FECHAMENTO · QUINTA · 02/07/2026

O Ibovespa fechou em alta de 0,64%, aos 172.788 pontos, com o payroll fraco nos Estados Unidos girando o dinheiro para os setores de dividendo: telecom, elétricas e seguros lideraram o pregão.

O Ibovespa encerrou esta quinta-feira aos 172.787 pontos, em alta de 0,64%, com giro financeiro de cerca de R$ 13,9 bilhões, e o dólar fechou perto da estabilidade, na região de R$ 5,24. O motor do dia foi o relatório de emprego dos Estados Unidos, que veio bem mais fraco que o esperado, com apenas 57 mil vagas ante consenso perto de 115 mil, revisões para baixo em abril e maio e desemprego recuando a 4,2%. A leitura de um mercado de trabalho americano em desaceleração tirou pressão para o Fed subir o juro, derrubou os rendimentos dos Treasuries e disparou uma rotação: o dinheiro saiu dos semicondutores, que vinham puxando as bolsas e passaram a recuar forte lá fora, com a Micron caindo mais de 10%, e migrou para setores de caixa previsível e dividendo. No Brasil, o movimento foi o mesmo: telecom subiu 2,36%, seguros 1,28%, energia elétrica 1,09% e saneamento 0,87%, enquanto Petrobras e Vale ficaram perto do zero e a ponta fraca reuniu proteína e consumo, com a BRF em queda de 5,89%, a Natura de 4,20% e o Magazine Luiza de 3,61%. O Brent segue perto das mínimas do ano, na casa dos US$ 70, e o minério ronda US$ 100 com a China fraca.

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Como foi o pregão

O dia foi de rotação, e o gatilho foi o emprego. O payroll dos Estados Unidos de junho criou só 57 mil vagas, ante consenso perto de 115 mil, com revisões para baixo em abril e maio, cerca de 74 mil a menos, e desemprego recuando a 4,2%. A leitura de um mercado de trabalho em desaceleração tirou pressão para o Fed subir o juro e derrubou os rendimentos dos Treasuries. Isso acelerou um movimento que já vinha se desenhando: o dinheiro saiu dos semicondutores, que puxaram as bolsas no trimestre e passaram a recuar forte, com a Micron caindo mais de 10% e o índice de chips derretendo, e migrou para setores de caixa previsível, como saúde, consumo básico, utilities e bancos. Em Nova York, o Dow foi a novas máximas enquanto a Nasdaq ficou pressionada pela tecnologia. No Brasil, o mesmo roteiro: o Ibovespa fechou em alta de 0,64%, aos 172.787 pontos, puxado por telecom, seguros e elétricas, os setores de dividendo mais sensíveis ao juro, enquanto Petrobras e Vale ficaram perto do zero. O dólar encerrou perto da estabilidade, na região de R$ 5,24. O Brent segue nas mínimas do ano, na casa dos US$ 70, e o minério ronda US$ 100 com a China fraca.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

Os 20 mais líquidos (fechamento)

Entre os mais líquidos, a alta veio de B3, Rede D'Or, Equatorial, BB Seguridade e Banco do Brasil; do lado fraco, a Lojas Renner recuou, a WEG ficou no zero e Itaú, Bradesco e PRIO ficaram perto da estabilidade, num dia de ganho espalhado.

MAIORES ALTAS
B3SA3+1,46%
RDOR3+1,46%
EQTL3+1,45%
BBSE3+1,42%
BBAS3+1,37%
MAIORES BAIXAS
LREN3-0,40%
WEGE30,00%
ITUB4+0,07%
BBDC4+0,31%
PRIO3+0,32%

BESST (fechamento)

No bloco BESST, o dia foi das transmissoras e do telecom: Taesa disparou, com Vivo, TIM, CPFL e ISA Energia em alta; a ponta fraca ficou com a Engie, seguida do ABC Brasil, num setor amplamente positivo, favorecido pelo alívio na curva de juros.

MAIORES ALTAS
TAEE11+2,61%
VIVT3+2,46%
TIMS3+2,26%
CPFE3+1,90%
ISAE4+1,65%
MAIORES BAIXAS
EGIE3-1,01%
ABCB4-0,29%
ITUB4+0,07%
SBSP3+0,20%
BBDC4+0,31%

Mercado geral (fechamento)

No mercado geral, a alta foi puxada por CSN Mineração, Taesa, MRV e telecom; do lado das quedas, a proteína e o consumo dominaram, com a BRF despencando, seguida de Natura, Magazine Luiza, Brava e PetroReconcavo.

MAIORES ALTAS
CMIN3+2,66%
TAEE11+2,61%
MRVE3+2,51%
VIVT3+2,46%
TIMS3+2,26%
MAIORES BAIXAS
MBRF3-5,89%
NATU3-4,20%
MGLU3-3,61%
BRAV3-3,24%
RECV3-2,44%

Os números do fechamento

Ibovespa172.788

Fechou em alta de 0,64%, aos 172.787 pontos, com giro de cerca de R$ 13,9 bilhões; o payroll fraco tirou pressão de juro e girou o mercado para dividendo

DólarR$ 5,24

Encerrou perto da estabilidade (+0,07%); o real ficou firme com o emprego americano fraco aliviando a curva de juros de lá

Giro financeiroR$ 13,9 bi

Volume dentro da média recente, sem o exagero de dias de vencimento; a alta veio espalhada pelos setores de dividendo

Payroll EUA+57 mil

Bem abaixo dos ~115 mil esperados, com revisões para baixo em abril e maio, cerca de 74 mil a menos, e desemprego a 4,2%. Menos pressão para o Fed subir juro

Rotação globalchips para dividendo

O dinheiro saiu dos semicondutores, que recuam forte lá fora (Micron caiu mais de 10%), e migrou para setores de caixa previsível e renda

Telecom+2,36%

O setor líder do dia na B3, com TIM (+2,26%) e Vivo (+2,46%) entre as maiores altas do índice

Seguros e elétricas+1,28% e +1,09%

Os setores de dividendo que completaram o pódio, favorecidos pelo alívio na curva de juros após o emprego fraco

Brent~US$ 70

Segue perto das mínimas do ano; excesso de oferta com o Estreito de Ormuz reaberto e Irã e Rússia exportando forte

Minério~US$ 100

Demanda chinesa fraca e estoques altos nos portos seguem pesando sobre a Vale

Selic14,25%

O BC cortou em junho e pediu cautela; dados fracos de emprego aqui e lá fora favorecem seguir cortando

O que fica no radar