim de ano segue em 14,00%; o dado desinflacionário de hoje reforça o debate sobre o ritmo de corte, com o câmbio como contrapeso
Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto
O que fica no radar
- O dólar na linha de R$ 5,10. Enquanto o real não devolver o rompimento e firmar abaixo de R$ 5,10, o alívio da inflação fica preso no papel e não vira alta de bolsa; é o placar que separa o dado bom da reação do mercado.
- O petróleo que segurou o índice. Foi o Brent em alta que manteve o Ibovespa de pé; se o barril virar, a conta muda, porque a Petrobras é o maior peso do índice.
- Vale e Santander em 21/07. A VALE3 divulga a produção do segundo trimestre em 21/07 (resultado em 30/07), e o SANB11 tem data-com dos R$ 2 bilhões em JCP no mesmo dia, com pagamento em 06/08.
- A tarifa passa a valer em 22/07. A medida de 25% entra em vigor na quarta que vem, agora com a lista de isenções ampliada pelos Estados Unidos; a TIMS3 paga proventos nessa data.
- Copom em 4 e 5 de agosto. O Banco Central decide a Selic, hoje em 14,25%, e o dado desinflacionário de hoje reforça o debate sobre o ritmo de corte, com o câmbio como risco.
